terça-feira, julho 19, 2011

Era uma noite como tantas outras....


Ele falava sem parar contava as suas histórias e peripécias. Ela ouvia-o e ouvia tantas outras coisas que os seus pensamentos não continham. Alguns segundos ou até mesmo minutos, os seus pensamentos vagueavam e já não estava ali, apenas o fitava com olhar atento para não o decepcionar tal era o entusiasmo com que contava aquelas histórias. Ela estava num estado de dormência abstracta, a despedir-se ... de sentimentos passados, a tentar perceber o que seria ou não fiel aos seus princípios. O que se estaria ali a passar... como é que do fundo do poço, se encontrava num novo capítulo da sua vida. A sensação era a de ter estado ausente de uma parte da sua própria vida recente... uma amnésia momentânea... quem lhe explicaria como tudo tinha mudado num abrir e fechar de olhos. Relembrou ao ouvir um psicólogo na tv dizer que depois de um grande sofrimento, depois de bater fundo no poço as pessoas sentem necessidade de agir, de se ajudarem.... Parecia haver uma explicação... ela precisava, precisa de entender... que não traiu os seus sentimentos, apenas olhou em direcções diferentes... e caminhou até que chegou... a uma estrada e encontrou alguém também a percorrer o caminho. E se não foi mágico este encontro, foi verdadeiramente abençoado, tão divino que ainda ambos o olham como uma conquista tão doce... que não se esgota... este sentimento.
Deram um passeio em torno do estádio, olhavam-se e conheciam-se sob as estrelas. Era simples e perfeito. Sem grandes planos... Enfim sentaram-se num banco daqueles espalhados, a noite começou a arrefecer. As árvores testemunhas daquelas conversas, daqueles olhares tímidos e sinceros, daquelas gargalhadas... Ela gelava não fosse o frio... estaria ali horas a fio... encostou-se a ele, ele abraçou-a tão naturalmente que parecia que ela já fazia parte dele. Continuaram a conversar abraçados, um carinho aqui, outro ali tudo muito sentido e devagar. Os sentidos todos em alerta... e uma paz tremenda a invadia... não conhecia este sentimento que a confundia... onde estavam todas as indecisões ... todas as perguntas... não existiam esfumaram-se para dar lugar às certezas. Ele roçou-lhe a cara no rosto num gesto doce e carinhoso... ela sem saber como beijou-o de leve, mal sentiu os seus lábios... e de repente a timidez veio ao de cima, refugiou o rosto no peito dele, ali bem aconchegada... ele sempre tão calmo... tão silencioso... abraçou-a. Ela sentiu necessidade de quebrar o silêncio e disse, desculpando-se com ar maroto e envergonhado: apeteceu-me! Ambos riram... Ele, respondeu: e então? que tem? Ela estava completamente surpresa consigo mesma... Mas não era hora de olhar para trás... era tempo de fazer história, de iniciar outro capítulo. Voltaram-se a beijar vezes sem conta, abraçaram-se com intensidade, encontraram-se naquele momento ... 

Breathless






Don't stop me now... cause I'm having such a good time!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, julho 14, 2011

The first step

Era uma noite como qualquer outra... simples, tranquila na tremenda cidade dos estudantes que tantos segredos tem escritos na calçada. Fui com um nervosismo que já desconhecia, que até náuseas me provocou. Lutei comigo mesma, vou, não vou... E não fui... como consigo fechar-me na dúvida, como me seguro face à incerteza. Sou tremendamente complexa e difícil. Pintei-me assim... Precisei de tempo para me resolver. E se não fui na sexta, no sábado a noite convenceu-me de que as expectativas não existiam, logo nada podia correr mal. E fui... de coração nas mãos... arrumei-te ali no canto não permanentemente porque isso seria negar-me, mas porque ainda me desgastas muito, mais do que gostaria e tinha que ir.. já tardava... meses.. quase anos-luz... sim sou um ser que faz do sentir a maior hipérbole que traz nas mãos...
Dei por mim a recordar os tempos de estudantes, as tardes, em que caminhava e me sentava à beira rio para fazer as confidências do dia... ao rio confuso com as águas a correrem ao contrário sempre tão enigmático. A ponte luminosa, musa inspiradora do meu olhar, metáfora da possibilidade de deixar-me ir finalmente. Luz, luzes, cores, vida... 
Debrucei-me a ouvir os sons da noite, coloquei os phones e deixei que a vida me surpreendesse... e ainda assim... nessa noite, nessa madrugada gelada de passeios solitários ... esperei-te horas... e achei que não devia esperar mais e já gelada decidida a partir, olho e lá estavas tu também nervoso. O teu nervosismo consolidou a minha paz... tão tolinhos que somos pensei... tantas expectativas criamos que nos matam a espontaneidade, os momentos simples e bonitos... e se tive friooo foi porque assim o quis... mas o frio dessa noite fez-me voltar nas noites seguintes... nem só de amores à primeira vista reza a história ...!


terça-feira, julho 12, 2011

Babysteps

Primeiro veio a euforia, a adrenalina desmedida..uiiii foi tãoooooooooo bommm. Depois o medo, a insegurança, a sombra do passado... o silêncioooooo, tão esmagador como consegue ser quando o que mais queremos é expressar tudo, deitar tudo cá para fora. A seguir ... aceitação da realidade não esperada mas há muito desejada. Pensa-se demais... olha-se demais para trás... mas o grande desafio da estrada que está para vir é que assusta.... E antes de darmos passos maiores que a perna... revemos a matéria, olhamos para o melhor e o pior que já lá vai. E agora é preciso ganhar coragem e dar o salto, as passadas .... despreender a mágoa, soltar as amarras a uma solidão indesejada mas confortável. É preciso ingressar na floresta mágica, é preciso sensatez mas também loucura, é preciso ir... The time is now!

quarta-feira, julho 06, 2011

Luz


Não sei porque demorou a chegar, sei sim que por mim não vai partir tão cedo. Esta luz que me encontrou ilumina-me de uma forma intensa e dedicada, conhece o meu lado lunar, tem o seu próprio lado lunar. Partilha comigo afectos e a vida. Faz-me ficar eufórica e calma ao mesmo tempo. Enche-me as medidas. Incendeia-me com um abraço, faz-me desejar estar a seu lado sempre... tem a capacidade de me cativar tanto mas tanto. Cuida-me como ninguém. Tudo o resto era não vida. Tudo o que não fosse uma partilha intensa, era não vida. Oh vida, obrigada por mais esta lição. Desta vez fico-te mesmo a dever uma, ou umas centenas.... Ok já fiquei em estado de pura adrenalina, de choque, de medo.... estou na fase da aceitação de que afinal existe esperança, existe alguém assim para mim. Mas não, não é fácil soltar amarras... depois de um luto tão devorador, tão intenso. E até nisso esta luz me ilumina... é tão incandescente, lê-me, surpreende-me, está lá sempre... parece surreal. Estarei a sonhar.... Se sim .... shuuuuu .... quero acordar só daqui a uma década.

quarta-feira, junho 29, 2011

To believe...

