terça-feira, novembro 15, 2011

Long road...


"Existe muito sofrimento na vida e talvez o único sofrimento que possa ser evitado seja o sofrimento causado por tentar evitar o sofrimento. Laing

Toda a minha vida me orgulhei de mim, dos meus sentimentos, tanto que sempre consegui ir além, alcançar níveis de sofrimento tão inimagináveis... justificar a mim mesma porque continuava a estar ali para alguém que não estava ali de forma recíproca. 
Começo a entender cada vez mais a importância de preencher o vazio, de deixar de cuidar dos outros e estar lá para eles. Começo a entender a importância de ser egoísta e cuidar de mim. Algures entre o que sei e o que consigo alcançar existe um certo abismo, uma voz que me relembra vezes sem conta então e os valores e a happiness only real when shared?! Afinal é preciso moderar o sentir tudo de todas as maneiras, o viver o momento, o estar lá para os outros. Como se preenche o vazio... é essa a estrada que agora percorro. Sei algumas respostas, mas olho para elas e olho para eles lá trás.. todinhos e não consigo não me preocupar. Não pensar, não imaginar se estão bem, como estão. Dado que entraram na minha vida para mim isso é sinónimo de me preocupar de estar lá ad eternum. Tão tolinha! Sempre me orgulhei por ser uma excelente cuidadora, todos os que me abandonaram .... voltaram uma, duas, três vezes ou mais.... Agora percebo a eficácia do meu colo, o quanto o porto de abrigo que consigo ser traz paz, acalma, conforta, faz com que as pessoas se sintam amadas. Costumava usar a metáfora de que estavam o tempo suficiente para me sugar tudo o que tinha de bom, para receberem amor e mimo, abastecer e seguir vida fora. Não existe nada de mais estimulante do que nos sentirmos amados, nada nos levanta mais a moral mesmo que o sentimento não seja recíproco e não tenhamos essa noção. Dá-nos a sensação de termos valor, valoriza-nos tanto que inconscientemente sentimos uma força que nos permite assumir o controlo novamente. O reforço ao nível da auto-estima representa um estado de euforia e adrenalina verdadeiramente libertador.
O problema, o grande problema da questão é a abnegação por que passei ao longo desses anos, o quanto me infligi sofrimento e dor, o quanto me privei de ser cuidada, o quanto não fui egoísta, o quanto me destruí sem saber. Viver o momento, estatelar-me contra a parede, levantar-me ... eu assumi vezes sem conta o desafio.. eu não sabia o quanto me estava a afundar, o quanto me menosprezei, eu não sabia, eu não consegui identificar o quanto eu merecia igualmente o amor incondicional. Achava que tinha uma capacidade e flexibilidade para aceitar as pessoas na minha vida imensa e os outros não eram mais exigentes. Hoje sei que cuidar dos outros era uma forma de investir neles e achar que podiam mudar e efectivamente fazê-los olhar para mim. É tempo de olhar para mim, de me cuidar, de preencher o vazio.... Como? Não sei ...




I think last night you were driving circles around me ...

...and I'm still waving saying goodbye... but my broken heart wont let you go!









segunda-feira, novembro 14, 2011

Angústia


Esta Velha Angústia Esta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.

Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.

Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim... 

