Sinto-me a esvaziar o coração, a esgotar-se qualquer réstia de sentimento puro. Quero sentir raiva por te ter deixado afectar-me assim e nem esse sentimento me arrancas. Nunca soubeste verdadeiramente que podias ter, o melhor de mim. Uma amizade pura e envolta de ternura . Mas não afastas-me, afastas-te, afastas o que fica de mais puro e comprovas a teoria de que a amizade é mesmo só daqueles que a sabem verdadeiramente preservar e sentir. Existem pessoas que não estão aqui todos os dias, e que estão cá dentro, sei que se gritar no instante seguinte as tenho aqui e dói-me que não sejas uma dessas pessoas. Gela-me o coração, é quase que inacreditável. A determinação às vezes é mal interpretada, a vontade de demonstrar que estamos lá pode ser entendida como negativa, ou imposição. Mas não te convenças disso! Não te enganes mais do que me enganas a mim. Não tolero rótulos para a pureza dos meus sentimentos.
Os dias azuis são e serão sempre dias felizes. Se não fossem os dias azuis eu não seria quem sou...
quarta-feira, dezembro 01, 2010
domingo, novembro 21, 2010
Sussuro...
Abraça-me, não me deixes em silêncio. Acorda-me desta dormência que a dúvida causa. Diz-me que é mentira, ou verdade, o que os meus olhos querem ver e o que o meu coração sente. Dá-me motivos palpáveis para acreditar. Embala-me em sons que só tu sabes que são nossos. Dá-me luz, vida ou então, não me dês nada para depois me voltares a tirar o sorriso do rosto. Desperta-me com o teu beijo doce, com a sensibilidade tão singular que só tu me transmites. Arrebata-me a alma, faz-me vibrar. Incendeia a minha vida aqui e agora. Emite sinais de luz, de espontaneidade, de vida.
Ou então, deixa-me de vez, deixa-me sem te respirar tão perto, sem ouvir os teus sussurros, sem sentir a tua liberdade nos meus poros, sem conseguir cheirar o aroma fresco e jovial que emanas. Faz desvanecer a admiração, a ternura e o sorriso feliz que mora cá dentro. Diz-me baixinho!
quarta-feira, novembro 17, 2010
domingo, novembro 14, 2010
Vida!
Tenho medo. Tenho mesmo receio de estar a desaparecer. Ok, não é de estar a desaparecer, é de estar num estado de pouco equilíbrio em que o trabalho pesa mais que tudo e me absorve. Estou a viver outras vidas que não a minha, e ao mesmo tempo a viver a minha como se tivesse um colete de forças. Choro, vivo, lamento e sofro com eles. E dói, dói demais saber certas coisas. A vida ensina-me muita coisa e cada vez mais. Mas vida, às vezes não sei ler as lições como devia. Não sei deitar a cabeça na travesseira para dormir e esquecer. Vivo tudo demais, com profundidade, com sentimento desmedido. Vida, estás aí? Não me deixes cair mais, não me deixes desaparecer. Lembra-me todos os dias que as épocas de sacrifício valerão a pena, sim? Lembra-me, que existe afecto, tacto, visão, olfacto, sensibilidade e vida para além da minha. Adrenalina e amor. Não me deixes esquecer.
segunda-feira, novembro 08, 2010
Lentes adequadas?
Sussurro para mim mesma que não é verdade. Que os meus olhos querem ver e ouvir aquilo que eu mais desejo que aconteça. Às vezes desejamos tanto que aconteça aquilo com que sempre sonhamos nas profundezas do nosso ser. Mas chegamos a um ponto em que nos colocamos em dúvida. Estarei a ver a realidade que quero ver com as lentes adequadas? Quero ver com nitidez sentir com nitidez, viver com a pureza das emoções ser livre sem ser verdadeiramente livre. Quero voar com asas na direcção partilhada, quero ver aqueles filmes e aquelas séries, quero sentir e ter a certeza que é verdade.
domingo, novembro 07, 2010
Void
Hoje acordei com a estranha sensação de vazio. Com a sensação de que aprendi tanto com a vida, de que aprendo todos os dias com a vida dos outros que me passa pelas mãos. E a cada dia que passa sei, que muita coisa tem que mudar, muita coisa tem que acontecer. Sei que está nas minhas mãos o poder de iniciativa. Vejo pessoas com uma sensibilidade que me arrebata, quero tê-las por perto mas não saio da minha concha. Porquê? Por respeito a outras pessoas, por regras que imponho a mim mesma, por receio de ser mal entendida e parecer ridícula. Estou cansada de ter tantos princípios, de assumir demasiado as responsabilidades e não conseguir olhar para o meu umbigo mais vezes. Cansada de não exigir o que de facto mereço do mundo e das pessoas. Cansada do silêncio, cansada da não vida, cansada de não estares aqui para me abraçar.
sábado, novembro 06, 2010
terça-feira, novembro 02, 2010
Beaucoup...
