sábado, junho 04, 2011

Trying understand


Aqui estou a tentar perceber mais uma vez, a esmiuçar o máximo que posso. Como será possível que a reacção a um grito de dentro, de puro sofrimento possa existir de forma silenciosa. Num mundo perfeito se tu me dizes que estás a cair, eu posso não chegar a tempo para te aparar a queda mas farei de tudo para te abraçar, o mais que posso, para te ajudar a curar as feridas.
Existe em  mim algo intrínseco na empatia espontânea ao sofrimento. Hoje pessoas próximas selaram a sua vontade de se afastarem definitivamente. E eu chorei, chorei com uma tristeza profunda, por eles, por nós, pela vida que todos podíamos ter tido e não tivemos.
Ontem peguei no carro e fui com a ideia fixa de te suplicar a tua presença, de te sentir, de olhar para ti, com a ideia de poder cair no teu ombro, no teu abraço, conversar e chorar até me sentir aliviada e deixar contigo esta réstia de ti que me devora e consome todos os dias. Não pude, não fui capaz. Além disso, não ia aguentar um não como resposta. Em vez disso meti-me numa sala de cinema, a ver um filme que me fez rir de tão espontâneo, tão verdadeiro, tão intenso. 
Na minha versão do amor, as pessoas que um dia foram próximas nunca mais se afastam verdadeiramente. Por dois simples motivos, o que me levou a apaixonar por ti e tudo o que vivemos. Embora as relações terminem, não resultem, estejamos à procura daquela intensidade e não outra, as pessoas não morrem, ficam ali para sempre. As memórias... a memória de te esquecer aterroriza-me. Esquecer-te seria esquecer-me. E não, não consegues isso. As pessoas lidam das piores formas com as ausências e das melhores também, já vi de tudo. 
Eu sei é difícil, não saber o que fazer, ver o outro sofrer e sentirmo-nos tão impotentes. Será que efectivamente isso será verdade? Os meus amigos tem sempre um colo, uma palavra, uma música, um abraço. Onde estás tu? Insisto, não te vou perder assim. Não é justo perder tudo.

terça-feira, maio 31, 2011

Momento Profundo

Pai: Porque não vais ler lá para fora?
Eu: (Levanto os olhos do livro para ouvir)
Pai: Já viste que não respiras... ar puro? 
Eu: (Esboço um sorriso para disfarçar) e respondo: Tenho a porta aberta! 

Pensamento imediato:

Sim eu sei ... devia sair mais, mas tenho a porta aberta... já é um começo. Posso vislumbrar o que acontece lá fora, sem a probabilidade de algo que venha de fora me magoe e atordoe ainda mais se puser o pé fora da soleira da porta.Ya, ya. Continua assim vais longe.

quinta-feira, maio 26, 2011

Sombras



“Dei-te o meu corpo como quem estende
um mapa antes da viagem […]
Mas, afinal, foste tu que desenhaste mapas
nas minhas mãos – tristes geografias,
labirintos de razões improváveis, tão curtas
linhas que a minha vida não teve tempo
senão para pressentir-se. Por isso guardo
 
dos teus gestos apenas conjecturas, sombras,
muros e regressos – nem sequer feridas
ou ruínas. E, ainda assim, sem eu saber porquê, 
as ondas ameaçam o lago dos meus olhos.” 

O Canto do Vento nos Ciprestes, Maria do Rosário Pedreira


quarta-feira, maio 25, 2011

Would you?


“What if i were smiling and running into your arms? 
Would you see then, what i see now?”

Into the wild, 2007
 

Inspiration

Precisamos todos dias dos nossos amigos por perto, da família, precisamos de tantas coisas que nos fazem sentir bem, seguros, confortáveis. Essas pequenas coisas, pessoas e momentos que fazem a diferença nas nossas vidas. 
Quando no dia-a-dia nos deparamos a sorrir com uma música que ouvimos, com uma frase que nos dá alento, com o sorriso de alguém.. quando algo nos emociona ou toca de alguma forma e nos sentimos inspirados. Falo desse sentimento, é como o humor se houver alguém bem humorado perto de nós, a probabilidade de se criar um clima leve e solto é maior. Para mim ter pessoas inspiradas e sobretudo inspiradoras por perto dá-me alento, faz-me sorrir, aquece-me a alma. As pessoas precisam de saber que fazem a diferença nas nossas vidas, nós precisamos de afirmar e buscar cada vez mais fontes de inspiração ...seja um livro, seja uma música, seja o que for. A postura é buscar, procurar. Mas nem sempre a ponho em prática. A tristeza às vezes cria uma dormência estranha, uma vontade de nos enrolarmos num casulo quentinho e aconchegador e esquecer o resto. Preciso de me lembrar mais vezes das coisas, lugares e pessoas que me inspiram. Preciso de me rodear de energia positiva. Preciso mesmo. 

segunda-feira, maio 23, 2011

Clarividência

Ontem a tensão era imensa... os fins de semana intensificam o sofrimento da ausência, o terror da angústia intensifica. Peguei em 4 livros que estão na secretária faz uns meses e devorei horas a fio. E foi tão bom. Acendi o incenso, inspirei bem fundo e a paz foi-se instalando. O livro foi tão libertador, identifiquei-me muito com o que a autora explicava, precisava que alguém me explicasse algumas coisas e parece que foi como se viessem respostas ao meu encontro. Estava tão mas tão bloqueada, queria escrever, libertar-de tantos e imensos pensamentos e emoções e não conseguia ficava parada, não saia uma palavra. Às vezes a mágoa consegue ascender níveis de intensidade complexos. Pensei tantas e diversas coisas que gostava de as ter memorizado todas. Olhei para mim de dentro, de bem de dentro. E foi tão libertador. Sinto que absorvi demasiadas energias negativas, que as colhi no meu peito enquanto passaste por mim e tu foste vazio de negativismo e energias pesadas e eu fiquei com elas para mim de recordação mesmo que inconscientemente. Essas energias tem-me consumido, tenho-as revivido profundamente. E tem sido um fardo bastante duro de aguentar. Era mais fácil partilhar e fazer com que dispersassem com as nossas energias conjuntas. Fazíamos magia, era tão bom. 
Às vezes não temos noção da intensidade da carga negativa que carregamos e da força que tem para nos bloquear e crescer. Para nos sentirmos bem connosco e com o mundo. 
Carrego comigo a mágoa do abandono, da falta do sentido de pertença, da falta de amizade, da falta de não existires fisicamente para mim num mundo mais saudável. Carrego a mágoa de não partilhares comigo as tuas alegrias, carrego comigo aquela metade oculta, carrego comigo a obscuridade do teu pequeno mundo que te recusas a partilhar. E vem ao de cima aqueles pensamentos obscuros, a tua face sem aquele sorriso que me derrete, o teu corpo tenso desejoso de mimo e afecto, o teu olhar perdido e disperso que não conseguia agarrar horas a fio perdidas nos segundos e horas infindáveis de vazio em que estavas algures e não ali comigo. Foram horas de angústia. É impossível veres alguém sofrer e não dares colo e quereres cuidar até sarar as feridas. Mas e se as feridas ficam comigo? Como me protejo? Estou a descobrir aos poucos sem ti. É incrível o estado a que chego sempre que alguém parte... como me afunda. Como volto a tocar no fundo, como deixo de acreditar em mim, como o mau estar se instala? Como o milagroso tempo me corrói.. como a ausência se torna a droga poderosa que me absorve e deixa louca a ansiar por mais uma dose de loucura. Só mais uma dose, eu quero.... caramba que sentimento recorrente. Que fogo que arde. Como se tira daqui. Como te tiro daqui se te quero aqui constantemente. Como imaginar sentir-te se ao mesmo tempo me apetece fugir. Como se te vejo presencialmente o meu mundo fica destruído, qual tornado ou sismo de intensidade cortante. Como se tremo só de pensar. E, inacreditavelmente sinto uma paz tremenda por perceber que te quero ardentemente e com todas as forças, custa-me aceitar perder uma intimidade que deu tanta luta a germinar e a criar raízes tão fundas. Custa-me aceitar que não te preocupas, que não estás presente, que se pode perder tudo assim .... sem rasto. Custa-me sequer pensar deixar alguém tocar-me ... dói-me, dói-me tanto... E se sei que já não és meu ...que voaste lindo e livre como aprendeste a ser. Que o teu sorriso de felicidade é genuíno porque me dói? Não devia doer ver-te feliz. Mas dói demasiado, corta-me, mata-me aos bocadinhos. Acelera-me os sentidos, descontrola-me. E recomeça tudo de novo, foram preciosos estes momentos de clarividência. Preciso de dormir e de um abraço.