Acreditar em alguém, confiar nela, depois de nos partirem o coração vezes sem conta.... torna-nos pessoas de pé atrás e não evitamos pensar que nos podem passar mais uma rasteira. Por isso observo tudo, analiso tudo, stresso um pouco comigo e com o meu frenesim. E, adoro, sentir finalmente as batidas fortes, as veias a dilatarem, aquela agitação, o nervosismo... de repente sou novamente uma adolescente frágil e assustada. A experiência proporciona aquele sorriso ... o abraço acalma ... o olhar tranquiliza. O carinho transcende tudo. A dedicação faz valer a pena tudo. Não sei o que virá ... mas o que quer que seja só pode ser bom... tem que ser bom... tenho que acreditar. Como dirias... já me fazes feliz assim.

P.S. Smile? check! Feeling sexy? Soooo check. Most important, belief, hope? Oh, so check.

domingo, junho 26, 2011

No limite (Part II)

Ok não foi desilusão com a vida. Foi mais desilusão comigo própria a testar os meus limites. Completamente gelada, fria por fora e a arder por dentro. Fiel aos meus princípios. Velho cliché, quem tem princípios tem menos sexo. Apetece-me dar uma gargalhada, rir de mim própria, rir comigo. Sinto-me inebriada pela dança da sedução sem dúvida que é mais fácil quando não nos sentimos envolvidos o suficiente é mais fácil olhar de fora, ver os pontos fracos. Sei o quanto é importante a racionalidade. Sei o quanto é importante aproveitar, flutuar um pouco antes de mergulhar numa aventura que pode agarrar-me de vez a uma nova realidade. Desta vez segurei-me ... só porque sou fiel a mim mesma, ao romance, à magia. 

Stay tuned... next time there will be no next time.

sábado, junho 25, 2011

No limite

Completamente no limite. Confusa. Louca. Doidinha ao ponto de fazer loucuras esta noite. Já sei danos irreparáveis. Aguentar as consequências. E viver, mesmo que para isso não seja viver mas sim sobreviver. Deixar-me ir na corrente. Baixar a fasquia. Mergulhar no abraço do desconhecido e ser egoísta ao ponto de te levar comigo, dentro de mim a arder.... um fogo aceso, um fogo que me incendeia. A decisão está tomada hoje vou ... e depois de tanto tempo ainda tenho a sensação que mereço que me agarres esta noite e não me deixes ir. Como me engano ... tu já me deixaste ir há tanto tempo ... e não me agarraste. Não tiveste a intensidade, a garra, o sentimento, a iniciativa. Como eu queria que uma vez na vida partisses a loiça toda. Mostrasses espontaneidade... sentimento. Não aguento mais a ausência dos afectos. Não suporto a solidão tremenda a que me impus por ter-te cá dentro. Hoje os meus fantasmas vão tomar conta da situação. E, depois amanhã quando acordar serei eu, ainda mais desiludida com a vida. A repetir-te... A sentir na pele o reverso da medalha. Ou talvez não... Here goes nothing ....




quarta-feira, junho 22, 2011

Lembro-me...


...da força, dos momentos, do sorriso desmedido. Lembro-me da pessoa que eu era quando fazias parte da minha vida. E, por instantes quero voltar a ser aquela pessoa radiante. Eu sei nem tudo foi feliz também houveram momentos dolorosos mas se eles existiram tornaram-me mais forte. E, no meio de tantas decisões atabalhoadas... de agora sim, agora não... embebidas pelo desejo ardente de noites mágicas e tardes escaldantes éramos tão felizes. Juntos tínhamos uma energia desmedida... uma energia de que me orgulho, uma energia que trago ainda comigo.

segunda-feira, junho 20, 2011

Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.


Como é que se Esquece Alguém que se Ama? Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'


Vida e Tempo


Acabei de ver o documentário que homenageia Saramago um ano após a sua morte. Ficaram-me as suas palavras: 

" As coisas boas da vida aconteceram-me tarde ."

Numa entrevista que lhe fizeram perguntaram-lhe após receber tantos prémios, e tudo o que alcançou o que desejava. Ele respondeu: "Tempo e Vida  ".

Quero acreditar que as coisas boas me poderão acontecer mais cedo do que mais tarde fazendo a analogia. Mas olho com pesar para estas palavras, e sei o quanto me pesam e, porque as escrevo com este fervor. E sei, sobretudo, que o grito de revolta ecoa sempre dentro de mim.
E ....as palavras repetem-se Vida e Tempo... Vida e Tempo... tantas vezes...............


quarta-feira, junho 15, 2011

Metáforas da Vida

Ok já me consegui levantar do chão. Mas só por uns dias que a senhora vida me obrigou a ser uma adulta responsável e a ir ganhar umas horitas a cinco aerius à hora, para depois andar mais uma semana a deprimir e a questionar as putas das oportunidades que me surgem na vida. São mesmo putas... fodem-me a cabeça até ao tutano.

O melhor do dia foi ver o eclipse e sorrir espontaneamente. Sentir que é possível. O pior foi fazê-lo sozinha. Especialmente, após ser relembrada da  música Ouvi Dizer dos Ornatos que sempre me moeu o tutano desde a adolescência e se entranha aquele ponto de interrogação medonho. Medo, muito medo! Mas pronto pensar na lua abreviou a coisa e deixei as metáforas da vida lá atrás.
Quero preciso, aspiro coisas boas. Luz, raios de luz. Anseio, rezo, quero (muiiiiito). E pronto quando estamos num estado de desespero puro e duro algumas ideias malucas podem surgir. Como por exemplo ir ali dar uma trinca ... algures naquele bife que me acena todos dias. Estou de dieta não posso, não me deixo. Não depois acordo e é uma novela. Pareço um gajo. Ok não vou a lado nenhum. Vou dormir... comigo!

Eu Querooooooooooooo!




