quinta-feira, julho 15, 2010

Electro[cardio][grama]

Batimento cardíaco acelerado ou não! Bloqueio incompleto do ramo direito! WHAT? Dá para rir ou até mesmo chorar. Na vida as analogias ou metáforas que se podem fazer são inúmeras, que timming. Não sei o que pensar, não sei o que sentir. Sei apenas que não estás comigo.Será também um bloqueio? Terá esta estrada um fim? Por onde andas e quem és tu verdadeiramente?
Existe algo de subtil no silêncio, na espera incessante e no vazio. A prova cabal é a sua existência. E quando sinto que isto não é viver lamento pelos segundos, minutos, horas e dias perdidos. Viver e não sobreviver será um lema arrojado dos corajosos? Assola-me pensar que já não tenho idade para o CARPE DIEM porque existem responsabilidades e quando acordo no dia seguinte viver por viver não basta. Existe algo de maravilhoso e belo quando não se viveu por viver mas se construíram momentos significativos e inesquecíveis de partilha.


sexta-feira, junho 18, 2010

One DAYYYYYYYYY!




Existem dias e dias. E esta semana houve um dia que no espaço e no tempo em que me cruzei com esta música e senti uma profunda necessidade de a partilhar. Pela música, pela mensagem, por todos, por mim e por ti. Dias depois ainda a ouço e não consigo parar de contemplar a sua grandeza. Isto é arte... e eu sinto-me privilegiada de ter tido acesso a algo tão mágico, tão simples e tão bonito. E as minhas palavras são pequenas.... 

REPEAT MODE, DANCING FREEEEEEEEEE! 

terça-feira, junho 15, 2010

A chuva ouviu e calou...



Dos momentos mais espontâneos surgem as maiores incógnitas! E a voz some-se, o arrepio à flor da pele ... sim é real e aconteceu. E desta vez não vou perguntar nem tu vais responder ou evitar. Existem momentos em que as palavras não conseguem ganhar força. Em que a lágrima é maior, mais sublime! Saudade, saudade é pouco! Dói! Sinto-te aqui como se nunca tivesses partido, tantas e tantas dolorosas vezes. A história fica para contar. Entorpecem-se emoções, pára-se no tempo por minutos. Respira-se fundo e recomeça-se... E é inevitável não olhar para trás. Foi tão intenso, tão doce, tão nosso.

quarta-feira, junho 09, 2010

Fases ....

Cheguei a uma altura em que simplesmente deixo correr a ver onde a vida me leva. Existem objectivos e lutas diárias. A minha vida nos últimos anos caracteriza-me pelo oito e pelo oitenta ou tudo ou nada. Fases antagónicas e difíceis. Muita instabilidade, muitas lágrimas, muito suor. O tempo passa a voar estou no oitenta e num abrir e fechar de olhos voltará o oito. Os amigos que estão longe e apesar de tudo compreendem e fazem do longe perto. Adoro-vos do fundo do coração, obrigada por me fazerem acreditar que a amizade existe mesmo apesar da distância. Obrigada pela partilha de um simples sorriso, uma mensagem, uma imagem, uma música. Pedacinhos que guardo valiosos. Vejo vidas no dia-a-dia tão sofridas que me sinto pequena e feliz por ser quem sou e ter a família que tenho apesar de todos os desejos e aspirações. Todos os dias penso em ti e porque demoras a abraçar-me. Porque não és de sorriso fácil e meigo. Gosto de ti, tanto. E não gosto de ti porque não lutas, escondes-te na sombra envolto nos segredos que guardas de ti e de todos. Chega a ser fascinante ver-te, sentir-te também a lutar todos os dias em silêncio. Respeito muito a tua própria luta. A temperatura diminuiu e agrada-me, já não sou a mesma não suporto tanto o calor. Sabe-me bem o vento fresco na face, o friozinho dos dias cheios de trabalhos e vazios de ti. Já está a findar a minha capacidade de manter os olhos abertos coisas da vida. Existe algo de mais maravilhoso que adormecer com o cansaço de um belo dia de trabalho? Existe mas não vamos falar disso! Boa noite!