domingo, maio 22, 2011

Mãos vazias




Abraçou-me como se abraça o tempo, a vida num momento,  em gestos nunca iguais...

E partiu ... !

Esta noite

 

Agarra-me esta noite

Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim

Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Solto as amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes

Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi (
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui.

Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi 
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui.
 
Pedro Abrunhosa
 

quinta-feira, maio 12, 2011

Do You remember me?

 Shadow Dance by Lora Garcelon


I was the one that held you through
I held a spotlight when
You did that crazy dance.
David Fonseca, Superstars

terça-feira, maio 03, 2011

Que caminhos?


A minha vida parou faz muito tempo. Quando deixei que pessoas importantes se afastassem. Quando não lhes dei o devido valor ou elas a mim. E é sempre reconfortante vê-las voltar aos poucos. Sorrir cá dentro e perguntar porque será que naquela altura não estive atenta às às suas necessidades, não fui uma amiga melhor e mais atenta. As amizades revelaram-se, os amores da adolescência fluíram e nenhum sobreviveu curiosamente.
Hoje tenho grandes amigas, amigos nem por isso, um ou outro que se podem contar com uma só mão mas estão tão longe, que me sinto isolada e privada do melhor do mundo que é a convivência.
Na minha vida profissional posso dizer que não tive um percurso muito linear, trabalhei com adolescentes, vários públicos, vários projectos, crianças e jovens novamente, adultos. E actualmente sinto um vazio incontrolável. Sinto que não tenho motivação nem vontade de seguir um objectivo e isso mata-me aos poucos. Está a corroer-me por dentro, ando sempre doente, indisposta, numa maré de azar imensa, numa tristeza profunda. Quando nos encontramos numa situação de desemprego todos tem algo a dizer, faz assim faz assado. É horrível porque as pessoas se sentem no direito de criticar, de dizer tudo e mais alguma coisa sem saberem sequer todo o trabalho que tenho todos dias a procurar informação, a procurar novas hipóteses, a procurar inspiração, vontade de me agarrar algo que me motive e inspire. As pessoas não entendem e, especialmente em tempo de crise, que se procure motivação, procura-se algo que tape um buraco e mais nada. Sinto que não fiz as melhores escolhas, estou a ver novas opções e novos caminhos e falta-me a confiança, a inspiração, a vontade de ir e perder-me, de arriscar. Sou uma pessoa que não conheço e sei que tenho tanto potencial ainda há pouco tempo me disseram isso, mas é como se um furacão tivesse passado e levado consigo todas as coisas boas que sempre me motivaram.


domingo, maio 01, 2011

How?

“How can a woman be expected to be happy with a man who insists on treating her as if she were a perfectly normal human being.” Oscar Wilde

Muita gente questiona como poderá encontrar a pessoa especial que tanto procura. Do fundo da minha humilde sabedoria, esta frase responde-me a essa questão. Aquela pessoa que me trata todos dias sem excepção de forma especial, que me cuida, que se preocupa, que está lá. Aquela que nos abraça sem termos sequer que dizer nada quando mais precisamos. Aquela e não outra. Aquela que vê para além das imperfeições e nos ama incondicionalmente. Aquela que nos diz vais pelo caminho errado mas estou aqui para ti sempre. Aquela por quem nos sentimos atraídos e é reciproco. Aquela que nos tira do sério com um sorriso que nos derrete. Sim tu, onde estás? 
 

quinta-feira, abril 21, 2011

Travelling

No momento mais inesperado e sem planear surge a oportunidade de viajar. E eu nem pensei duas vezes fui. E foi o melhor que me aconteceu nos últimos meses. Apesar de ter ido para uma cidade que já conhecia foi demais. Adoro a simplicidade de as pessoas estarem em plena cidade e por todo lado existirem pessoas sentadas no chão por todo lado a altas horas da noite a conviver. Conheci pessoas bonitas daquelas que nunca mais vamos ver, daquelas que olhamos para dentro e que depois relembramos pela simplicidade no olhar ou simplesmente pelo sorriso rasgado. Como invejo aquele sorriso simples e natural. Aquela liberdade e sei que partilhei o sorriso espontâneo. Já não sorrio tanto como devia e quero sorrir. Caminhei muito sozinha, viajei para cima e para baixo nas confusas e infindáveis linhas do metro. Os meus pés doeram como nunca todos os dias e foi tão bom.... gastar energias, a exaustão de percorrer e ver tudo de perto. O sentir de fora para dentro, bem dentro. Perder no meio das flores, visitar o castelo de cristal, contemplar a beleza, de ser feliz sozinha e não ter horários para nada apenas tempo para desfrutar e ser um pouco feliz. A beleza dos momentos perde-se nos pequenos pormenores quando num micro segundo paramos para pensar quem dera que pudesse partilhar o aroma, as cores vibrantes, o caminho, a viagem .... e fica connosco o sentimento  perde-se no horizonte. Happiness is only real when shared! Nunca o senti tanto porque houve momentos em que precisava de estar só e sentir-me bem sozinha e houve momentos em que de facto partilhei a alegria de estar efectivamente a viver sem preocupações, sem pensar, sem receios do que virá. Preciso de viajar mais. Encontrar-me mais. Encontrar pessoas que me arranquem o sorriso simples. O mais sincero dos sorrisos. 