Loucas são as noites.... Loucas!

segunda-feira, junho 13, 2011

Sem chão

Estou capaz de ficar inerte o maior tempo possível tal me pesa a tristeza profunda, que me alheia da minha não vida. Frustração, pura e dura. Como diria Moby, why does my heart feel so bad? Why, why, why?
Os seguidores da Anatomia de Grey talvez entendam o sentimento comparado àquele momento em que após a morte do Denny Duquette, a Izzie se deita horas a fio no chão da casa de banho e ninguém a consegue tirar de lá. A propósito eu quero a Izzie de volta. E quem deu autorização para o George morrer? 
Odeio mudanças que não trazem nada de positivo. Demoro este mundo e o outro para as aceitar. 

quarta-feira, junho 08, 2011

Sem mar

"Uma paixão que não se casa com o amor é um barco sem mar. Permanece, para sempre, como uma idealização (e nada mais) e transforma-se num amor-perfeito que, em vez de nos encaminhar para outras paixões, nos persegue por dentro, e destrói (uma a uma) todas as novas relações, sendo esse o seu lado mais contagioso." 
 
Eduardo Sá
 

Out there where dreams come true




Somewhere out there beneath the pale moonlight
Someone's thinking of me and loving me tonight

Somewhere out there someone's saying a prayer
That we'll find one another in that big somewhere out there

And even though I know how very far apart we are
It helps to think we might be wishing on the same bright star

And when the night wind starts to sing a lonesome lullaby
It helps to think we're sleeping underneath the same big sky

Somewhere out there if love can see us through
Then we'll be together somewhere out there
Out where dreams come true

And even though I know how very far apart we are
It helps to think we might be wishing on the same bright star

And when the night wind starts to sing a lonesome lullaby
It helps to think we're sleeping underneath the same big sky

Somewhere out there if love can see us through
Then we'll be together somewhere out there
Out where dreams come true
 
 
 
 
Promise?!
 
 

terça-feira, junho 07, 2011

Porque será que as pessoas investem tão pouco nas outras?

Acabei de ver uma amiga a perguntar porque é que as pessoas investem tão pouco umas nas outras. E sem querer pensei em ti, em mim. Ponho-me a pensar no que nos move enquanto seres humanos que procuram a outra metade. 
Não posso conceber que haja alguém que não procure, apenas alguém que se resignou, ou que se magoou tanto que já não aguenta mais abrir as portas porque o brilho dos seus olhos ficou lá atrás algures com alguém. Não posso acreditar que alguém queira simplesmente uma liberdade que acaba por ser uma prisão repleta de solidão.
Na maior parte das relações cedemos efectivamente quando a persistência nos toca ? Ou não nos toca minimamente, conseguiremos ficar insensíveis às manifestações das pessoas que nos rodeiam. Conseguimos ficar indiferentes a um desconhecido, se sentirmos aquela adrenalina que nos move, as tais borboletas?Ou efectivamente, não vamos sentir nada por essa pessoa, ou não o suficiente como às vezes desejaríamos para sermos um bocadinho assim mais felizes. Fazemos uma viagem, em que conhecemos várias pessoas e aquela poderá simplesmente não ser a única e a última a ver-nos o sorrir? Ou enganamo-nos com esta ideia? Será tão louca e descabida?


sábado, junho 04, 2011

Crying




Falhaste-me. Vezes sem conta. E, ainda assim, é a ti que quero a meu lado para poder fazer o luto. O luto do que vivemos e não iremos viver mais.

"Se a vida é provisória que seja linda e louca a nossa história ".

Trying understand


Aqui estou a tentar perceber mais uma vez, a esmiuçar o máximo que posso. Como será possível que a reacção a um grito de dentro, de puro sofrimento possa existir de forma silenciosa. Num mundo perfeito se tu me dizes que estás a cair, eu posso não chegar a tempo para te aparar a queda mas farei de tudo para te abraçar, o mais que posso, para te ajudar a curar as feridas.
Existe em  mim algo intrínseco na empatia espontânea ao sofrimento. Hoje pessoas próximas selaram a sua vontade de se afastarem definitivamente. E eu chorei, chorei com uma tristeza profunda, por eles, por nós, pela vida que todos podíamos ter tido e não tivemos.
Ontem peguei no carro e fui com a ideia fixa de te suplicar a tua presença, de te sentir, de olhar para ti, com a ideia de poder cair no teu ombro, no teu abraço, conversar e chorar até me sentir aliviada e deixar contigo esta réstia de ti que me devora e consome todos os dias. Não pude, não fui capaz. Além disso, não ia aguentar um não como resposta. Em vez disso meti-me numa sala de cinema, a ver um filme que me fez rir de tão espontâneo, tão verdadeiro, tão intenso. 
Na minha versão do amor, as pessoas que um dia foram próximas nunca mais se afastam verdadeiramente. Por dois simples motivos, o que me levou a apaixonar por ti e tudo o que vivemos. Embora as relações terminem, não resultem, estejamos à procura daquela intensidade e não outra, as pessoas não morrem, ficam ali para sempre. As memórias... a memória de te esquecer aterroriza-me. Esquecer-te seria esquecer-me. E não, não consegues isso. As pessoas lidam das piores formas com as ausências e das melhores também, já vi de tudo. 
Eu sei é difícil, não saber o que fazer, ver o outro sofrer e sentirmo-nos tão impotentes. Será que efectivamente isso será verdade? Os meus amigos tem sempre um colo, uma palavra, uma música, um abraço. Onde estás tu? Insisto, não te vou perder assim. Não é justo perder tudo.

terça-feira, maio 31, 2011

Momento Profundo

Pai: Porque não vais ler lá para fora?
Eu: (Levanto os olhos do livro para ouvir)
Pai: Já viste que não respiras... ar puro? 
Eu: (Esboço um sorriso para disfarçar) e respondo: Tenho a porta aberta! 

Pensamento imediato:

Sim eu sei ... devia sair mais, mas tenho a porta aberta... já é um começo. Posso vislumbrar o que acontece lá fora, sem a probabilidade de algo que venha de fora me magoe e atordoe ainda mais se puser o pé fora da soleira da porta.Ya, ya. Continua assim vais longe.

quinta-feira, maio 26, 2011

Sombras



“Dei-te o meu corpo como quem estende
um mapa antes da viagem […]
Mas, afinal, foste tu que desenhaste mapas
nas minhas mãos – tristes geografias,
labirintos de razões improváveis, tão curtas
linhas que a minha vida não teve tempo
senão para pressentir-se. Por isso guardo
 
dos teus gestos apenas conjecturas, sombras,
muros e regressos – nem sequer feridas
ou ruínas. E, ainda assim, sem eu saber porquê, 
as ondas ameaçam o lago dos meus olhos.” 

O Canto do Vento nos Ciprestes, Maria do Rosário Pedreira


quarta-feira, maio 25, 2011

Would you?