Álvaro Campos

Healing Process


Estou a tentar aprender de novo a viver no meu silêncio, na minha bolha de privacidade, na minha solidão outrora, tão preciosa e tão necessária. Depois da tua passagem a minha solidão parece um filme de terror. Como diz o poeta, já não sei andar só pelos caminhos. Parece a coisa mais assustadora que terei que re-aprender. O meu telemóvel ficou mudo e quando dou por mim, na ilusão de que ainda estás comigo, ainda espreito ao de leve... As mensagens de bom dia, de boa noite, as mensagens até altas horas incessantemente já não existem, em vez disso o silêncio. As horas a fio, o tango conversacional terminou. A dança que era a nossa comunicação do dia-a-dia, a dança feliz em que nos inebriávamos terminou. Já não existe um único som para contar história. E, por outro lado, existem tantas músicas que me dedicaste, quando vou a conduzir e alguma delas dá na rádio ainda me cai uma lágrima ou outra. Os dias sem ti... a luta... a vida que valia a pena ser vivida nas asas do teu voar... são frases que trago cravadas em mim.
Ainda... fecho os olhos e consigo ver-te a receber-me no elevador, a abraçar-me, a mimar-me, a amar-me. Ainda, te consigo ver a deslizar a face com o teu sorriso enquanto a porta do elevador se fechava. Ainda consigo relembrar o barulho enervante do borbulhar do aquário na sala. Ainda nos vejo no teu sofá preto de olhos esbugalhados a ver aquele programa de culinária. Ainda me lembro do pôr-do-sol na tua varanda.
Cada vez que vejo o rio, a ponte, o nosso sítio, sorrio e lembro-me da tua frase: somos pessoas desta margem. Éramos pessoas daquela margem, com lugar reservado para a paisagem deslumbrante e apaixonante. No outro dia passei por lá e vi um casal no nosso sítio e gritei de raiva, de dor.
Lembro-me da primeira vez que ouvi a tua voz, ao telemóvel quando nos encontramos, lembro-me o quanto me bateu o coração, enquanto ia ao teu encontro sobre a ponte já gelada de tanto frio. Lembro-me. Estás aqui. E é um processo excruciante não saber de ti, quanto mais tirar-te daqui. Aos poucos, dia sim... dia não... vou conseguindo... a solidão volta a preencher os espaços, o tempo, a vida. Perco-me no ciclo vicioso, ora negação, ora raiva, ora depressão... um dia talvez consiga subir ao degrau da aceitação. Aceitar que decidiste partir é doloroso, mais do que poderia imaginar. Estou em busca da luz, da minha luz interior. No entanto, dava tudo, tudinho para ver a tua.

sábado, novembro 12, 2011

Pensamentos Corrosivos


Diz a música .."So if another door closes... I hope you see the window opening ..." não me canso de a ouvir .. conheço-me ... sei da complexidade de que se revestem os meus dias face a uma situação de abandono emocional, mas não sabia da profundidade e dos níveis absurdos ... das doses incríveis de sofrimento que me esperavam desta vez. Agora mais do que nunca percebo quando dizemos "nunca fui tão feliz na minha vida", efectivamente quando o dizemos é sentido e verdadeiro mas se alguém nos ouvir dizer duas vezes vai achar que não sabemos identificar a felicidade ou os momentos felizes. Sei que atingi níveis de maturidade e de compreensão sobre a vida que me permitem dizer sem pestanejar e com toda a convicção de que posso demonstrar e sentir. Sei que fui feliz tanto mas tanto que me debato todos dias numa luta interior, num conflito aceso para compreender o que me aconteceu. De todas as pessoas que cruzaram o meu caminho, nunca tive o privilégio de sentir a troca recíproca, o equilíbrio, o amor incondicional de que toda a minha vida me queixei de nunca ter sentido. Agora de rosto repleto de lágrimas já posso dizer que o senti, que o senti e vivi intensamente. E não consigo aceitar que tenhas partido com motivos vazios, não aceito que consigas ser frio ao ponto de compartimentar a vida, não consigo aceitar que depois da partilha intensa não sintas nada, não consigo... acaba comigo, acaba com a minha aceitação de mim mesma. Destrói-me todos os dias um bocadinho mais, corrói-me o interior e os meus pensamentos são tão corrosivos ... absorvem cada segundo do meu dia. Não consigo prestar atenção à vida, apenas dar colo à minha não vida. Dormir, quando consigo dormir é a maior bênção. É aquela parte do dia em que deixo de falar contigo como se sentisse o teu folego sobre o meu ombro, ou como se estivesses ao meu lado ... e quando dou por mim tenho a ilusão de ter dito o que pensei... e estou neste mundo paralelo em que tu existes e me fazes mal. Como pode uma pessoa que nos fez tanto bem, tornar-se na pessoa que nos faz tanto mal... 
Sinto-me doente. Tento a cada dia que passa deixar-te ir ... tento repetir vezes sem conta a mim mesma que vai passar ... e nervo-me nesta luta entre mim, bem dentro de mim. Sei que no tempo e espaço encontrarei a paz... que tanto preciso, que tanto aspiro. Desejo todos dias que não tivesses entrado na minha vida. Não suporto esta dor de te perder. Mas sobretudo não suporto este silêncio que assumi nesta nova etapa de afastamento, não me perdoo por não lutar mais por ti... Comportamento gera comportamento. Não te perdoo a ti, sobretudo a ti por fazeres igual aos outros por me abandonares, não te perdoo desistir de nós e do que construímos. Não te perdoo o egoísmo. Não te perdoo, e isso dói-me profundamente.







quarta-feira, novembro 09, 2011

Dancing free...