E este lugar faz isso comigo. Arranca-me o sorriso, faz-me parar no tempo e ficar ali a imaginar como seria mágico ficar ali sentada nas escadas do lago, a admirar a beleza à espera de que algo mágico aconteça como o arco-íris.


sábado, abril 02, 2011

Never understood

 
"Until this moment I never understood how hard it was to lose something you never had."


Clouds





I've looked at love from both sides now,
From give and take, and still somehow
It's love's illusions i recall.
I really don't know love at all.

quinta-feira, março 31, 2011

Flower or Gardeneer?

“Cada pessoa, em sua existência, pode ter duas atitudes: construir ou plantar.
Os construtores podem demorar anos em suas tarefas, mas um dia terminam aquilo que estavam fazendo.
Então param, e ficam limitados por suas próprias paredes. A vida perde sentido quando a construção acaba. Os que plantam sofrem com as tempestades, as estações e raramente descansam.
Mas, ao contrário de um edifício, o jardim jamais para de crescer. E, ao mesmo tempo em que exige a atenção do jardineiro, também permite que, para ele, a vida seja uma grande aventura”.
Paulo Coelho

Ao ver uma série esta questão ficou-me na cabeça. Segundo a abordagem feita nas relações existe o jardineiro e a flor. Cada um assume o seu papel. Apercebi-me que ao longo destes anos nunca me senti a flor, fui sempre o jardineiro. Não deixo de pensar que o saudável será existir uma troca de papéis ambos assumirem o papel de jardineiro e de flor  alternadamente consoante os momentos que nos ocorrem na vida, parece óbvio demais e no entanto muito difícil de colocar em prática. Os psicólogos dizem que buscamos o mesmo perfil de pessoas, buscamos sempre o mesmo esquema psicológico. Quero ao meu lado um jardineiro mas será que existe um para mim?





Hardest Of Hearts


There is love in your body but you can't hold it in
It pours from your eyes and spills from your skin

Tenderest touch leaves the darkest of marks

And the kindest of kisses break the hardest of hearts


The hardest of hearts

The hardest of hearts

The hardest of hearts


There is love in your body but you can't get it out

It gets stuck in your head, won't come out of your mouth

Sticks to your tongue and shows on your face

That the sweetest of words have the bitterest taste


Darling heart, I loved you from the start

But you'll never know what a fool I've been

Darling heart, I loved you from the start

But that's no excuse for the state I'm in


The hardest of hearts

The hardest of hearts

The hardest of hearts


There is love in our bodies and it holds us together

But pulls us apart when we're holding each other

We all want something to hold in the night

We don't care if it hurts or we're holding too tight


There is love in your body but you can't get it out

It gets stuck in your head, won't come out of your mouth

Sticks to your tongue and it shows on your face

That the sweetest of words have the bitterest taste


Darling heart, I loved you from the start

But you'll never know what a fool I've been

Darling heart, I loved you from the start

But that's no excuse for the state I'm in


The hardest of hearts

The hardest of hearts

The hardest of hearts


My heart swells like a water at work (?)

Can't stop myself before it's too late

Hold on to your heart

'Cause I'm coming to take it

Hold on to your heart

'Cause I'm coming to break it


Hold on hold on hold on hold on hold on

Hold on hold on hold on hold on hold on

The hardest of hearts (hold on, hold on)

The hardest of hearts (hold on, hold on)

The hardest of hearts (hold on)
  

So hard!




Lutar contra algo que já não controlamos parece missão impossível. Quando já desejamos nem sequer sentir o que quer que seja, quando nos privamos da partilha que tanto nos faz falta e achamos ser acima de tudo saudável. Inspiro ansiedade, expiro preocupação. Utilizo os meios ao meu dispor para ocupar a cabeça e o corpo. Transpiro ideias e emoções que parecem não ter fim. Mas o batimento cardíaco alterna ora num estado de pura contenção ora num estado desgovernado que me deixa incontornavelmente descontrolada. Ok eu não desisto de me entender, de compreender tudo e todos. Preciso de entender para poder aceitar. Não é negação, não é raiva, é compreensão pura e dura. Aquela que nos obriga a alcançar as verdades, a batermos de frente contra elas, a chorar, a gritar, a desesperar, a expelir cá para fora tudo o que ficou e fica por dizer nos dias que o vento leva e não voltam mais. E depois espero, desejo, necessito de uma paz interior profunda mas como se diferencia a paz de vazio. O vazio que permanece inegavelmente pois existem demasiadas distâncias a superar. And it's so hard. 

terça-feira, março 29, 2011

How to deal with an emotional tsunami?

Stay tunned! For the next episodes!

domingo, março 27, 2011

YES YOU CAN!


Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos

a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

Fernando Pessoa

Turn over ... Fighting myself

quinta-feira, março 24, 2011

Pedra Escura














"Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
e estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura."

Palavras Interditas, Eugénio de Andrade

Nevermind



Nevermind, I'll find someone like you.
I wish nothing but the best for you too.
Don't forget me, I beg, I'll remember you said:
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead".

Nothing compares, no worries or cares.
Regret's and mistakes they're memories made.
Who would have known how bittersweet this would taste?

quarta-feira, março 23, 2011

sábado, março 19, 2011

Tomorrow will be better than today...?

Não consigo olhar para dentro de mim. Não consigo ter forças para fazer algo por mim. Magico planos para ser uma pessoa melhor. Digo-me a mim mesma a partir de amanhã é que é. E no dia olho para mim e não tenho forças. Sinto um desânimo profundo, uma falta de garra avassaladora. Não sou assim, não era assim... Eu era uma pessoa bastante social, divertida, alegre, dinâmica, apaixonada, feliz com as pequenas coisas da vida. Sou nos dias que correm uma pessoa angustiada, ansiosa demais com o futuro próximo que se avizinha. É uma sensação tremenda de impotência, de falta de conforto, de falta de muita coisa essencial. Existem factores que são fundamentais para que exista o mínimo de objectivos, que nos mobilizam no dia-a-dia e fazem mudar e crescer constantemente. Desejo profundamente e faço diariamente os possíveis para que algures no tempo surja uma nova oportunidade de me sentir activa e sobretudo viva.

segunda-feira, março 14, 2011

Out of control


Não consigo controlar o que sinto, não consigo não sentir todas as angústias que fui acumulando a tentar entender-te para depois te perder. Não consigo perdoar-te a dor de não ter entendido como se resiste.  Não consigo entender esta eterna ressaca de não te ter por perto. Este vaivém de emoções dá cabo de mim. Fugimos tantas vezes e tantas vezes precisamos de voltar ali onde simplesmente não nos criticávamos, onde éramos felizes sem sequer o saber. Sem lhe dar o devido valor, a importância que tinha. Extravasávamos as frustrações, os pensamentos negativos em busca de algo positivo e inexplicavelmente bom. A pura e dura adrenalina que o desejo cria aquela intensidade que nos possui desesperadamente, pela qual pedimos mais, mais e que não acabe. Para um instante micro-segundo mágico de alívio e tremendo bem-estar que dura menos do que devia. Pura magia em que finalmente acreditamos no poder que nos incendeia, tem a força suficiente para nos fazer ir mais longe e nos dar forças para recomeçar vezes sem conta. É uma busca que não pára, que nos incendeia. E não deixa de ser estranho porque no mais profundo do nosso ser, o que aspiramos é que o vazio se transforme e sobretudo se transfigure em paz. É assim que ando nos dias que correm numa luta incessante entre a vontade imensa de me perder e ao mesmo tempo de me controlar e encontrar a paz. Será que a paz estará em perder o controlo?