domingo, abril 25, 2010

Heroes and Saints by Nikolaj Grandjean



Turn the lights down
Rest your case
Leave me lonely, sugar
This honeymoon is alright
State your rights lightly
Leave your wicked minds outside
Time has come, to rest these tired eyes
Forever on, these sacred given vows will sit around by me They're stronger than anything, than anything
Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints, better stand by our side now
By our side
Reason says -
Please don't break,
Fortune is the way it swings
Surely we'll get by.
Treason lives, and whenever I preach
Deep within, these promises fade.
For lullaby song on these nights of ours
Place our bets in here
To be stronger than anything
Than anything
Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints, better stand by our side now
Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints stand by our side now
Night is alright
Night is okay
Inside your arms the right fire
God forbid, we'll get ourselves burned!
Heroes and saints stand by our side now
On these lonely nights of ours

Novas Oportunidades



Se existem pedidos que fazemos para nós próprios ao longo da vida são oportunidades para podermos demonstrar quem somos tanto nas relações pessoais e sociais como nas relações profissionais. Não pedimos ou pensamos simplesmente em oportunidades, pensamos em novas oportunidades que mudem algo, tragam algo de novo decisivo nas nossas vidas. Pois bem, eis que surgiu uma nova oportunidade... mais uma vez temporária e que demorei a entender face às condições inerentes. Substituir alguém é sempre ingrato para quem substitui e para quem irá ser substituído. Existe sempre uma possibilidade de comparação mas isso no caso nem importa. Não existe comparação possível. Experiências novas de facto estou a ter e a desenvolver. Estou a aprender muito, agradeço a sensibilidade e paciência de quem integra e acompanha. Mas a questão que me assombra de momento é a realização pessoal. Tenho que dar uma oportunidade nova a um contexto novo que nunca pus hipótese espontâneamente. As condicionantes do mercado de trabalho assim obrigam, e a sorte conduziu-me por este caminho. Sei que a experiência não é muito diferente de outra à qual me rendi e na qual me sinto ainda hoje realizada. Mas ... novamente me questiono porque me adapto facilmente ou dificilmente mas sempre com o mesmo empenho e dedicação. Realizada ou não? É cedo para respostas. São dias de trabalho intenso.. mãos à obra!

segunda-feira, março 08, 2010

(Des)esperar...


Dou comigo a pensar ... pressões à parte. Apetece-me mandar tudo para o alto. Na incessante procura de emprego a palavra experiência começa a fazer-me alergia. Como poderão as pessoas desenvolver experiência se não lhes é dada uma oportunidade.
E na vida pessoal? A experiência conta e de que maneira. Se pudesses não cometer os mesmos erros talvez não cometesses mas seriam tão doces as experiências, tão vividas e sofridas? 
O que será preciso para crescermos verdadeiramente para além dos momentos de sofrimento e todos os obstáculos. Tenho para mim que são as oportunidades, as pessoas, os momentos, a cultura, a arte mas sobretudo a vida.  Saúde faz sempre falta. É dificil manter a cabeça sã nos dias que correm. Depois do oito e do oitenta entendo cada vez mais a importancia do equilibrio. Tomei decisões nesse sentido. Protegi-me da não vida e voltou o vazio. Todos os dias procuro alternativas e todos dias penso "ainda não foi desta." Passa uma semana, passam duas, um mês, ok quando se chega a um ano as coisas pesam. Como uma mochila que carregamos às costas com os dias todos de luta, de espera, de fé que ao fim ao cabo seriam positivos e dar-nos iam forças mas começam a pesar tanto mas tanto que ansiamos desesperadamente o dia em que pousamos a mochila. O dia em que a esvaziamos para colocar dentro forças, mantimentos para uma nova viagem ou direcção.
Estou verdadeiramente sem forças. Quero sair e ir pelo mundo viver. Tenho feito tentativas imensas. Estou em casa apetece-me sair, estou fora apetece-me estar em casa. O ânimo esgota-se depois de tantas tentativas, de tanta luta. Não tenho tolerância para exigências. Os meus amigos sabem que podem contar comigo e eu sei que posso contar com eles e mais não é preciso. Uma das maiores aprendizagens a amizade sim precisa de ser alimentada mas com a adultez, as responsabilidades e a distância e não queiram lá ver com a Internet os meus amigos podem estar mais próximos que os que estão próximos fisicamente. Amo a liberdade! Tudo o que me prende cansa-me. Tudo o que não me respeita ofende-me. Quero acreditar que vai ser amanhã. Que vou acordar e vai ser amanhã. Mas se não for ... só peço forças para mais um dia e que a luta e o pesar dos dias não me tornem numa pessoa ainda mais pessimista, amarga e ansiosa. Amanhã... é dia de (des)esperar... porque embora não vejas não te sintas no direito de criticar estou a lutar.