Existem melodias que não são extraordinárias mas são eficazes, ficam no ouvido, transmitem uma mensagem com que nos identificamos de forma directa e sem rodeios. O bem-estar não precisa de ser embalado em grandes obras-primas. As maiores provas de amor estão e existem nas coisas mais simples. Hoje apetece-me dançar, dançar dentro desta música. Ser feliz dentro dela, dentro das certezas de que acreditar em algo ou em alguém faz toda a diferença. Acredito em mim, no julgamento que faço das pessoas, acredito.. acredito tanto. Hoje tenho que acreditar. Hoje tenho que brilhar, hoje tenho que gritar bem alto que te sinto aqui como se nunca tivesses partido. Por vezes a dor, a mágoa, a tristeza revestem-se de música que nos faz sorrir, que nos faz dançar, que nos faz cantar vezes sem conta a mesma letra... e de todas vezes ela é dita de forma sentida.
Esse simples acto liberta-nos a mente, liberta-nos os sentidos, liberta-nos do sufoco constante que é não poder ter uma varinha de condão e tornar realidade aquilo em que acreditamos. Hoje punha a mão no fogo pelo que acredito, por ti que bates no meu peito forte, que me iluminas o sorriso.


domingo, novembro 06, 2011

Como pode o amor escapar por um triz?




Não é que o medo a impeça de ser quem é
Só não sabe lá muito bem como é que há-de ser
Não é que ela não aprecie aquilo que tem
Mas dá muito mais atenção ao que pode ter
Não é que o silêncio a aflija mais do que o Sol
Em qualquer dos casos ela acaba por se esconder

Não é que ela viva do sonho de ter alguém
Mas tem uma esperança guardada de ser feliz
Não é que ela não acredite em ser mulher
Mas se alguém a quer e a seduz ela não diz
Então ela troca as palavras e fecha a luz
E pensa outra vez que o amor lhe escapou por um triz

E ela vai e vem
Vai e vem
Deixa no banco tudo o que tem
Ela vai e vem
Vai e vem
Nos bastidores não vê ninguém

Não é que ela esteja encalhada junto ao farol
Mas tem uma vela pintada por outra mão
Não é que o vento a amachuque mais do que o Sol
Porque o vento é sempre mais fraco que a solidão
Como as certezas são mais caras que as opiniões
E quando ela olha para o leme não há capitão

E ela vai e vem
Vai e vem
Deixa no banco tudo o que tem
Ela vai e vem
Vai e vem
Nos bastidores não vê ninguém



Às vezes




É assustador como tudo pode dar errado tão rápido.

Às vezes, precisamos de uma grande perda, para nos lembrarmos do que realmente importa.

Às vezes,ficamos mais fortes como resultado disso.
 
Mais sábios, e melhor equipados para o próximo desastre que virá. 

Às vezes. Mas nem sempre. 


Anatomia de Grey, 8 temporada, 8 episódio

sábado, novembro 05, 2011

Não invoques o amor em vão ...



“Quanto mais longe, mais perto me sinto de ti, como se os teus passos estivessem aqui ao pé de mim e eu pudesse seguir-te e falar-te e dizer-te quanto te amo e como te procuro, no meio de uma destas ruas em que te vejo, zangado de saudade, no céu claro, no dia frio. Devolve-me a minha vida e o meu tempo. Diz qualquer coisa a este coração palerma que não sabe nada de nada, que julga que andas aqui perto e chama sem parar por ti.”

O amor é fodido, Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, outubro 24, 2011

As coisas que não te disse...


Nunca te disse o quanto adorava o timbre da tua voz, ao telefone era algo que me aquecia o coração. Presencialmente, havia vezes em que simplesmente olhava para ti, sorria inebriada com um timbre que me cativava tanto. Não tenho grandes explicações para este facto, apenas sei que o sentia porque os meus sentidos ficavam de alerta a ouvir-te. Era uma resposta involuntária e bem podias falar porque por vezes eu estava naquela dimensão em que a melodia por muitas palavras que existissem se sobrepunha majestosamente. Nunca te disse o quanto gostava da tua barba por fazer, mesmo que ela me deixasse a cara numa lástima, tocar no teu rosto era um dos gestos que mais feliz me fazia, era um gesto de ternura mas era como se a minha mão pertencesse ali no teu rosto macio a mimar-te. Nunca te expliquei o quanto as tuas mãos eram fonte de bem-estar, os teus dedos compridos e grandes, a textura das tuas mãos é como se ainda hoje as sentisse a abraçar-me, a transmitirem-me vida. Existem tantas mas tantas coisas que ficaram por dizer, que ficaram por viver...

domingo, outubro 23, 2011

Tem que haver mais...