Se... porquê?

"Se me é negado o amor, porque, então, amanhece;
por que sussurra o vento do sul entre as folhas recém nascidas?
Se me é negado o amor, porque, então,
A noite entristece com nostálgico silêncio as estrelas?
E porque este desatinado coração continua,
Esperançado e louco, olhando o mar infinito?"

Rabindranath Tagore

sexta-feira, março 11, 2011

Tudo



"Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar."


quinta-feira, março 03, 2011

I feel piano... piano


Hoje não sou eu. É a nuvem nocturna que me envolve e me deixa sem forças, que me faz pensar que não existe um sentido, que a vida não é justa. Preciso de inspiração mas o piano dentro de mim toca melodias tristes e cansadas do tempo. Os sons mais agudos sinto-os todos cá dentro. O deslizar do piano dói e interiorizo o sofrimento atroz que a solidão provoca.
Não basta sonhar e acreditar é preciso lutar muito e não desistir. Hoje se pudesse desaparecia uma semana, um mês para um lugar estranho e longínquo onde tivesse apenas comida, aquecimento e pudesse descobrir-me de novo. Iniciar uma procura interior que me fizesse acreditar que tudo útil e até o inútil não se tenham convertido no fútil que esvoaça e desaparece sem sentido. Quero ser a pessoa activa que sempre fui, cheia de força, vontade de viver e que acredita que tudo pode mudar num instante mágico. Preciso de mudanças urgentes, projectos, vida. Não peço amor, nem amizade são daqueles preciosismos que não se pedem ou existem ou não existem. Peço vida na esperança de que o feitiço não se vire contra o feiticeiro como da última vez. Ou talvez seja melhor dizer das últimas vezes, dou tudo, a duzentos por cento e no fim ficam apenas as memórias. Boas e más e eu novamente...



quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Alligator

 
It's a fear and it is near. the shape becomes ever clear.
It bares teeth, extra sharp, that'll cut you in the heart.
It attacks really quick, try and fight it with a stick.
it's no use, give it up, this is life and this is love.
You are my alligator
...Alligator... Alligator...Alligator

Trust

 
"How do you trust your feelings when they can just disappear like that?"
Blue Valentine, 2010
 
Ok. Think and then anwer me! Cause I dont understand.  
 
Love, S.

Heart Beat




You and Me
Nobody baby but you and me,
You and Me
Nobody baby but you and me

If the stars don't shine if the moon wont rise,
If I've ever seen a city summon again.
You wont hear me cry, this I testify.
Please believe me boy you know I wont lie.
As long as there is...

You and Me
No body baby but you and me,
You and Me
Nobody baby but you and me

If you love a soul more then fame and gold.
And that soul feels the same about you.
Its a natural fact, there is not turning back.
And here is some advise to you....
You got to say is...

You and me
No body baby but you and me,
You and Me
No body baby but you and me

Sweet love is real, you don't have to show it.
Breathing is true, to everyone who knows cause there be no one but,

You and Me
Nobody baby but you and me
You and Me
Nobody baby but you and me

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Love and Other Drugs,

 
"Sometimes the things you want the most don't happen and what you least expect happens. I don't know - you meet thousands of people and none of them really touch you. And then you meet that one person and your life is changed." Love and Other Drugs, 2010
That one person? Life changed? 
Pûs-me a pensar nestas questões. Sempre acreditei no famoso chavão de que temos que conhecer muitas pessoas erradas até conhecermos a certa. Cada vez mais vemos divórcios a acontecer. É normal errarmos, mas saber identificar isso e seguir em frente à procura é uma batalha que nem todos terão coragem para vencer. Mas a questão principal como se encontra that one person? Como sabemos? Como a conquistamos? Qual a probabilidade de errarmos? Existe that one person for that moment? 

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Intenso

Uma vez que fosse gostava de sentir intensidade em vez de insensibilidade. A iniciativa de nos revelarmos uma última vez que seja, a alguém que um dia existiu nas nossas vidas não é tão descabida. Assemelha-se ao final dos filmes com  história, principio, meio e fim que emocionam pela veracidade dos momentos partilhados mas sobretudo pelo sentimento de sinceridade pura e dura que tanto nos enche o coração para dizer: não eu ponho a mão no fogo por ele. Podem não haver finais felizes mas existem pessoas fenomenais e momentos inesquecíveis.
A verdade dos momentos e a sinceridade são as maiores provas de amor para com outra pessoa. Volto à questão de sempre, a transparência será preferível correndo o risco de estarmos sempre desprevenidos e a olho nu, uma vez que usamos como lema a transparência... ficam as reticências. As pessoas mudam, tomam decisões e tomam atitudes que nem sempre compreendemos mas ficamos sempre à espera de compreender. E, inevitavelmente, olhamos para trás, já inconscientemente a tentar ver se houve alguma pista que nos falhou ou algum sentimento que nos toldou a visão... 
Esperamos que as pessoas que amamos ou amámos sejam para sempre a pessoa maravilhosa por quem nos apaixonamos? Ou, por outro lado precisamos de as odiar para seguir em frente? Ou, nunca chegamos a perceber?



terça-feira, fevereiro 15, 2011

The secret language




Hoje pus-me a pensar será que a tal linguagem entre duas pessoas desaparece, depois de uma relação? Ou será que as duas pessoas irão para sempre saber o que a outra está a sentir, apenas através de um olhar, um gesto, uma expressão. Será que a intimidade de outrora, se desfaz com a distância. Inquieta-me esta dúvida. Sei que as pessoas mudam, deixam de ser aquela que conhecemos na intimidade para ser outra com novas experiências desta vez não partilhadas. Crescemos com as pessoas, aprendemos e continuamos em frente? 

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Soundtrack to the End....




...Communist Daughter

sábado, fevereiro 12, 2011

Febre de sentir



"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações."

Fernando Pessoa, Livro do Dessassossego, p.48

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

# Day 1

"Operation Self-Esteem--Day Fucking One."