sexta-feira, março 05, 2010

learn how to fly...



Baby look at me
And tell me what you see
You ain't seen the best of me yet
Give me time I'll make you forget the rest

I got more in me
And you can set it free
I can catch the moon in my hands
Don't you know who I am

Remember my name
Fame

I'm gonna live forever
I'm gonna learn how to fly
High

I feel it coming together
People will see me and cry
Fame

I'm gonna make it to heaven
Light up the sky like a flame
Fame

I'm gonna live forever
Baby remember my name

Remember

Baby hold me tight
Cause you can make it right
You can shoot me straight to the top
Give me love and take all I've got to give

Baby I'll be tough
Too much is not enough
I can ride your heart til it breaks
Ooh I got what it takes

Fame
I'm gonna live forever
I'm gonna learn how to fly
High

I feel it coming together
People will see me and cry
Fame

I'm gonna make it to heaven
Light up the sky like a flame
Fame

I'm gonna live forever
Baby remember my name
Fame


 

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Retalhos



Tenho saudades. Saudades de acordar e tudo fazer sentido. Ou pelo menos de ter uma meta e lutar por ela. Ok estou a dramatizar eu tenho metas. Mas sinto uma descrença incrível nas pessoas.

Tantas histórias para contar… mas sinto-me sem asas para voar quando não sei onde pára o teu olhar. Sinto-me sem chão, sem céu.

Como uma ilha… sem alguém para partilhar o sol dos dias, a chuva refrescante, a beleza das paisagens. Sinto falta de a toda a hora e em qualquer lugar poder correr para ti. Sinto saudades de perder o controlo, de viver por viver, de correr para ti contra tudo e contra todos e sentir-me bem. Sentir-me viva. De olhar para o teu sorriso com a sensação de missão cumprida. De ser feliz aos bocadinhos… como uma manta de retalhos que se vai construindo pedaço a pedaço. Sim eu sei que os retalhos são pouco face ao que merecíamos. As pegadas da vida resultam das decisões mais difíceis. 


quarta-feira, janeiro 27, 2010

Chocolátra


Depois do natal e com o ínicio do ano... o mês de Janeiro é critico. Muito mesmo. E este ano em especial... não é que me ofereceram um fondue de chocolate :)))))))) se existe um deus foi a pessoa maravilhosa, criativa, fascinante que inventou o chocolate. Mas o verdadeiro problema persiste... são as caixas de chocolate que me ofereceram ali... marotas a piscar o olho.... :p não resisto. Se existem prazeres na vida, comer chocolate é sem dúvida um grande prazer.

 Na época de estudante eram ração de combate em época de exames, mimos que motivavam e acompanhavam as horas infindáveis de estudo. Belos tempos!!!
Estou a envelhecer, a mudar ... dou comigo a pensar em coisas simples e a sorrir. Mais uma dentadinha... yummmmiiiii :))))))). 



quarta-feira, janeiro 20, 2010

Last drops...