“What if i were smiling and running into your arms? 
Would you see then, what i see now?”

Into the wild, 2007
 

Inspiration

Precisamos todos dias dos nossos amigos por perto, da família, precisamos de tantas coisas que nos fazem sentir bem, seguros, confortáveis. Essas pequenas coisas, pessoas e momentos que fazem a diferença nas nossas vidas. 
Quando no dia-a-dia nos deparamos a sorrir com uma música que ouvimos, com uma frase que nos dá alento, com o sorriso de alguém.. quando algo nos emociona ou toca de alguma forma e nos sentimos inspirados. Falo desse sentimento, é como o humor se houver alguém bem humorado perto de nós, a probabilidade de se criar um clima leve e solto é maior. Para mim ter pessoas inspiradas e sobretudo inspiradoras por perto dá-me alento, faz-me sorrir, aquece-me a alma. As pessoas precisam de saber que fazem a diferença nas nossas vidas, nós precisamos de afirmar e buscar cada vez mais fontes de inspiração ...seja um livro, seja uma música, seja o que for. A postura é buscar, procurar. Mas nem sempre a ponho em prática. A tristeza às vezes cria uma dormência estranha, uma vontade de nos enrolarmos num casulo quentinho e aconchegador e esquecer o resto. Preciso de me lembrar mais vezes das coisas, lugares e pessoas que me inspiram. Preciso de me rodear de energia positiva. Preciso mesmo. 

segunda-feira, maio 23, 2011

Clarividência

Ontem a tensão era imensa... os fins de semana intensificam o sofrimento da ausência, o terror da angústia intensifica. Peguei em 4 livros que estão na secretária faz uns meses e devorei horas a fio. E foi tão bom. Acendi o incenso, inspirei bem fundo e a paz foi-se instalando. O livro foi tão libertador, identifiquei-me muito com o que a autora explicava, precisava que alguém me explicasse algumas coisas e parece que foi como se viessem respostas ao meu encontro. Estava tão mas tão bloqueada, queria escrever, libertar-de tantos e imensos pensamentos e emoções e não conseguia ficava parada, não saia uma palavra. Às vezes a mágoa consegue ascender níveis de intensidade complexos. Pensei tantas e diversas coisas que gostava de as ter memorizado todas. Olhei para mim de dentro, de bem de dentro. E foi tão libertador. Sinto que absorvi demasiadas energias negativas, que as colhi no meu peito enquanto passaste por mim e tu foste vazio de negativismo e energias pesadas e eu fiquei com elas para mim de recordação mesmo que inconscientemente. Essas energias tem-me consumido, tenho-as revivido profundamente. E tem sido um fardo bastante duro de aguentar. Era mais fácil partilhar e fazer com que dispersassem com as nossas energias conjuntas. Fazíamos magia, era tão bom. 
Às vezes não temos noção da intensidade da carga negativa que carregamos e da força que tem para nos bloquear e crescer. Para nos sentirmos bem connosco e com o mundo. 
Carrego comigo a mágoa do abandono, da falta do sentido de pertença, da falta de amizade, da falta de não existires fisicamente para mim num mundo mais saudável. Carrego a mágoa de não partilhares comigo as tuas alegrias, carrego comigo aquela metade oculta, carrego comigo a obscuridade do teu pequeno mundo que te recusas a partilhar. E vem ao de cima aqueles pensamentos obscuros, a tua face sem aquele sorriso que me derrete, o teu corpo tenso desejoso de mimo e afecto, o teu olhar perdido e disperso que não conseguia agarrar horas a fio perdidas nos segundos e horas infindáveis de vazio em que estavas algures e não ali comigo. Foram horas de angústia. É impossível veres alguém sofrer e não dares colo e quereres cuidar até sarar as feridas. Mas e se as feridas ficam comigo? Como me protejo? Estou a descobrir aos poucos sem ti. É incrível o estado a que chego sempre que alguém parte... como me afunda. Como volto a tocar no fundo, como deixo de acreditar em mim, como o mau estar se instala? Como o milagroso tempo me corrói.. como a ausência se torna a droga poderosa que me absorve e deixa louca a ansiar por mais uma dose de loucura. Só mais uma dose, eu quero.... caramba que sentimento recorrente. Que fogo que arde. Como se tira daqui. Como te tiro daqui se te quero aqui constantemente. Como imaginar sentir-te se ao mesmo tempo me apetece fugir. Como se te vejo presencialmente o meu mundo fica destruído, qual tornado ou sismo de intensidade cortante. Como se tremo só de pensar. E, inacreditavelmente sinto uma paz tremenda por perceber que te quero ardentemente e com todas as forças, custa-me aceitar perder uma intimidade que deu tanta luta a germinar e a criar raízes tão fundas. Custa-me aceitar que não te preocupas, que não estás presente, que se pode perder tudo assim .... sem rasto. Custa-me sequer pensar deixar alguém tocar-me ... dói-me, dói-me tanto... E se sei que já não és meu ...que voaste lindo e livre como aprendeste a ser. Que o teu sorriso de felicidade é genuíno porque me dói? Não devia doer ver-te feliz. Mas dói demasiado, corta-me, mata-me aos bocadinhos. Acelera-me os sentidos, descontrola-me. E recomeça tudo de novo, foram preciosos estes momentos de clarividência. Preciso de dormir e de um abraço.

domingo, maio 22, 2011

Mãos vazias




Abraçou-me como se abraça o tempo, a vida num momento,  em gestos nunca iguais...

E partiu ... !

Esta noite

 

Agarra-me esta noite

Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim

Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Solto as amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes

Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi (
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui.

Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi 
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui.
 
Pedro Abrunhosa
 

quinta-feira, maio 12, 2011

Do You remember me?

 Shadow Dance by Lora Garcelon


I was the one that held you through
I held a spotlight when
You did that crazy dance.
David Fonseca, Superstars

terça-feira, maio 03, 2011

Que caminhos?