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Emoções



"Não é natural que a vida me traga outro encontro com as emoções naturais. Quase desejo que apareça para ver como sinto dessa segunda vez, depois de ter atravessado toda uma extensa análise da primeira experiência. É possível que sinta menos; é também possível que sinta mais. Se o Destino o der, que o dê. Sobre as emoções tenho curiosidade. Sobre os factos quaisquer que venham a ser, não tenho curiosidade alguma."

Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

KEEP LIFTIN ME HIGHER AND HIGHER



Preciso de reformular os meus caminhos. Procurar o que sempre quis, ler todos os livros que deixei para trás. Recuperar a vida aos poucos, ver todos os filmes, todas as séries que deixei de ver. De contemplar as imagens, as músicas. De ouvir quantas vezes quiser em repeat, sem ter de pensar em dormir e no dia seguinte, nas responsabilidades. E ao mesmo tempo quero dormir, acordar sem correrias, sem ter que pensar no que vou vestir, no que vou comer. Quero cercar-me do que enriquece os nossos dias e afundar-me no azul. Revestir-me de azul, puro e desprovido de sentimentos do passado, de medos e arriscar ser simplesmente. Sem stress, sem rotina aparente, sem pressões e até mesmo sem algumas emoções. 
Quero voltar a sorrir, a acreditar que existes algures, que me esperas e que não serás uma desilusão. E que ainda és melhor do que sonhei! Preciso ainda de ter um sorriso  nos lábios quando penso em ti ;).

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Eros & Psique

This is it ... can't wait!


Aqui vou eu de novo para o mundo! Para uma nova etapa. Uma mudança, assustadora ou não.Toda gente me pergunta se estou triste, como vai ser..... e por uma semana, um mês que seja, simplesmente não quero saber. Quero apenas ir, viver, sorrir e estar com os que me são queridos. Abastecer, abastecer, preciso tanto de vocês minhas âncoras sólidas. Hibernar. Enrolar-me numa manta e não ter responsabilidades. Dormir sem hora de acordar. Esquecer, o que há para esquecer. Arrumar as ideias e a casa. E preparar a nova viagem.
Sei que vou sentir aquele vazio, aquele arrepio gélido da incerteza que causa não saber o que aí vem. Sinceramente já não aguentava mais. Férias, Hibernação, aqui me apresento fiel, sincera, cansada e esgotada como nunca.  Não eram estes os planos que tinha quando chegasse aos 28 anos. Sou o que neste momento a vida me deixou ser. Nem mais, nem menos. Os dias e as horas que passaram, deixaram marcas.Sinto-me uma pessoa incompleta a vários níveis. Sonho com o dia em que poderei novamente amar profundamente, sem artifícios. Sonho com o dia em que poderei encontrar um amor maior como diz a música de referência (Amor maior - Jota Quest). E, no entanto, por vezes quase que se entranha a sensação de que esse dia não virá. Jamais poderei traduzir por palavras a solidão que se entranhou nas profundezas indeléveis. As memórias pregam-nos partidas, e o presente aviva-nos a memória sem tréguas. Here goes nothing!


terça-feira, janeiro 25, 2011

Excruciating feeling


Tenho em mim uma sensação viva e estridente de saber e sentir o que quero e de não o alcançar e vislumbrar em lado nenhum. Fuck!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Dispersão

"Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
 
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...
 
Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem." 

 Mário Sá Carneiro

terça-feira, dezembro 21, 2010

domingo, dezembro 12, 2010

Ampulheta

Hoje, ou melhor, ontem, que já é tarde, comprei uma ampulheta! E pronto, era só isso! Às vezes existem coisas que sempre quisemos ter, sem motivo ou razão aparente. E, apesar de ,não ter utilidade aparente... faz-me sorrir. Estou sempre a virar o jogo, e assim, o tempo não foge. Ok, vou dormir! A sorrir e a ouvir Sara Tavares, Ponto de Luz: 

Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixa-me ser só seu
No teu colo eu me entrego,
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só seu
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz que me conduz
Aceso na alma
Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol raia
Eternamente quente
Liberta-me a mente
Liberta-me a mente
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma

sexta-feira, dezembro 03, 2010

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Arrepio gélido

Sinto-me a esvaziar o coração, a esgotar-se qualquer réstia de sentimento puro. Quero sentir raiva por te ter deixado afectar-me assim e nem esse sentimento me arrancas. Nunca soubeste verdadeiramente que podias ter, o melhor de mim. Uma amizade pura e envolta de ternura . Mas não afastas-me, afastas-te, afastas o que fica de mais puro e comprovas a teoria de que a amizade é mesmo só daqueles que a sabem verdadeiramente preservar e sentir. Existem pessoas que não estão aqui todos os dias, e que estão cá dentro, sei que se gritar no instante seguinte as tenho aqui e dói-me que não sejas uma dessas pessoas. Gela-me o coração, é quase que inacreditável. A determinação às vezes é mal interpretada, a vontade de demonstrar que estamos lá pode ser entendida como negativa, ou imposição. Mas não te convenças disso! Não te enganes mais do que me enganas a mim. Não tolero rótulos para a pureza dos meus sentimentos.

domingo, novembro 21, 2010

Sussuro...

Abraça-me, não me deixes em silêncio. Acorda-me desta dormência que a dúvida causa. Diz-me que é mentira, ou verdade, o que os meus olhos querem ver e o que o meu coração sente. Dá-me motivos palpáveis para acreditar. Embala-me em sons que só tu sabes que são nossos. Dá-me luz, vida ou então, não me dês nada para depois me voltares a tirar o sorriso do rosto. Desperta-me com o teu beijo doce, com a sensibilidade tão singular que só tu me transmites. Arrebata-me a alma, faz-me vibrar. Incendeia a minha vida aqui e agora. Emite sinais de luz, de espontaneidade, de vida.
Ou então, deixa-me de vez, deixa-me sem te respirar tão perto, sem ouvir os teus sussurros, sem sentir a tua liberdade nos meus poros, sem  conseguir cheirar o aroma fresco e jovial que emanas. Faz desvanecer a admiração, a ternura e o sorriso feliz que mora cá dentro. Diz-me baixinho!

quarta-feira, novembro 17, 2010

Longe do mundo



Em modo teardrop!

domingo, novembro 14, 2010

Vida!

Tenho medo. Tenho mesmo receio de estar a desaparecer. Ok, não é de estar a desaparecer, é de estar num estado de pouco equilíbrio em que o trabalho pesa mais que tudo e me absorve. Estou a viver outras vidas que não a minha, e ao mesmo tempo a viver a minha como se tivesse um colete de forças. Choro, vivo, lamento e sofro com eles. E dói, dói demais saber certas coisas. A vida ensina-me muita coisa e cada vez mais. Mas vida, às vezes não sei ler as lições como devia. Não sei deitar a cabeça na travesseira para dormir e esquecer. Vivo tudo demais, com profundidade, com sentimento desmedido. Vida, estás aí? Não me deixes cair mais, não me deixes desaparecer. Lembra-me todos os dias que as épocas de sacrifício valerão a pena, sim? Lembra-me, que existe afecto, tacto, visão, olfacto, sensibilidade e vida para além da minha. Adrenalina e amor. Não me deixes esquecer.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Lentes adequadas?