Olho para vós já a despedir-me ... absorvo cada um, os sorrisos, as malandrices, os amores e desamores. Custa deixar-vos depois de lutar tanto por vós, depois de me dar de alma e corpo. Estou esgotada, vou em paz. Fiz o melhor que pude. 
Meu querido pequenino quando vieste cantar-me ao ouvido a música "Eu dava tudo para te ter aqui.." emocionaste-me mais do que algum dia poderás perceber. 
A noite que passámos juntos no hospital, em que te tive nos braços como um filho e muitas vezes me chamaram de mãe por engano ... foi para mim exemplo claro do colo que precisas e precisarás.
Sinto os vossos olhares na contagem decrescente... agradeço aos mais velhos o carinho sempre a alertarem os mais novos para os bons modos e a educação comigo. Gritar não é de todo solução para nada...
Existirão pessoas lá fora que não entendem o quanto me absorveram ... lá fora tudo é diferente. Este pequeno ninho com prefeitos e defeitos é só vosso e será. Aproveitem o carácter temporário... aproveitem a vida.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Almost there ...


Falta pouco muito pouco para os dias de privação do sono acabarem. E sinceramente parece mentira. Apesar de levar desta experiência uma bagagem tremenda que não esquecerei nunca... aqui vou eu. 
Abram alas quero deslizar ... quero ir. Quero tanto que me dói. Dói-me a partida. As relações humanas são sem sombra de dúvidas controversas. Daqui reforço a crença inabalável de que não se pode confiar em ninguem e que de facto existem pessoas que valem a pena. É preciso é conseguir reconhecê-las, cativá-las e preservá-las. 
Meus amores nunca me senti tão enternecida. Agora que sabem da minha partida tenho direito a beijos, abraços e mimos nunca vistos. Finalmente vejo em vós o reconhecimento apesar de tarde e de modo inesperado. No fundo vocês sabem quem vos cuida e reconhecem mas são mauzinhos ao ponto de nos fazerem a vida negra só porque sim. Porque está na idade de testar os limites, de ser cool ou o mais mal comportado. Simplesmente porque sim. 
Onde quer que esteja, onde quer que vá vou em queda livre de braços abertos. Feliz e orgulhosa de ser genuina em cada gesto, atitude e comportamento. 




segunda-feira, janeiro 04, 2010

Getting away...



"We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
Getting away with it
Getting away with it
That's the living
That's the living"


James, Getting away with it (all messed up)

Carta a vós, a 2010...


Espreito 2010 ainda com o pé em 2009. Arrepio-me do que não prevejo, do inesperado, do não previsto que está para vir. Tenho medo, apavora-me o que virá, 2009 foi um ano com muitos altos e baixos. Mais baixos que altos é bem certo. Eu nunca gostei de números ímpares pode ser que o próximo seja melhor. Uma coisa é certa, inicio 2010 com uma decisão não me sujeitar ao que a vida me dá, lutar pelo que tanto desejo. Dentro de 3 semanas serei outra vez um pássaro a voar à procura de ninho. Mas serei um pássaro livre e feliz das suas convicções. Preciso tomar decisões mais vezes e melhores, adeus laisse faire. Adeus não vida! Adeus tirania, adeus exploração! Peço apenas saúde e trabalho. Saúde, paz de espirito, qualidade de vida. Trabalho por favor quantos forem precisos até conseguir aquele! Formação profissional e pessoal bastante por favor, é me indispensável sentir que não estou a estagnar. 
Amor... amor não peço. O amor não se pede, existe ou não existe. Cresce como quem não vê, atropela tudo e todos, e no fim é mutuo ou não. Peço apenas rasgos de luz, esperança e muita inspiração. Agradeço todos dias as pessoas maravilhosas que passaram pela minha vida e permanecem cá dentro. Amigas, amigos e amores. Querida família vocês são o pilar, não existem palavras e gratidão suficiente que se expresse em palavras. Aturar-me não é verdadeiramente fácil. 


Despeço-me com um grande abraço porque beijos toda a gente dá. 



Here goes nothing! **





sábado, dezembro 05, 2009

Silent night...