A minha vida parou faz muito tempo. Quando deixei que pessoas importantes se afastassem. Quando não lhes dei o devido valor ou elas a mim. E é sempre reconfortante vê-las voltar aos poucos. Sorrir cá dentro e perguntar porque será que naquela altura não estive atenta às às suas necessidades, não fui uma amiga melhor e mais atenta. As amizades revelaram-se, os amores da adolescência fluíram e nenhum sobreviveu curiosamente.
Hoje tenho grandes amigas, amigos nem por isso, um ou outro que se podem contar com uma só mão mas estão tão longe, que me sinto isolada e privada do melhor do mundo que é a convivência.
Na minha vida profissional posso dizer que não tive um percurso muito linear, trabalhei com adolescentes, vários públicos, vários projectos, crianças e jovens novamente, adultos. E actualmente sinto um vazio incontrolável. Sinto que não tenho motivação nem vontade de seguir um objectivo e isso mata-me aos poucos. Está a corroer-me por dentro, ando sempre doente, indisposta, numa maré de azar imensa, numa tristeza profunda. Quando nos encontramos numa situação de desemprego todos tem algo a dizer, faz assim faz assado. É horrível porque as pessoas se sentem no direito de criticar, de dizer tudo e mais alguma coisa sem saberem sequer todo o trabalho que tenho todos dias a procurar informação, a procurar novas hipóteses, a procurar inspiração, vontade de me agarrar algo que me motive e inspire. As pessoas não entendem e, especialmente em tempo de crise, que se procure motivação, procura-se algo que tape um buraco e mais nada. Sinto que não fiz as melhores escolhas, estou a ver novas opções e novos caminhos e falta-me a confiança, a inspiração, a vontade de ir e perder-me, de arriscar. Sou uma pessoa que não conheço e sei que tenho tanto potencial ainda há pouco tempo me disseram isso, mas é como se um furacão tivesse passado e levado consigo todas as coisas boas que sempre me motivaram.


domingo, maio 01, 2011

How?

“How can a woman be expected to be happy with a man who insists on treating her as if she were a perfectly normal human being.” Oscar Wilde

Muita gente questiona como poderá encontrar a pessoa especial que tanto procura. Do fundo da minha humilde sabedoria, esta frase responde-me a essa questão. Aquela pessoa que me trata todos dias sem excepção de forma especial, que me cuida, que se preocupa, que está lá. Aquela que nos abraça sem termos sequer que dizer nada quando mais precisamos. Aquela e não outra. Aquela que vê para além das imperfeições e nos ama incondicionalmente. Aquela que nos diz vais pelo caminho errado mas estou aqui para ti sempre. Aquela por quem nos sentimos atraídos e é reciproco. Aquela que nos tira do sério com um sorriso que nos derrete. Sim tu, onde estás? 
 

quinta-feira, abril 21, 2011

Travelling

No momento mais inesperado e sem planear surge a oportunidade de viajar. E eu nem pensei duas vezes fui. E foi o melhor que me aconteceu nos últimos meses. Apesar de ter ido para uma cidade que já conhecia foi demais. Adoro a simplicidade de as pessoas estarem em plena cidade e por todo lado existirem pessoas sentadas no chão por todo lado a altas horas da noite a conviver. Conheci pessoas bonitas daquelas que nunca mais vamos ver, daquelas que olhamos para dentro e que depois relembramos pela simplicidade no olhar ou simplesmente pelo sorriso rasgado. Como invejo aquele sorriso simples e natural. Aquela liberdade e sei que partilhei o sorriso espontâneo. Já não sorrio tanto como devia e quero sorrir. Caminhei muito sozinha, viajei para cima e para baixo nas confusas e infindáveis linhas do metro. Os meus pés doeram como nunca todos os dias e foi tão bom.... gastar energias, a exaustão de percorrer e ver tudo de perto. O sentir de fora para dentro, bem dentro. Perder no meio das flores, visitar o castelo de cristal, contemplar a beleza, de ser feliz sozinha e não ter horários para nada apenas tempo para desfrutar e ser um pouco feliz. A beleza dos momentos perde-se nos pequenos pormenores quando num micro segundo paramos para pensar quem dera que pudesse partilhar o aroma, as cores vibrantes, o caminho, a viagem .... e fica connosco o sentimento  perde-se no horizonte. Happiness is only real when shared! Nunca o senti tanto porque houve momentos em que precisava de estar só e sentir-me bem sozinha e houve momentos em que de facto partilhei a alegria de estar efectivamente a viver sem preocupações, sem pensar, sem receios do que virá. Preciso de viajar mais. Encontrar-me mais. Encontrar pessoas que me arranquem o sorriso simples. O mais sincero dos sorrisos. 

E este lugar faz isso comigo. Arranca-me o sorriso, faz-me parar no tempo e ficar ali a imaginar como seria mágico ficar ali sentada nas escadas do lago, a admirar a beleza à espera de que algo mágico aconteça como o arco-íris.


sábado, abril 02, 2011

Never understood

 
"Until this moment I never understood how hard it was to lose something you never had."


Clouds





I've looked at love from both sides now,
From give and take, and still somehow
It's love's illusions i recall.
I really don't know love at all.

quinta-feira, março 31, 2011

Flower or Gardeneer?

“Cada pessoa, em sua existência, pode ter duas atitudes: construir ou plantar.
Os construtores podem demorar anos em suas tarefas, mas um dia terminam aquilo que estavam fazendo.
Então param, e ficam limitados por suas próprias paredes. A vida perde sentido quando a construção acaba. Os que plantam sofrem com as tempestades, as estações e raramente descansam.
Mas, ao contrário de um edifício, o jardim jamais para de crescer. E, ao mesmo tempo em que exige a atenção do jardineiro, também permite que, para ele, a vida seja uma grande aventura”.
Paulo Coelho

Ao ver uma série esta questão ficou-me na cabeça. Segundo a abordagem feita nas relações existe o jardineiro e a flor. Cada um assume o seu papel. Apercebi-me que ao longo destes anos nunca me senti a flor, fui sempre o jardineiro. Não deixo de pensar que o saudável será existir uma troca de papéis ambos assumirem o papel de jardineiro e de flor  alternadamente consoante os momentos que nos ocorrem na vida, parece óbvio demais e no entanto muito difícil de colocar em prática. Os psicólogos dizem que buscamos o mesmo perfil de pessoas, buscamos sempre o mesmo esquema psicológico. Quero ao meu lado um jardineiro mas será que existe um para mim?





Hardest Of Hearts


There is love in your body but you can't hold it in
It pours from your eyes and spills from your skin

Tenderest touch leaves the darkest of marks

And the kindest of kisses break the hardest of hearts


The hardest of hearts

The hardest of hearts

The hardest of hearts


There is love in your body but you can't get it out

It gets stuck in your head, won't come out of your mouth

Sticks to your tongue and shows on your face

That the sweetest of words have the bitterest taste


Darling heart, I loved you from the start

But you'll never know what a fool I've been

Darling heart, I loved you from the start

But that's no excuse for the state I'm in


The hardest of hearts

The hardest of hearts

The hardest of hearts


There is love in our bodies and it holds us together

But pulls us apart when we're holding each other

We all want something to hold in the night

We don't care if it hurts or we're holding too tight


There is love in your body but you can't get it out

It gets stuck in your head, won't come out of your mouth

Sticks to your tongue and it shows on your face

That the sweetest of words have the bitterest taste


Darling heart, I loved you from the start

But you'll never know what a fool I've been

Darling heart, I loved you from the start

But that's no excuse for the state I'm in


The hardest of hearts

The hardest of hearts

The hardest of hearts


My heart swells like a water at work (?)