Não consigo aceitar que a vida seja só isto. Não consigo aceitar que não possas ser completo, perseguir os teus sonhos e objectivos e estares feliz com a tua vida mesmo que nela falte o que mais lhe dá vida e cor. Não consigo aceitar. Não consigo ver a aprendizagem, não consigo subir esse degrau, recuso-me. O equilíbrio não é o isolamento. Happiness is only real when shared. E por muitas vezes que digas que o problema não sou eu... eu não consigo acreditar. Eu não consigo alcançar como se abdica de ser feliz assim. Estou presa neste corredor da vida enquanto não conseguir perceber, enquanto este conflito me corrói todas as forças. E o pensamento que me absorve vezes demais é saber quando parar, mata-me aos poucos este sentimento de ver partir a pessoa que mais me fez feliz nesta vida e não dar luta. Devora-me as entranhas, persegue-me cada bocadinho de sanidade mental, esgota todas as forças e luz que possa vislumbrar. O que devo fazer respeitar-te e afastar-me ou lutar ao ponto de me odiares por isso. Aqui estou neste impasse.

NADA DE MAU SE PODERÁ ESQUECER
NADA DE BOM FOI EM VÃO
UMA LUZ MAIS TARDE OU MAIS CEDO ILUMINA TUDO
MAS TEM QUE HAVER MAIS



Trying to find...




Don't mind me, just let me be
My eyes so far away
I don't need no sympathy
The word seems overplayed
I'm alright, it's just tonight
I can't play the part
I'm alright, it's alright
It's just a broken heart
Don't have eyes for the world outside
They're closed and turned within
Trying to find the light inside

It's lit, but growing dim
I'm alright, it's just tonight
I can't play the part
I'm alright, it's alright
It's just a broken heart

terça-feira, outubro 18, 2011

Coping II

Dizem que quando se fecha uma porta se abre uma janela. Eu experienciei isso de uma forma tão abrupta que esta janela já se fechou também. Passaram 6 meses. 6 preciosos meses desta minha vida que cada vez mais menos sentido faz. Hoje é um mau dia, hoje é o dia em que eu tenho que estar aqui com um sentimento tão excruciante, tão dilacerador que efectivamente me dói o peito, efectivamente dói-me o corpo porque estou a lutar com todas as forças que tenho e não tenho para não sair daqui disparada e ir.  Fazer o quê, não sei. Precisava de ir, andar, correr e chorar até que não houvessem mais lágrimas. Mas nem isso me faria sentir melhor. Hoje precisava do teu abraço, de te sentir por perto. De não me sentir sozinha, de continuar a conversar contigo como só tu sabes ouvir-me, responder às minhas eternas perguntas existenciais, de ouvir a tua voz e voltar a sentir a paz que o teu colo sempre me proporcionou. Não sei como consegues ser tão forte... quero acreditar que também precisavas de colo até mais do que eu. Mas os anos fizeram-me mais resistente a estes acontecimentos. Naquele dia quis chorar contigo, abraçar-te mas estava tão magoada ainda não tinha percebido nada. Estava tão atordoada que não conseguia, pensar, sentir e ainda assim foi uma conversa de que me orgulho tanto. Orgulho-me tanto de ti, do que construímos. Do quanto fomos felizes juntos. Quero aceitar e respeitar mas não consigo ser tão madura quanto consegues. Tortura-me a ideia do que poderia ter sido e não foi por impedimento de nem sequer tentar. Tortura-me tanto. E, ainda assim a vida volta a fazer-me passar por isto.
Como é possível não poder controlar esta dor e como não é possível partilhá-la, nem amenizá-la, parece um filme de terror que não acaba, o que poderá acontecer de mais avassalador? Uma frase sábia diz que passamos tanto tempo a olhar para a porta que se fechou que não temos a capacidade imediata de ver a janela que se abriu? Eu continuo a não vislumbrar o problema mas consigo aos poucos aceitar que fizeste uma escolha e que prescindiste do que mais recente havia na tua vida em detrimento de outras realidades. Mas... hoje precisava de ti, da tua força, da tua determinação. Porque hoje invulgarmente dói para além do que posso suportar sozinha.

domingo, outubro 16, 2011

Coping...