Silent night... Vejo as luzes ao longe e a noite vestida de um véu negro triste. Pondero e penso em muitas coisas ao mesmo tempo. Tantas que é impossível adormecer mesmo estando a cair de sono a qualquer momento. Arrepio-me só de pensar na confusão em que me meteram. Desvio o pensamento para não me martirizar mais com infortunios e com a tristeza de que as pessoas de facto não sabem ser humanas.
Penso em ti. Sempre em ti e não sei porquê e para quê. Já era mais do que tempo de te deixar ir. E às vezes sinto que me tratas como se já tivesses ido de vez faz tempo. Mas não continuas aqui.  Sinto que andas a cuidar da tua vida e é assim que tem e deve ser. Conta-me, quero saber que estás a viver. Preciso de saber que não continuas isolado no teu mundo. Apesar de tudo continuas aqui de uma forma que sufoca, de um modo incontrolável que me faz querer correr para ti e esquecer tudo o resto como tantas vezes o fizemos. Iludo-me num pensamento desviado da realidade, será que sim? Não não vou escrever que as coisas ditas ou escritas assumem proporções e como eu queria que se tornassem realidade. Não posso esperar o que não existe. Mas posso deixar-te ir. Tenho que te deixar ir por entre os dedos e esquecer a tua pele doce e esguia, esquecer o perfume dos momentos que viviamos. Ir em frente... deixar que as pessoas entrem na minha vida pela porta da frente e não deixá-las do lado de fora à janela. Ser personagem principal e activa na minha própria história. Acreditar nas pessoas e seguir em frente. Tenho medo, tanto medo de voltar a fazer escolhas erradas.  E quando vejo pessoas com as quais sinto afinidades não me deixo levar. Penso sempre que é a minha cabeça a construir castelos na areia, analiso as possibilidades e não me dou a oportunidade de dar o passo em frente. Mas olhando para trás, não me arrependo. A teoria de que não existe felicidade mas sim momentos felizes, alimenta as maluquices do passado. Faz-me sorrir de satisfação. Fui feliz contigo apesar de não te dares a cem por cento, nem mesmo a cinquenta. Estás aqui hoje, como estiveste ontem. Sei que te vou perdendo aos poucos, a memória não está activa nos pequenos pormenores... sentida pela tua ausência, pela distância que uma relação frágil não supera. No entanto não consigo evitar, penso em ti e trago-te comigo. Shiiiiuuuu.... É apenas o silêncio das noites ... sem ti ...!



quarta-feira, novembro 25, 2009

Misunderstood

 
É verdade que a vida nos embrutece. É verdade que tenho a mania de fazer tudo correcto de não falhar e ponho as coisas em prática com rigor. Mas isso não dá o direito às pessoas de interpretar o meu trabalho de forma fria e muito menos vazia. Sou eu em cada segundo, posso não abraçar ou andar contigo ao colo mas acompanho-te, estou atenta, preocupo-me o suficiente não para te vigiar como entendes mas para ver constantemente se estás bem. E tu não entendes, vocês não entendem. Sou contra determinadas regalias, sou contra coitadismos, sou a favor do crescimento interior nos momentos de crise, de afastamento, nas distâncias percorridas nesta vida. Tenho-vos comigo, desejo-vos o melhor possível. É certo que diferencio quem merece mas me esforço por não o transparecer. Hoje quero apenas dizer-vos baixinho enquanto dormem... que estou aqui e que podem contar comigo. 
 
Não vos vou abandonar... vou em breve... para o bosque porque quero viver deliberadamente, sugar todo o tutano da vida, aniquilar tudo o que não é vida. 
 
Um abraço minhas pestinhas e amorzinhos!

quarta-feira, novembro 18, 2009

Gravity






Something always brings me back to you.
It never takes too long.
No matter what I say or do I'll still feel you here 'til the moment I'm gone.

You hold me without touch.
You keep me without chains.
I never wanted anything so much than to drown in your love and not feel your reign.


Set me free, leave me be. I don't want to fall another moment into your gravity.
Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.
But you're on to me and all over me.

You loved me 'cause I'm fragile.
When I thought that I was strong.
But you touch me for a little while and all my fragile strength is gone.