Sussurro para mim mesma que não é verdade. Que os meus olhos querem ver e ouvir aquilo que eu mais desejo que aconteça. Às vezes desejamos tanto que aconteça aquilo com que sempre sonhamos nas profundezas do nosso ser. Mas chegamos a um ponto em que nos colocamos em dúvida. Estarei a ver a realidade que quero ver com as lentes adequadas? Quero ver com nitidez sentir com nitidez, viver com a pureza das emoções ser livre sem ser verdadeiramente livre. Quero voar com asas na direcção partilhada, quero ver aqueles filmes e aquelas séries, quero sentir e ter a certeza que é verdade.

domingo, novembro 07, 2010

Void

Hoje acordei com a estranha sensação de vazio. Com a sensação de que aprendi tanto com a vida, de que aprendo todos os dias com a vida dos outros que me passa pelas mãos. E a cada dia que passa sei, que muita coisa tem que mudar, muita coisa tem que acontecer. Sei que está nas minhas mãos o poder de iniciativa. Vejo pessoas com uma sensibilidade que me arrebata, quero tê-las por perto mas não saio da minha concha. Porquê? Por respeito a outras pessoas, por regras que imponho a mim mesma, por receio de ser mal entendida e parecer ridícula. Estou cansada de ter tantos princípios, de assumir demasiado as responsabilidades e não conseguir olhar para o meu umbigo mais vezes. Cansada de não exigir o que de facto mereço do mundo e das pessoas. Cansada do silêncio, cansada da não vida, cansada de não estares aqui para me abraçar.

sábado, novembro 06, 2010

terça-feira, novembro 02, 2010

Beaucoup...

Penso e repenso. Acordo e olho para o lado. Saudades de acordar e poder fazer diabruras a dois. Sei que estás aí longe, em silêncio. Acima de tudo sei que existes e o quanto desejo a cada dia que passa que estivesses aqui. Sim, eu sei beaucoup de romântico! Just in case!

Stress



Stress muito stress, tem sido a palavra de ordem nos dias que correm e será até meados deste mês de Novembro. De qualquer forma um obrigadinho especial a quem permitiu que um peso enorme saísse das minhas costas, ao dizer que até ao final do ano estou a modos que empregada. Agora o que eu gostava de saber era se terceiros me induziram mais trabalho do que necessário de propósito, com essa grande desculpa. Mas lindo, lindo foi ver as caras dessas mesmas pessoas desmascaradas numa reunião geral. Em todo lado existem pessoas ambiciosas, com vontade de vencer. E isso é mesmo legitimo, agora passar por cima dos outros só porque sim ou tratar as pessoas de modo diferente alto lá! Bullying no trabalho? Isso é que era bom!
Deixa-me feliz poder contribuir para que pessoas com histórias de vida complexas e muito duras possam ter novas oportunidades na vida, e que eu apesar de todos os obstáculos e aprendizagens que exigi contribui para isso. Mais 2 mesinhos de hard work, mesmo a doer e vai saber bem ao fim ver as pessoas realizadas e sentir o peso da responsabilidade a esvoaçar... para longeeee. Prometo a mim mesma que 2011 será ano de uma viagem de comemoração. Aceitam-se sugestões e companhia da boa. Já estou a sonhar...

quinta-feira, outubro 28, 2010

What

"And I want to be held down. I don't know what to do with the horrifying freedom that can destroy me."


Clarice Lispector

Who's?

terça-feira, outubro 19, 2010

Emoção

É com imensa emoção que fico quando a vida me presenteia e permite a partilha de finais felizes de pessoas que tanto são importantes para nós. Existem conversas no tempo e no espaço, vivências que para sempre ficarão gravadas nas nossas memórias e nas ruas de Coimbra.
Saber e sentir que existem valores, sentimentos, emoções, a partilha desses momentos e que se concretizam é o maior dos privilégios. Assistir aos momentos felizes, à caminhada, a uma luta e saber que valeu a pena. Não existem palavras para descrever apenas um sentimento genuíno de pura felicidade. Um momento de lágrima ao canto do olho. A felicidade conquista-se é bem verdade. E para aqueles que a conquistaram, que tenham a boa sorte de a saber preservar e manter. Façam o favor de ser muito felizes!

sexta-feira, outubro 15, 2010

Inspiração

Sinto uma tremenda responsabilidade e respeito pelas pessoas adultas que acompanho na minha profissão. Hoje num momento de recta final, emocionei-me pela inspiração que me deram, pelo alento e esperança. Leio todos dias histórias de vida, com cada lição e penso muito nas pessoas. E como lutam para chegar onde chegaram e como continuam a lutar. Dos temas mais focados hoje foi a aposta na formação na progressão da escolaridade e na aposta da formação contínua. 
Hoje senti uma compulsão e uma vontade tremenda de deixar tudo aqui e agora e ir fazer mais formação. Penso muito nisso, com os meus botões é me intrínseco causa-me estranheza sentir-me parada. Quero evoluir,crescer, aprender. Especializar-me em vertentes do foro social e da psicologia quem sabe. Preciso de encontrar novo rumo não tarda. Ando a espreitar o exterior.  Preciso de vida, novos horizontes, quem sabe uma viagem por uns meses e uma formação. O útil e o agradável.  Também já pensei em ir uns meses fazer voluntariado para fora, sentir-me verdadeiramente útil, fazer a diferença. Ou talvez comece só por fazer voluntariado cá, algures num sitio que me motive. Ando à procura... Quero muito maiiiiiiiiiiiiis!

quarta-feira, outubro 13, 2010

Far inside


I resigned
From myself
Took a break
As someone else

It's like i've come undone
And i've only just become
Inflatable for you

(...)

I don't mind
Most of the time
But you push me so
Far inside 


Bush, Inflatable


segunda-feira, outubro 11, 2010

True Story


Este fim de semana aconteceu-me algo de muito inesperado que me deixou a pensar e muito. Estava sentada à espera, perdida nos meus pensamentos quando senti alguém a cruzar um olhar com o meu. A pessoa dirigiu-se a mim, atendeu-me com uma gentileza inexplicável, massajou-me a cabeça de forma não usual e delicada. Conversou comigo e o tema acabou por ser a qualidade de vida, não falei muito. Ando sempre muito distraída e absorta num mundo paralelo, muitas vezes falam para mim e não estou lá e nem ouço, como se desligasse o botão espontâneamente. Facto que me leva a ser constantemente criticada pelos meus familiares e que já me causa muito mau estar. Mas voltando ao assunto anterior falámos e senti uma empatia enorme da parte da senhora. Disse-me simplesmente que estarmos vivos era a maior bênção que existe e que o devíamos agradecer todos os dias. Pode parecer demasiado banal ou simples o que ela disse mas o contexto foi tão idiossincrático que me deixou paralisada. Ainda estive para continuar a conversa e dizer que de facto quando a saúde afecta as pessoas que nos são mais próximas e queridas, e quando põe em causa o bem estar básico das pessoas de facto, é uma bênção estar bem, de boa saúde e vivos. Mas a conversa não ficou por aqui, ela disse-me ainda que estarmos bem connosco mesmos é a maior das riquezas, a confiança faz-nos sentir pessoas com auto estima elevada. E agora pensando bem estava na cabeleireira. Mas estas palavras sábias perfuram-me e ficaram a ecoar. Como se tivesse contactado com um monge sábio e ele me estivesse a transmitir o maior dos seus segredos e sabedoria. Contei hoje é minha irmã e ela disse tu realmente pensas em cada coisa, és uma tolinha. Talvez... Para a próxima já não conto nada. Serei eu assim uma pessoa que vê o que não existe? Sente e interpreta diferente? E será que o facto de ser assim me afasta da vida?