Nada do que alguém possa dizer conseguirá fazer diminuir a dor que trago comigo. Nada! Os típicos discursos vais ver vai passar... vais encontrar alguém melhor...não te merecia... por melhor intencionados que sejam, ao contrário do que as pessoas possam pensar não amenizam a dor, apenas intensificam a certeza de que a ausência vai perdurar, de que acabou algo a que atribuíamos grande importância, algo que nos era essencial. A dor..  trago-a nas mãos, dou-lhe colo, enquanto lido com ela. Não sou, nunca fui de fugir aos momentos de sofrimento. Não vale a pena, não sou assim. Pode demorar anos, meses, semanas... cada um tem a sua forma de lidar com isso. As pessoas precisam de entender isso e respeitar. Preciso de entender as suas causas, preciso de interagir com as personagens protagonistas e responsáveis por essa dor. Preciso de entender. Não, não é falta de maturidade, não é querer ficar agarrada às boas memórias ou será excelentes? Não, é que desta vez, são mais do que maravilhosas, sorri tanto, vivi tanto que me dói ainda mais.  Preciso do tempo necessário para aceitar que mais uma vez a vida foi injusta. Tentar entender onde está o problema mesmo que te digam que o problema não és tu. Por mais que te digam isso vai sempre soar a conversa fiada e vais por em causa a pessoa que és mesmo sabendo o teu valor. Vais por em causa tudo, rever cada pormenor, cada vivência e continuar sem entender. E vais perguntar vezes sem conta qual o crime que cometeste? E, ironicamente, demorar este mundo e o outro a deixar de te sentir vitima. Não o queres ser, mas és. A atitude para lidar com isso tem que mudar, não podes aceitar, tens mais força do que pensas, és forte mas mais uma vez achas que não vais aguentar passar por tudo isto novamente. Tudo te diz tens que quebrar o ciclo, já chega. Mas a tua resiliência e luta interior faz resvalar toda a determinação. Porque a maior das verdades na tua vida que se repete vezes sem conta é inevitável, as pessoas a quem mais te dedicaste e que mais amaste irão abandonar-te. Esta é a verdade mais comprovada da tua vida.

sábado, outubro 08, 2011




Long Nights

Eddie Vedder


Have no fear
For when I'm alone
I'll be better off than I was before

I've got this light
I'll be around to grow
Who I was before
I cannot recall

Long nights allow me to feel...
I'm falling...I am falling
The lights go out
Let me feel
I'm falling
I am falling safely to the ground
Ah...

I'll take this soul that's inside me now
Like a brand new friend
I'll forever know

I've got this light
And the will to show
I will always be better than before

Long nights allow me to feel...
I'm falling...I am falling
The lights go out
Let me feel
I'm falling
I am falling safely to the ground






P.S. WHY DOES SO MANY TIMES IN MY LIFE THIS LYRICS FIT TO THE MOMENT???



WTF?!

 
"We do not get unlimited chances to have things we want. Nothing is worst than miss an opportunity that could change your life." G. A. 
 
So Dear life you tell me how is gonna be this this? Cause I'm falling... I cannot hide so much misery, so much pain. More than that I cannot stand and look in front or behind. 

quarta-feira, outubro 05, 2011

Acordar, Viver


Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, setembro 19, 2011

Pesadelo

Ok, passaram 2 semanas... entrei num pesadelo.. só pode! Digam-me quando acordar, que foi uma coisa má que se atravessou no meu caminho mas que já foi embora.  
Era uma viagem com felicidade escrita no passaporte.... e foram tão felizes e intensas as primeiras paragens mas, alguém resolveu do nada dispensar a viagem assim quase no início. 
O medo de ser feliz é verdadeiramente fodido. É preciso tomates!
Reticências ... muitas... por agora. A seu tempo... ponto final. 

"Bad dreams, bad dreams go away... Good dreams, good dreams come to stay!"

domingo, agosto 28, 2011

Uma ponte ...


Existe uma ponte que temos que criar do nada entre nós. Já vai existindo, já se vai edificando... O rio da vida passa por nós. Existem adaptações a fazer, conhecimentos um sobre o outro ainda por desvendar e assimilar... a estrutura vai-se formando. Eu sei que penso demais, que te analiso demais. Talvez seja... "terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo", ou então não... sou eu que sou frágil... sou eu que complico. Preciso de muitas injecções de luz, preciso de ver mais as coisas boas, com maior nitidez, de não subestimar a força que podemos alcançar. Preciso de não me deixar quebrar... de me sentir plena de emoções positivas e de não achar que existe um lado mais sombrio. Ou então, não, o lado sombrio existe quer queiramos ou não... preciso de saber que estás comigo nesses dias também... que saibas com o que podes contar e vice-versa. Gradualmente sem pressas, sem medos... aqui vamos nós... Mas por agora .. 