I live here on my knees as I try to make you see that you're everything I think I need here on
The ground.
But you're neither friend nor foe though I can't seem to let you go.
The one thing that I still know is that you're keeping me down

Sara Bareilles


Emocionalmente (in)disponível



Sinto-me emocionalmente indisponível, frágil, tão frágil que se me agarram vou estilhaçar em própria defesa. Com medo de quebrar, de novo vezes sem conta, de ceder, de não ser eu mesma. Sou só eu à alguns anos mas sou eu a resolver-me. Sou eu perdida no meu próprio deserto, a construir trilhos e uma longa caminhada até conseguir voltar a confiar. A conseguir dar-me como se não houvesse amanhã, a sugar todo o tutano da vida. Estou a ir, passo a passo. Pegada ante pegada, hesito antes de pisar o chão para não cair novamente. Estou por aí ... a abastecer forças para uma vivência plena, o mais saudável possível. Merecidissima! Mas ainda é cedo... não me pressionem, não inventem arranjinhos, não por favor! Não existe coisa mais lamentável a meu ver, não entro nesses esquemas. Sou genuina nos afectos, apaixonada o suficiente para não ir por aí. Sei que estás aí algures... e vou sem pressa ao teu encontro meu amor.


Tropeçar na vida...


Sei que um dia vou tropeçar! E também sei o quanto a vida muda de um dia para o outro. O futuro tem tanto de incerto como de inesperado. A vida segue lá fora como diz a música da Moniz. O passado volta inumeras vezes, passa na televisão com um futuro promissor, manda-nos emails a perguntar onde andas? Passa meses sem dizer nada mas volta sempre ao pensamento. Olho para trás e sorrio até rir à gargalhada, ou então não, fico pensativa e estrago logo a pintura com aquela lágrima marota que vai chamar as restantes. Ontem adormeci a pensar em ti. E hoje outra pessoa fez-me lembrar vivências tão intensas que me fizeram sorrir e orgulhar de quem fui e do que vivi. Agora chegando ao inicio da madrugada e talvez mais lúcida e consciente por incrível que pareça penso que devia ser proibido certas histórias acabarem sem explicação ou sem o verdadeiro entendimento. Foste a maior das lufadas de ar fresco na minha vida, o aventureiro dos aventureiros, o romântico dos românticos. Em 3 meses intensos o melhor dos amantes, o mais apaixonante, o mais criativo e intenso. Trocaste-me e foste sem uma palavra pela Europa fora e eu soube sempre em segredo pelo teu amigo em que cidade estavas, o roteiro exacto dos teus passos. Jordânia, Turquia, Azerbeijão, Paris...
Mas nunca por ti, uma única palavra. Ensinaste-me a olhar a vida, como tanto precisava, pintaste paisagens em mim, passeaste comigo pela nossa eterna Coimbra, trouxeste-me flores e vida. E foste ... de todos a maior das aprendizagens. Não lido bem com o abandono e nunca compreendi aquele abraço que quase me esmagou naquela serenata de finalistas que tanto significou, um ano depois ....e especialmente depois de nunca ter tido noticias.
E de todas as aprendizagens o poema eterno que me declamaste pela noite dentro de capa, batina e cartola. Sabias que o digo sempre que a vida não corre bem... digo-o baixinho e no instante imediato aquelas palavras fazem sentido. Mostram o caminho... Hoje é dia de o repetir... Um abraço forte.


domingo, novembro 08, 2009

Longe do mundo...



Parece-me que estou a ter um pesadelo de longa duração desde Agosto. 3 meses que me marcaram de um modo irreparável. stress, mau-estar e sofrimento. É impossível passar indiferente a realidades tão negras e tão pouco coloridas. E impossível não ficar afectado quando vemos jovens a degradarem, a tomar decisões que os irão perseguir para o resto da vida. Por muitos esforços que tenhamos para que o dia-a-dia possa evoluir com naturalidade simplesmente o mau-estar generaliza-se. Ordens superiores incompreensíveis! Parece que anda tudo doido. Será possível haver paz? Entro numa nova etapa é preciso saber parar quando atingimos o limite. A saúde vem primeiro, cedi ao que mais resisti até ao momento. Entrei no mundo dos ansioliticos para já de origem natural. Iniciei medicação para dormir. Todos estes problemas e as pessoas ainda sobrecarregadas com estes horários infernais. Turnos e mais turnos inexplicáveis. Não suporto injustiças e sobretudo não suporto exploração.
Tenho dito! Será que alguém ouve?