Momentos delicodoces...

Ouvi no outro dia alguém dizer que sabemos que estamos apaixonados quando essa pessoa entra no messenger e nos nossos rostos sentimos aquele sorriso fácil e sincero, e a voz baixinho cá dentro a dizer: estás aí! Quando o coração palpita, o nervosismo cresce, a ansiedade aumenta. Perdeu-se o romantismo dos gestos antigos, a tentativa de demonstrar o que se sente através de flores ou outras surpresas mais românticas e apaixonadas. Ganhou-se a proximidade a tempo inteiro mesmo que virtual. Mas quando o sorriso nasce de forma espontânea dentro de nós desta forma sempre, quando já não é a paixão que fala é a ternura de tropeçar em alguém que nos é querido. Confesso que sinto saudades do get physical, de roubar um abraço sentido, de roubar um sorriso com um gesto ou carinho. Será que as pessoas se tornam mais frias e conseguem viver sem estas representações palpáveis e tão saudáveis, ou será uma necessidade dos tempos mais modernos e as pessoas deixam de se manifestar pessoalmente não só por motivos de distância (física e emocional)? Fiquei lá atrás no espaço intemporal e imaterial em que o sorriso espontâneo não se esgota, não posso pensar na frieza dos afectos, não posso pensar que continuo apaixonada pelas pessoas, sei que vejo uma luz e quero olhar para a luz, a verdadeira essência dos momentos delicodoces e ficar dentro deles como que numa bola de sabão que não vai rebentar. Isso não, ninguém  me pode tirar. E se as pessoas são ou deixam de ser espontâneas e sinceras, não faz mal. Todos temos aqueles pensamentos mais íntimos que simplesmente não vamos partilhar... mas sei, sinto cá dentro que os trago comigo. E as vezes estes pensamentos saltam de trampolim em trampolim ou não fosse a vida complexa e precisar de ser agitada de vez em quando. Está quase, vem aí em breve nova fase de mudanças.... aqui vou eu outra vez. E como queria que fosse finalmente a mudança que tanto preciso. Subir para aquele patamar a alguns níveis. Chamemos-lhe o patamar da estabilidade. Mas pensando bem será que existe tal coisa??


domingo, outubro 03, 2010

Against erasing....

Quando chegamos a uma altura na vida em que temos que deixar de ouvir determinadas músicas porque vão para além do que podemos aguentar, sabemos que muita coisa tem que mudar. Não consigo ouvir aquela música. A sua beleza transformou-se na lágrima que irei segurar quando a ouvir. Mas sabemos sobretudo que existem sentimentos que simplesmente não temos o dom de apagar ou evitar. Cada vez mais me apercebo do que as pessoas tentam apagar para conseguirem continuar em frente. No fundo sei que algures no tempo, naquele microsegundo em que deitam a cabeça para dormir, pestanejam porque também se lembram. 

Mas por cada dia que o evitarem cada vez mais e durante menos tempo pensarem é mais fácil, as probabilidades que desapareça aquela memória talvez seja mais fácil. Mas e aqueles que não querem esquecer? Aqueles que fazem por lembrar porque sim, porque a vida não se apaga. Porque a dor existe e temos que avançar através da sua aceitação? Será justo todo o sofrimento? Será justo sentir-se que as pessoas não são as mesmas ou agem como se não fossem aquela que um dia nos abraçou forte e chorou no nosso colo. Será justo que a partilha e a cumplicidade deixe de existir apenas porque sim? Para além das relações amorosas somos pessoas, seres vivos sensíveis, que partilhamos momentos e vidas e que crescemos juntos. Serão as pessoas tão frias, para seguirem em frente como se as pessoas deixassem de existir? Neste mundo das relações todos temos muito a aprender, crescemos, tornamo-nos pessoas melhores, pelo menos alguns de nós tentamos. Saberemos que crescemos e somos pessoas melhores quando já não doer o convívio ou a ausência. Quando guardarmos apenas o que é bom de guardar, quando soubermos juntar os pedacinhos, olhar para trás e dar a mão a quem um dia nos deu o seu mundo e partilhou cada dia de forma única, nem
que fosse por momentos. Ou não, será utopia? Inocência? So hard to find?

terça-feira, setembro 21, 2010

Do Desassossego...




"Tenho ganas de gritar dentro da cabeça. Quero parar, esmagar, partir esse impossível disco gramofónico que soa dentro de mim em casa alheia, torturador intangível. Quero mandar parar a alma, para que ela, como veículo que me ocupassem, siga em diante só e me deixe. Endoideço por ter que ouvir. E por fim sou eu, no meu cérebro odientamente sensível, na minha pele peculiar, nos meus nervos postos à superficie, as teclas tecladas em escalas, ó piano horroroso e pessoal da nossa recordação.
E sempre, sempre, como que numa parte do cérebro que se tornasse independente, soam, soam, soam as escalas lá em baixo, lá em cima...."

Livro do Desassossego, Bernardo Soares

segunda-feira, setembro 13, 2010

Mudanças vs Estabilidade


Estou sempre a pensar em mil e uma coisa ao mesmo tempo. E hoje é este o tema. A procura de casa, a procura de mudança nas nossas vidas nem sempre está associada a uma vontade própria. Às vezes temos que nos sujeitar ao que a vida nos traz, ao que o vento sussurra mesmo que não o queiramos ouvir. Às vezes não tem a ver com com o que desejamos ou queremos, às vezes temos que ser responsáveis e esquecer os sonhos, as vontades, fazer sacrifícios, assumir compromissos. Porque é isso que esperam de nós, porque não podemos recusar certos caminhos que não são os perfeitos mas sabemos que foram difíceis de alcançar apesar de não constituírem a nossa primeira opção. Faltam uns meses para que este meu caminhe acabe. E o perfeito, perfeito sei como se desenha mas é incerto saber se o conseguirei alcançar com tantos cruzamentos e caminhos intermédios, se o conseguirei suportar. Às vezes a vida é isto, não estamos com quem queremos, onde queremos e continuamos estáveis nem que seja economicamente. A felicidade infelizmente não vem primeiro. Vem a razão, o sacrifício. E o coração apertado!