"Eu quero apenas amar-te lentamente
Como se todo o tempo fosse nosso
Como se todo o tempo fosse pouco
Como se nem sequer houvesse tempo."

Joaquim Pessoa

segunda-feira, agosto 22, 2011

Fourth Week


Chegaste com a chuva. Chegaste, eu sei... não estou aí para te receber. Para te abraçar, para te amar. O S. Pedro está a reclamar comigo, troveja tanto quanto sinto as batidas do meu coração a querer pegar no carro e ir para me perder em ti. Hoje não sei se vou dormir... apenas sei que amanhã és meu... tão meu. Promete? Não, não prometo. Amanhã, lá estarei nos teus braços, a mimar-te, a receber-te. Livra-te de te afastares assim de mim tão cedo... Eu não aguento... preciso de ti e da tua calma como do ar para respirar... preciso que me ames vezes sem conta. Preciso de me libertar dos meus fantasmas e demónios. Respirar nos teus braços, sorrir contigo, caminhar ao teu lado. Mas hoje quero que descanses... que durmas sobre o assunto... que me desejes aí tanto quanto eu... My precious...arrived and it's raining... So perfect! I'm only happy when it rains..... 

quinta-feira, agosto 18, 2011

Síndrome de Abandono

Hoje não me consegui conter... deixei que a tristeza viesse das profundezas com a intensidade que infelizmente tão bem conheço. Aquele peso na cabeça, aquele aperto, aquele sufoco... esta sim sou eu. Não sei ser feliz... não sei andar sozinha pelos caminhos da vida... faltas-me... e não entendo este novo pesar. Não entendo esta minha cabeça... é assustadora. E, ainda assim ... dizes que não estás assustado, pois eu estou em quantidade suficiente pelos dois. Não te aprendi tanto como gostaria, não sei interpretar sobretudo a tua calma, o teu silêncio... Sou um ser em constante e tremenda agitação... estou repleta de sombras e perguntas, sinto um medo terrível. Chego a pensar que só, não me martirizo tanto... chego a desejar no último nanosegundo da hora... a paz que a solidão já me trazia antes de entrares na minha vida. É tão desgastante ter-te e não te ter ao mesmo tempo. O peso que a espera tem causado, a insegurança, a tristeza, a solidão  .... tem sido demasiado duras. A culpa é sempre da intensidade com que nos partilhamos antes a tantos níveis, sempre ali a toda a hora... não existiu equilíbrio tanto que a balança pesou e doeu. Ainda dói...


"Eu sou um aeroporto. Chegadas e partidas são a única certeza na minha vida!" Lucas Silveira



quarta-feira, agosto 17, 2011

Amor Pacífico e Fecundo

 
Não quero amor
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.

Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!

Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"

 

terça-feira, agosto 16, 2011

Third Week


É complicado... tão complicado...Já passaram 3 semanas, já só falta mais uma. Começo a entender que por vezes a complexidade, somos nós que a criamos, somos nós que formamos uma ideia, somos nós que criamos o enredo. Sou eu, que sou complicada. Tu dizes que ambos somos simples, que tu não és complexo e eu sou. Parece tese, antítese e síntese. Se antes não fui exigente o suficiente, agora parece que o quero ser à força. Não pode, não posso. Ouvi familiares meus a dizerem que sou demasiado exigente comigo mesma. Sou e não sou, tantas vezes o que queria ser. Sinto e vivo tantas vezes o que não queria. Tenho sido exigente... à minha maneira, não deixo nada por dizer... digo directamente o que sinto. Trago em mim um cansaço tremendo do oculto, vivi demasiado tempo numa incerteza, na tentativa de compreender tudo, de ser o mais compreensiva possível, a melhor pessoa possível e acabei por me destruir com tanto sofrimento e tristeza. Por ir ao contrário e percorrer caminhos que não queria por pura devoção. Querido se sou assim agora contigo, é porque quero que contigo seja diferente. Quero saber que desta vez, não sofri em silêncio, fui o mais genuína possível e quero sentir que me queres assim.. com reclamações, mau humor, dias cinzentos e todas as coisas boas. Estou a esforçar-me. Perdoa-me a complexidade... Eu sei... que não mereces os reparos. Tens estado mais presente todo este mês.. apesar de distante fisicamente que muitas pessoas que estiveram ao meu lado anos a fio. És-me fiel. Estás presente. Eu ainda não acredito. Também estou a fazer a aprendizagem... aprender a ser cuidada em vez de cuidar sempre eu... Como dirias... interessa-me o que está para vir... Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Domingo da próxima semana.... vai ser a loucura! Can't wait!...