Can't stop myself before it's too late

Hold on to your heart

'Cause I'm coming to take it

Hold on to your heart

'Cause I'm coming to break it


Hold on hold on hold on hold on hold on

Hold on hold on hold on hold on hold on

The hardest of hearts (hold on, hold on)

The hardest of hearts (hold on, hold on)

The hardest of hearts (hold on)
  

So hard!




Lutar contra algo que já não controlamos parece missão impossível. Quando já desejamos nem sequer sentir o que quer que seja, quando nos privamos da partilha que tanto nos faz falta e achamos ser acima de tudo saudável. Inspiro ansiedade, expiro preocupação. Utilizo os meios ao meu dispor para ocupar a cabeça e o corpo. Transpiro ideias e emoções que parecem não ter fim. Mas o batimento cardíaco alterna ora num estado de pura contenção ora num estado desgovernado que me deixa incontornavelmente descontrolada. Ok eu não desisto de me entender, de compreender tudo e todos. Preciso de entender para poder aceitar. Não é negação, não é raiva, é compreensão pura e dura. Aquela que nos obriga a alcançar as verdades, a batermos de frente contra elas, a chorar, a gritar, a desesperar, a expelir cá para fora tudo o que ficou e fica por dizer nos dias que o vento leva e não voltam mais. E depois espero, desejo, necessito de uma paz interior profunda mas como se diferencia a paz de vazio. O vazio que permanece inegavelmente pois existem demasiadas distâncias a superar. And it's so hard. 

terça-feira, março 29, 2011

How to deal with an emotional tsunami?

Stay tunned! For the next episodes!

domingo, março 27, 2011

YES YOU CAN!


Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos

a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

Fernando Pessoa

Turn over ... Fighting myself

quinta-feira, março 24, 2011

Pedra Escura














"Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
e estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura."

Palavras Interditas, Eugénio de Andrade

Nevermind



Nevermind, I'll find someone like you.
I wish nothing but the best for you too.
Don't forget me, I beg, I'll remember you said:
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead".

Nothing compares, no worries or cares.
Regret's and mistakes they're memories made.
Who would have known how bittersweet this would taste?

quarta-feira, março 23, 2011

sábado, março 19, 2011

Tomorrow will be better than today...?

Não consigo olhar para dentro de mim. Não consigo ter forças para fazer algo por mim. Magico planos para ser uma pessoa melhor. Digo-me a mim mesma a partir de amanhã é que é. E no dia olho para mim e não tenho forças. Sinto um desânimo profundo, uma falta de garra avassaladora. Não sou assim, não era assim... Eu era uma pessoa bastante social, divertida, alegre, dinâmica, apaixonada, feliz com as pequenas coisas da vida. Sou nos dias que correm uma pessoa angustiada, ansiosa demais com o futuro próximo que se avizinha. É uma sensação tremenda de impotência, de falta de conforto, de falta de muita coisa essencial. Existem factores que são fundamentais para que exista o mínimo de objectivos, que nos mobilizam no dia-a-dia e fazem mudar e crescer constantemente. Desejo profundamente e faço diariamente os possíveis para que algures no tempo surja uma nova oportunidade de me sentir activa e sobretudo viva.

segunda-feira, março 14, 2011

Out of control


Não consigo controlar o que sinto, não consigo não sentir todas as angústias que fui acumulando a tentar entender-te para depois te perder. Não consigo perdoar-te a dor de não ter entendido como se resiste.  Não consigo entender esta eterna ressaca de não te ter por perto. Este vaivém de emoções dá cabo de mim. Fugimos tantas vezes e tantas vezes precisamos de voltar ali onde simplesmente não nos criticávamos, onde éramos felizes sem sequer o saber. Sem lhe dar o devido valor, a importância que tinha. Extravasávamos as frustrações, os pensamentos negativos em busca de algo positivo e inexplicavelmente bom. A pura e dura adrenalina que o desejo cria aquela intensidade que nos possui desesperadamente, pela qual pedimos mais, mais e que não acabe. Para um instante micro-segundo mágico de alívio e tremendo bem-estar que dura menos do que devia. Pura magia em que finalmente acreditamos no poder que nos incendeia, tem a força suficiente para nos fazer ir mais longe e nos dar forças para recomeçar vezes sem conta. É uma busca que não pára, que nos incendeia. E não deixa de ser estranho porque no mais profundo do nosso ser, o que aspiramos é que o vazio se transforme e sobretudo se transfigure em paz. É assim que ando nos dias que correm numa luta incessante entre a vontade imensa de me perder e ao mesmo tempo de me controlar e encontrar a paz. Será que a paz estará em perder o controlo?

Se... porquê?

"Se me é negado o amor, porque, então, amanhece;
por que sussurra o vento do sul entre as folhas recém nascidas?
Se me é negado o amor, porque, então,
A noite entristece com nostálgico silêncio as estrelas?
E porque este desatinado coração continua,
Esperançado e louco, olhando o mar infinito?"

Rabindranath Tagore

sexta-feira, março 11, 2011

Tudo



"Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar."


quinta-feira, março 03, 2011

I feel piano... piano


Hoje não sou eu. É a nuvem nocturna que me envolve e me deixa sem forças, que me faz pensar que não existe um sentido, que a vida não é justa. Preciso de inspiração mas o piano dentro de mim toca melodias tristes e cansadas do tempo. Os sons mais agudos sinto-os todos cá dentro. O deslizar do piano dói e interiorizo o sofrimento atroz que a solidão provoca.
Não basta sonhar e acreditar é preciso lutar muito e não desistir. Hoje se pudesse desaparecia uma semana, um mês para um lugar estranho e longínquo onde tivesse apenas comida, aquecimento e pudesse descobrir-me de novo. Iniciar uma procura interior que me fizesse acreditar que tudo útil e até o inútil não se tenham convertido no fútil que esvoaça e desaparece sem sentido. Quero ser a pessoa activa que sempre fui, cheia de força, vontade de viver e que acredita que tudo pode mudar num instante mágico. Preciso de mudanças urgentes, projectos, vida. Não peço amor, nem amizade são daqueles preciosismos que não se pedem ou existem ou não existem. Peço vida na esperança de que o feitiço não se vire contra o feiticeiro como da última vez. Ou talvez seja melhor dizer das últimas vezes, dou tudo, a duzentos por cento e no fim ficam apenas as memórias. Boas e más e eu novamente...



quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Alligator

 
It's a fear and it is near. the shape becomes ever clear.
It bares teeth, extra sharp, that'll cut you in the heart.
It attacks really quick, try and fight it with a stick.
it's no use, give it up, this is life and this is love.
You are my alligator
...Alligator... Alligator...Alligator

Trust

 
"How do you trust your feelings when they can just disappear like that?"
Blue Valentine, 2010
 
Ok. Think and then anwer me! Cause I dont understand.  
 