domingo, agosto 22, 2010

Flutuar

Nestes dias estava eu a dar umas inocentes braçadas numa piscina, a experiência de estar a flutuar na água, a olhar para o céu fez-me pensar que aquilo era a minha vida. Estava a olhar para o céu azul, lindo perfeito destes dias de verão e simplesmente não lhe posso tocar. 
Existe algo de perfeito no acto de flutuar pois existe uma tranquilidade, estamos ali imóveis a respirar e relaxados e o céu lá em cima tão perfeito. É assim que me sinto, vejo-te por aí tão espontâneo, tão completo tão feliz e gostaria de estar próxima mas é como o céu está lá lindo mas não lhe consigo tocar.
É a metáfora perfeita para explicar o que sinto neste momento. E o mais provável é nem saberes que existo e ser história na minha cabeça. O preço da iniciativa é este mesmo sermos corajoso o suficiente para no pior dos cenários levarmos com um redondo não! Existe uma frase que li na minha adolescência que não esqueci e por muito desactualizada que esteja, sou da old school em que "o homem paga um preço: a iniciativa, porque a mulher paga o preço mais alto: a entrega." Ok, ok lirismo a mais ... já sei... vou mas é dormir. 

quinta-feira, julho 29, 2010

O som das horas...


As horas passam e eu sinto que os dias se tornaram iguais. Penso sempre muito e demasiado. Olho para as pessoas à minha volta e sinto-as pouco fluidas, pergunto-me se serão felizes? Se fazem o que gostam? Se ao final do dia de trabalho esquecem tudo nos braços daquela  pessoa. Aquela e não outra. E sorrio com este meu pensamento. 
A vida é muito clara quando menos esperas és surpreendido mas se esperas desesperas, já diz o velho ditado. 
Sei que sorrio de menos nos dias que passam, que danço menos, que privo os sentidos e a vida me priva de sensações e emoções que nos elevam a um estado de espírito mais leve ou não. Depende, depende sempre do contexto.
Apetece-me mudar, fazer coisas diferentes, ir por esse mundo fora. Nada a perder. Conto comigo e com os que trago comigo. Entristecem-me as distâncias. Parece que a vida avançou e todos foram ou ficaram longe. Aquecem-me o coração aqueles que do longe fazem perto através das novas tecnologias. Tenho saudades tantas de amar, viver, sonhar e ser quem sempre fui. A vida não se faz só de trabalho, as pressões sociais, a sobrevivência e a autonomia pregam-nos grandes dissabores. Dizem que isto é ser responsável, tornar-se uma pessoa com mais maturidade. Mas eu quero acreditar que um dia a responsabilidade se poderá agregar à felicidade e realização pessoal. 


quinta-feira, julho 15, 2010

Electro[cardio][grama]

Batimento cardíaco acelerado ou não! Bloqueio incompleto do ramo direito! WHAT? Dá para rir ou até mesmo chorar. Na vida as analogias ou metáforas que se podem fazer são inúmeras, que timming. Não sei o que pensar, não sei o que sentir. Sei apenas que não estás comigo.Será também um bloqueio? Terá esta estrada um fim? Por onde andas e quem és tu verdadeiramente?
Existe algo de subtil no silêncio, na espera incessante e no vazio. A prova cabal é a sua existência. E quando sinto que isto não é viver lamento pelos segundos, minutos, horas e dias perdidos. Viver e não sobreviver será um lema arrojado dos corajosos? Assola-me pensar que já não tenho idade para o CARPE DIEM porque existem responsabilidades e quando acordo no dia seguinte viver por viver não basta. Existe algo de maravilhoso e belo quando não se viveu por viver mas se construíram momentos significativos e inesquecíveis de partilha.


sexta-feira, junho 18, 2010

One DAYYYYYYYYY!




Existem dias e dias. E esta semana houve um dia que no espaço e no tempo em que me cruzei com esta música e senti uma profunda necessidade de a partilhar. Pela música, pela mensagem, por todos, por mim e por ti. Dias depois ainda a ouço e não consigo parar de contemplar a sua grandeza. Isto é arte... e eu sinto-me privilegiada de ter tido acesso a algo tão mágico, tão simples e tão bonito. E as minhas palavras são pequenas.... 

REPEAT MODE, DANCING FREEEEEEEEEE! 

terça-feira, junho 15, 2010

A chuva ouviu e calou...



Dos momentos mais espontâneos surgem as maiores incógnitas! E a voz some-se, o arrepio à flor da pele ... sim é real e aconteceu. E desta vez não vou perguntar nem tu vais responder ou evitar. Existem momentos em que as palavras não conseguem ganhar força. Em que a lágrima é maior, mais sublime! Saudade, saudade é pouco! Dói! Sinto-te aqui como se nunca tivesses partido, tantas e tantas dolorosas vezes. A história fica para contar. Entorpecem-se emoções, pára-se no tempo por minutos. Respira-se fundo e recomeça-se... E é inevitável não olhar para trás. Foi tão intenso, tão doce, tão nosso.

quarta-feira, junho 09, 2010

Fases ....

Cheguei a uma altura em que simplesmente deixo correr a ver onde a vida me leva. Existem objectivos e lutas diárias. A minha vida nos últimos anos caracteriza-me pelo oito e pelo oitenta ou tudo ou nada. Fases antagónicas e difíceis. Muita instabilidade, muitas lágrimas, muito suor. O tempo passa a voar estou no oitenta e num abrir e fechar de olhos voltará o oito. Os amigos que estão longe e apesar de tudo compreendem e fazem do longe perto. Adoro-vos do fundo do coração, obrigada por me fazerem acreditar que a amizade existe mesmo apesar da distância. Obrigada pela partilha de um simples sorriso, uma mensagem, uma imagem, uma música. Pedacinhos que guardo valiosos. Vejo vidas no dia-a-dia tão sofridas que me sinto pequena e feliz por ser quem sou e ter a família que tenho apesar de todos os desejos e aspirações. Todos os dias penso em ti e porque demoras a abraçar-me. Porque não és de sorriso fácil e meigo. Gosto de ti, tanto. E não gosto de ti porque não lutas, escondes-te na sombra envolto nos segredos que guardas de ti e de todos. Chega a ser fascinante ver-te, sentir-te também a lutar todos os dias em silêncio. Respeito muito a tua própria luta. A temperatura diminuiu e agrada-me, já não sou a mesma não suporto tanto o calor. Sabe-me bem o vento fresco na face, o friozinho dos dias cheios de trabalhos e vazios de ti. Já está a findar a minha capacidade de manter os olhos abertos coisas da vida. Existe algo de mais maravilhoso que adormecer com o cansaço de um belo dia de trabalho? Existe mas não vamos falar disso! Boa noite!