Hardest Thing in the world




"They make it look so easy... Connecting with another human being...
It's like no one told them that it's the hardest thing in the world." 

Dexter, Season 5, Episode 12



domingo, agosto 07, 2011

Second week...

Depois do mau tempo... da insegurança, da melancolia. Finalmente os primeiros mergulhos do ano. Tão bom. Tão simples. Tão pouco. Mas já deu para me sentir viva, respirar fundo libertar-me de tantos pensamentos negativos e sem fundamento. Sou um ser de rotinas, sou um ser que gosta da estabilidade que as rotinas garantem. Mas também sou rebelde e livre e se hoje me apetece evadir, fazer loucuras, horas a fio, fechar-me no meu casulo, pegar no carro, passear, não importa o quê... é porque preciso disso. Odeio tudo o que me impede de ser e sentir o que sou. Tudo o que me prende os movimentos. Odeio ter a capacidade de sofrer sozinha e em silêncio tempo imenso. Odeio esta vertente negativista que pesa sempre mais... habituei-me demasiado a ela. Espero sempre o pior, faço birra comigo mesma, dou cabo de mim com a complexidade insustentável que as minhas nuvens conseguem alcançar. Somatizo, passo mal, não durmo, sinto um aperto no peito.. e depois só muito depois.. acalmo... O inferno sou eu... e as minhas inseguranças perante o desconhecido.

"São mil e umas
as noites em que não bato à tua porta
e vens abrir-me..."
Ana Hatherly

sábado, agosto 06, 2011

Most ardly kiss

Existem momentos que não esquecemos. Formas de estar, viver e sentir. Não me lembro com a precisão como consigo reavivar neste preciso momento a intensidade de um beijo... não de vários. Um beijo intenso...com vida, o culminar da intensidade e vivência. A delicadeza e a tentativa de sugar tudo dos momentos delicodoces, de absorver vida. Os nossos lábios foram o expoente máximo de uma intensidade que trago gravada, despertando vezes sem conta o desejo ardente de o reviver. Pergunto-me porque nunca me beijaram assim, como nunca senti esta intensidade e uma vontade incontrolável de estar à altura das sensações e emoções, de dar e receber pelo puro gozo de elevar a fasquia de alcançar o nível máximo de adrenalina.



Ainda palpitante voa um beijo.

Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.

E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...

Alexandre O'Neill, O beijo in 'No Reino da Dinamarca'




terça-feira, agosto 02, 2011

One week ...

A vida dá muitas voltas, faz-nos pensar e repensar o modo como agimos, porque agimos ou porque não o fazemos. Quando deixamos de viver espontaneamente e demasiados pensamentos nos ocupam a mente, toldam a forma como agimos, como vivemos. Pensei demais, pensámos demais e o preço foi pagarmos por não vivermos juntos logo agora... Visto de fora parece tolice. Visto de dentro ... não era preciso já um teste destas dimensões, não era preciso... Não somos tão fortes quanto já queríamos ser. Eu não sou, nem pretendo. Eu a esta altura do campeonato não tenho estrutura para aguentar dias cheios de cor... tão preciosos para depois ser novamente privada por tempo indeterminado... Estou... sou frágil e instável como o tempo, preciso de segurança, não quero mais incertezas e não vida. Ao olhar-me sei que já não sou a pessoa saudável que um dia fui. Sou apenas eu com as minhas sombras e nuvens e tornei-me numa pessoa que precisa de saber e sentir... Existem estudos que comprovam que não aguentamos fisicamente o estado de paixão pois é demasiado esgotante emocional e fisicamente... e por isso os sentimentos vão mudando, as relações vão sofrendo alterações e vão crescendo ou não. Quero dizer que sinto paixão... mas já nem sei os seus sintomas... se são inquietação, insónias, um aperto bem forte quase falta de ar... uma esperança absurda de que as próximas semanas deixem de existir... então é isso.