Love, S.

Heart Beat




You and Me
Nobody baby but you and me,
You and Me
Nobody baby but you and me

If the stars don't shine if the moon wont rise,
If I've ever seen a city summon again.
You wont hear me cry, this I testify.
Please believe me boy you know I wont lie.
As long as there is...

You and Me
No body baby but you and me,
You and Me
Nobody baby but you and me

If you love a soul more then fame and gold.
And that soul feels the same about you.
Its a natural fact, there is not turning back.
And here is some advise to you....
You got to say is...

You and me
No body baby but you and me,
You and Me
No body baby but you and me

Sweet love is real, you don't have to show it.
Breathing is true, to everyone who knows cause there be no one but,

You and Me
Nobody baby but you and me
You and Me
Nobody baby but you and me

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Love and Other Drugs,

 
"Sometimes the things you want the most don't happen and what you least expect happens. I don't know - you meet thousands of people and none of them really touch you. And then you meet that one person and your life is changed." Love and Other Drugs, 2010
That one person? Life changed? 
Pûs-me a pensar nestas questões. Sempre acreditei no famoso chavão de que temos que conhecer muitas pessoas erradas até conhecermos a certa. Cada vez mais vemos divórcios a acontecer. É normal errarmos, mas saber identificar isso e seguir em frente à procura é uma batalha que nem todos terão coragem para vencer. Mas a questão principal como se encontra that one person? Como sabemos? Como a conquistamos? Qual a probabilidade de errarmos? Existe that one person for that moment? 

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Intenso

Uma vez que fosse gostava de sentir intensidade em vez de insensibilidade. A iniciativa de nos revelarmos uma última vez que seja, a alguém que um dia existiu nas nossas vidas não é tão descabida. Assemelha-se ao final dos filmes com  história, principio, meio e fim que emocionam pela veracidade dos momentos partilhados mas sobretudo pelo sentimento de sinceridade pura e dura que tanto nos enche o coração para dizer: não eu ponho a mão no fogo por ele. Podem não haver finais felizes mas existem pessoas fenomenais e momentos inesquecíveis.
A verdade dos momentos e a sinceridade são as maiores provas de amor para com outra pessoa. Volto à questão de sempre, a transparência será preferível correndo o risco de estarmos sempre desprevenidos e a olho nu, uma vez que usamos como lema a transparência... ficam as reticências. As pessoas mudam, tomam decisões e tomam atitudes que nem sempre compreendemos mas ficamos sempre à espera de compreender. E, inevitavelmente, olhamos para trás, já inconscientemente a tentar ver se houve alguma pista que nos falhou ou algum sentimento que nos toldou a visão... 
Esperamos que as pessoas que amamos ou amámos sejam para sempre a pessoa maravilhosa por quem nos apaixonamos? Ou, por outro lado precisamos de as odiar para seguir em frente? Ou, nunca chegamos a perceber?



terça-feira, fevereiro 15, 2011

The secret language




Hoje pus-me a pensar será que a tal linguagem entre duas pessoas desaparece, depois de uma relação? Ou será que as duas pessoas irão para sempre saber o que a outra está a sentir, apenas através de um olhar, um gesto, uma expressão. Será que a intimidade de outrora, se desfaz com a distância. Inquieta-me esta dúvida. Sei que as pessoas mudam, deixam de ser aquela que conhecemos na intimidade para ser outra com novas experiências desta vez não partilhadas. Crescemos com as pessoas, aprendemos e continuamos em frente? 

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Soundtrack to the End....




...Communist Daughter

sábado, fevereiro 12, 2011

Febre de sentir



"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações."

Fernando Pessoa, Livro do Dessassossego, p.48

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

# Day 1

"Operation Self-Esteem--Day Fucking One."

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Emoções



"Não é natural que a vida me traga outro encontro com as emoções naturais. Quase desejo que apareça para ver como sinto dessa segunda vez, depois de ter atravessado toda uma extensa análise da primeira experiência. É possível que sinta menos; é também possível que sinta mais. Se o Destino o der, que o dê. Sobre as emoções tenho curiosidade. Sobre os factos quaisquer que venham a ser, não tenho curiosidade alguma."

Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

KEEP LIFTIN ME HIGHER AND HIGHER



Preciso de reformular os meus caminhos. Procurar o que sempre quis, ler todos os livros que deixei para trás. Recuperar a vida aos poucos, ver todos os filmes, todas as séries que deixei de ver. De contemplar as imagens, as músicas. De ouvir quantas vezes quiser em repeat, sem ter de pensar em dormir e no dia seguinte, nas responsabilidades. E ao mesmo tempo quero dormir, acordar sem correrias, sem ter que pensar no que vou vestir, no que vou comer. Quero cercar-me do que enriquece os nossos dias e afundar-me no azul. Revestir-me de azul, puro e desprovido de sentimentos do passado, de medos e arriscar ser simplesmente. Sem stress, sem rotina aparente, sem pressões e até mesmo sem algumas emoções. 
Quero voltar a sorrir, a acreditar que existes algures, que me esperas e que não serás uma desilusão. E que ainda és melhor do que sonhei! Preciso ainda de ter um sorriso  nos lábios quando penso em ti ;).

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Eros & Psique

This is it ... can't wait!