quinta-feira, julho 28, 2011

Ordinary Days

Life goes on... so slowly without you. Ok, é tempo de férias. Desafio aceite, um mês inteirinho afastados. Vida porquê isto agora? Quem disse que iríamos aguentar? Quem disse que ia ser fácil? Quem? Not me! Not you! E, ainda assim calei-me com a maior das tristezas. Achei que ia ser fácil, que ia ser muito madura, que ia passar a voar. Not! Miss u like hell! É mais fácil ceder à tristeza. É mais fácil ficar sem fôlego, sentir o desespero e as lágrimas a rebentar. Puro medo de perder tudo, não não me tirem este momento, não me tirem a vida, não me tirem por favor. A distância mesmo com as tecnologias existe, mói, remói e volta a moer. Será que as relações efectivamente sobrevivem às distâncias? Os dias não são iguais, a vivência não é igual. As saudades misturam-se com maresia e areia, distracções, livros, música, mas nada nada me contenta ou sossega. Já pensei ir comprar uma tonelada de livros, já pensei marcar os dias no calendário para ver se passam a correr... tolices.. parvoeira dos dias vazios. Quero crescer... acreditar deixar de me sentir minada pelos maus exemplos anteriores. Acreditar que sou capaz, que somos capazes... quero ser madura, criar alicerces, crescer... mas é mais fácil ficar com uma neura dos diabos e fazer birra. Está a custar-me, está a custar-me horrores. Estou a crescer? Estou a  sentir? É esta angústia que se sente?

sexta-feira, julho 22, 2011

Voa



Voa ... Voa borboleta deixa-me acreditar que a liberdade vale a vida que ainda pode ser vivida nas asas do teu voar. 


Shuuu..........

Era uma noite como tantas outras.... (cont.3)


O plano era... não existirem limites temporais naquela noite. O jantar...Depois o passeio. Os primeiros beijos, o primeiro abraço. A entrada num mundo e espaço físico desconhecidos... Tantas e imensas sensações. E se não houvessem mais horas já teria sido maravilhoso. Mas a vida decidiu ser gentil e presenteou-os com mais uma madrugada inteirinha... E tão doce.. tão sentida. Não existem palavras para a intensidade com que se sentiu amada. Nunca existiu beijo mais perfeito, abraço mais sentido. Partilharam-se com uma intensidade notável... com o maior dos sorrisos. Sem dúvidas. Com a certeza inabalável de se poder confiar e partilhar o mais profundo dos seres e sentimentos. Seria cedo... devíamos esperar... Nahhh já esperaram uma vida, não existem regras para os momentos perfeitos.. simplesmente acontecem e são tremendos. Inesquecíveis.  Ambos completamente sem fôlego, e sim foram os imensos beijos mas também o estado de choque que se instalou na mente dela. Ele também não queria acreditar. Sentia tudo.. Aquela dormência... não isto não existe... existe? Não!Sim? É real? Rewind... Espera ... Sim, estou aqui. Não vou fugir. Pára tudo......! Só mais uma vez... que é para ter mesmo certeza, e outra e mais outra.... É verdade! Inacreditável. E a paz foi-se instalando... tomou conta deles... adormeceram... Não... ele adormeceu. Ela levantou a cabeça semi-adormecida, olhou para o lado.. olhou para o espaço... sim agora pertencia ali. E eram imensos... os pensamentos que jorravam do seu olhar esgazeado ... Mas naquele momento dormir era a resposta perfeita a todas as suas perguntas. Finalmente dormir... sem insónias, sem pesadelos.. Dormir em paz... simplesmente!

quarta-feira, julho 20, 2011

Era uma noite como tantas outras.... (cont..2)


Um dia ... ela no seu sofá de casa ... pensou... nunca vou poder partilhar o sofá a ver um bom filme com alguém especial. Assim deitadinhos, enroscados, como gosto bem quentinha. Pensava que esse era um privilégio de muitos a que nunca teria direito por força das circunstâncias... E sofria quando pensava nisso. Era um desejo simples ... mas parecia tão difícil de concretizar.
Noutro dia ali estavam ambos no sofá e esse seu desejo percorreu-lhe a cabeça. Sorriu... quis partilhar esse seu pensamento mas pensou que seria tolice. Abraçaram-se com intensidade, ela sempre adorou abraços, beijos dão-se a toda gente mas abraços só uma pequena percentagem de pessoas os dá... Beijaram-se como se a noite não tivesse fim, como se o sentimento que ambos nutriam fosse esgotar a qualquer momento, como se tivessem que aproveitar cada segundo... e a vivência com este tipo de pensamento torna-se numa experiência poderosa e intensa. Ele mostrou-lhe as divisões da casa, abriu-lhe o coração e dançou rodopiou com ela pela mão num sorriso desmedido. Ela entrava em cada espaço que ele lhe abria como se uma luz incandescente a envolvesse e abraçasse. Parecia fora de si, era outra pessoa a viver uma experiência, o seu verdadeiro eu estava completamente noutra vida, numa vida em que o amar alguém ... era a sensação mais próxima de afecto. E de repente do nada... transbordava sensações, sentimento, vida...