Aqui vou eu de novo para o mundo! Para uma nova etapa. Uma mudança, assustadora ou não.Toda gente me pergunta se estou triste, como vai ser..... e por uma semana, um mês que seja, simplesmente não quero saber. Quero apenas ir, viver, sorrir e estar com os que me são queridos. Abastecer, abastecer, preciso tanto de vocês minhas âncoras sólidas. Hibernar. Enrolar-me numa manta e não ter responsabilidades. Dormir sem hora de acordar. Esquecer, o que há para esquecer. Arrumar as ideias e a casa. E preparar a nova viagem.
Sei que vou sentir aquele vazio, aquele arrepio gélido da incerteza que causa não saber o que aí vem. Sinceramente já não aguentava mais. Férias, Hibernação, aqui me apresento fiel, sincera, cansada e esgotada como nunca.  Não eram estes os planos que tinha quando chegasse aos 28 anos. Sou o que neste momento a vida me deixou ser. Nem mais, nem menos. Os dias e as horas que passaram, deixaram marcas.Sinto-me uma pessoa incompleta a vários níveis. Sonho com o dia em que poderei novamente amar profundamente, sem artifícios. Sonho com o dia em que poderei encontrar um amor maior como diz a música de referência (Amor maior - Jota Quest). E, no entanto, por vezes quase que se entranha a sensação de que esse dia não virá. Jamais poderei traduzir por palavras a solidão que se entranhou nas profundezas indeléveis. As memórias pregam-nos partidas, e o presente aviva-nos a memória sem tréguas. Here goes nothing!


terça-feira, janeiro 25, 2011

Excruciating feeling


Tenho em mim uma sensação viva e estridente de saber e sentir o que quero e de não o alcançar e vislumbrar em lado nenhum. Fuck!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Dispersão

"Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
 
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...
 
Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem." 

 Mário Sá Carneiro

terça-feira, dezembro 21, 2010

domingo, dezembro 12, 2010

Ampulheta

Hoje, ou melhor, ontem, que já é tarde, comprei uma ampulheta! E pronto, era só isso! Às vezes existem coisas que sempre quisemos ter, sem motivo ou razão aparente. E, apesar de ,não ter utilidade aparente... faz-me sorrir. Estou sempre a virar o jogo, e assim, o tempo não foge. Ok, vou dormir! A sorrir e a ouvir Sara Tavares, Ponto de Luz: 

Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixa-me ser só seu
No teu colo eu me entrego,
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só seu
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz que me conduz
Aceso na alma
Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol raia
Eternamente quente
Liberta-me a mente
Liberta-me a mente
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma

sexta-feira, dezembro 03, 2010

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Arrepio gélido

Sinto-me a esvaziar o coração, a esgotar-se qualquer réstia de sentimento puro. Quero sentir raiva por te ter deixado afectar-me assim e nem esse sentimento me arrancas. Nunca soubeste verdadeiramente que podias ter, o melhor de mim. Uma amizade pura e envolta de ternura . Mas não afastas-me, afastas-te, afastas o que fica de mais puro e comprovas a teoria de que a amizade é mesmo só daqueles que a sabem verdadeiramente preservar e sentir. Existem pessoas que não estão aqui todos os dias, e que estão cá dentro, sei que se gritar no instante seguinte as tenho aqui e dói-me que não sejas uma dessas pessoas. Gela-me o coração, é quase que inacreditável. A determinação às vezes é mal interpretada, a vontade de demonstrar que estamos lá pode ser entendida como negativa, ou imposição. Mas não te convenças disso! Não te enganes mais do que me enganas a mim. Não tolero rótulos para a pureza dos meus sentimentos.

domingo, novembro 21, 2010

Sussuro...

Abraça-me, não me deixes em silêncio. Acorda-me desta dormência que a dúvida causa. Diz-me que é mentira, ou verdade, o que os meus olhos querem ver e o que o meu coração sente. Dá-me motivos palpáveis para acreditar. Embala-me em sons que só tu sabes que são nossos. Dá-me luz, vida ou então, não me dês nada para depois me voltares a tirar o sorriso do rosto. Desperta-me com o teu beijo doce, com a sensibilidade tão singular que só tu me transmites. Arrebata-me a alma, faz-me vibrar. Incendeia a minha vida aqui e agora. Emite sinais de luz, de espontaneidade, de vida.
Ou então, deixa-me de vez, deixa-me sem te respirar tão perto, sem ouvir os teus sussurros, sem sentir a tua liberdade nos meus poros, sem  conseguir cheirar o aroma fresco e jovial que emanas. Faz desvanecer a admiração, a ternura e o sorriso feliz que mora cá dentro. Diz-me baixinho!

quarta-feira, novembro 17, 2010

Longe do mundo



Em modo teardrop!

domingo, novembro 14, 2010

Vida!

Tenho medo. Tenho mesmo receio de estar a desaparecer. Ok, não é de estar a desaparecer, é de estar num estado de pouco equilíbrio em que o trabalho pesa mais que tudo e me absorve. Estou a viver outras vidas que não a minha, e ao mesmo tempo a viver a minha como se tivesse um colete de forças. Choro, vivo, lamento e sofro com eles. E dói, dói demais saber certas coisas. A vida ensina-me muita coisa e cada vez mais. Mas vida, às vezes não sei ler as lições como devia. Não sei deitar a cabeça na travesseira para dormir e esquecer. Vivo tudo demais, com profundidade, com sentimento desmedido. Vida, estás aí? Não me deixes cair mais, não me deixes desaparecer. Lembra-me todos os dias que as épocas de sacrifício valerão a pena, sim? Lembra-me, que existe afecto, tacto, visão, olfacto, sensibilidade e vida para além da minha. Adrenalina e amor. Não me deixes esquecer.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Lentes adequadas?



Sussurro para mim mesma que não é verdade. Que os meus olhos querem ver e ouvir aquilo que eu mais desejo que aconteça. Às vezes desejamos tanto que aconteça aquilo com que sempre sonhamos nas profundezas do nosso ser. Mas chegamos a um ponto em que nos colocamos em dúvida. Estarei a ver a realidade que quero ver com as lentes adequadas? Quero ver com nitidez sentir com nitidez, viver com a pureza das emoções ser livre sem ser verdadeiramente livre. Quero voar com asas na direcção partilhada, quero ver aqueles filmes e aquelas séries, quero sentir e ter a certeza que é verdade.

domingo, novembro 07, 2010

Void

Hoje acordei com a estranha sensação de vazio. Com a sensação de que aprendi tanto com a vida, de que aprendo todos os dias com a vida dos outros que me passa pelas mãos. E a cada dia que passa sei, que muita coisa tem que mudar, muita coisa tem que acontecer. Sei que está nas minhas mãos o poder de iniciativa. Vejo pessoas com uma sensibilidade que me arrebata, quero tê-las por perto mas não saio da minha concha. Porquê? Por respeito a outras pessoas, por regras que imponho a mim mesma, por receio de ser mal entendida e parecer ridícula. Estou cansada de ter tantos princípios, de assumir demasiado as responsabilidades e não conseguir olhar para o meu umbigo mais vezes. Cansada de não exigir o que de facto mereço do mundo e das pessoas. Cansada do silêncio, cansada da não vida, cansada de não estares aqui para me abraçar.

sábado, novembro 06, 2010