Penso e repenso. Acordo e olho para o lado. Saudades de acordar e poder fazer diabruras a dois. Sei que estás aí longe, em silêncio. Acima de tudo sei que existes e o quanto desejo a cada dia que passa que estivesses aqui. Sim, eu sei beaucoup de romântico! Just in case!
Stress
Stress muito stress, tem sido a palavra de ordem nos dias que correm e será até meados deste mês de Novembro. De qualquer forma um obrigadinho especial a quem permitiu que um peso enorme saísse das minhas costas, ao dizer que até ao final do ano estou a modos que empregada. Agora o que eu gostava de saber era se terceiros me induziram mais trabalho do que necessário de propósito, com essa grande desculpa. Mas lindo, lindo foi ver as caras dessas mesmas pessoas desmascaradas numa reunião geral. Em todo lado existem pessoas ambiciosas, com vontade de vencer. E isso é mesmo legitimo, agora passar por cima dos outros só porque sim ou tratar as pessoas de modo diferente alto lá! Bullying no trabalho? Isso é que era bom!
Deixa-me feliz poder contribuir para que pessoas com histórias de vida complexas e muito duras possam ter novas oportunidades na vida, e que eu apesar de todos os obstáculos e aprendizagens que exigi contribui para isso. Mais 2 mesinhos de hard work, mesmo a doer e vai saber bem ao fim ver as pessoas realizadas e sentir o peso da responsabilidade a esvoaçar... para longeeee. Prometo a mim mesma que 2011 será ano de uma viagem de comemoração. Aceitam-se sugestões e companhia da boa. Já estou a sonhar...
quinta-feira, outubro 28, 2010
What
"And I want to be held down. I don't know what to do with the horrifying freedom that can destroy me."
Clarice Lispector
Clarice Lispector
terça-feira, outubro 19, 2010
Emoção
É com imensa emoção que fico quando a vida me presenteia e permite a partilha de finais felizes de pessoas que tanto são importantes para nós. Existem conversas no tempo e no espaço, vivências que para sempre ficarão gravadas nas nossas memórias e nas ruas de Coimbra.
Saber e sentir que existem valores, sentimentos, emoções, a partilha desses momentos e que se concretizam é o maior dos privilégios. Assistir aos momentos felizes, à caminhada, a uma luta e saber que valeu a pena. Não existem palavras para descrever apenas um sentimento genuíno de pura felicidade. Um momento de lágrima ao canto do olho. A felicidade conquista-se é bem verdade. E para aqueles que a conquistaram, que tenham a boa sorte de a saber preservar e manter. Façam o favor de ser muito felizes!
sexta-feira, outubro 15, 2010
Inspiração
Sinto uma tremenda responsabilidade e respeito pelas pessoas adultas que acompanho na minha profissão. Hoje num momento de recta final, emocionei-me pela inspiração que me deram, pelo alento e esperança. Leio todos dias histórias de vida, com cada lição e penso muito nas pessoas. E como lutam para chegar onde chegaram e como continuam a lutar. Dos temas mais focados hoje foi a aposta na formação na progressão da escolaridade e na aposta da formação contínua.
Hoje senti uma compulsão e uma vontade tremenda de deixar tudo aqui e agora e ir fazer mais formação. Penso muito nisso, com os meus botões é me intrínseco causa-me estranheza sentir-me parada. Quero evoluir,crescer, aprender. Especializar-me em vertentes do foro social e da psicologia quem sabe. Preciso de encontrar novo rumo não tarda. Ando a espreitar o exterior. Preciso de vida, novos horizontes, quem sabe uma viagem por uns meses e uma formação. O útil e o agradável. Também já pensei em ir uns meses fazer voluntariado para fora, sentir-me verdadeiramente útil, fazer a diferença. Ou talvez comece só por fazer voluntariado cá, algures num sitio que me motive. Ando à procura... Quero muito maiiiiiiiiiiiiis!
quarta-feira, outubro 13, 2010
Far inside
I resigned
From myself
Took a break
As someone else
It's like i've come undone
And i've only just become
Inflatable for you
(...)
I don't mind
Most of the time
But you push me so
Far inside
From myself
Took a break
As someone else
It's like i've come undone
And i've only just become
Inflatable for you
(...)
I don't mind
Most of the time
But you push me so
Far inside
Bush, Inflatable
segunda-feira, outubro 11, 2010
True Story
Este fim de semana aconteceu-me algo de muito inesperado que me deixou a pensar e muito. Estava sentada à espera, perdida nos meus pensamentos quando senti alguém a cruzar um olhar com o meu. A pessoa dirigiu-se a mim, atendeu-me com uma gentileza inexplicável, massajou-me a cabeça de forma não usual e delicada. Conversou comigo e o tema acabou por ser a qualidade de vida, não falei muito. Ando sempre muito distraída e absorta num mundo paralelo, muitas vezes falam para mim e não estou lá e nem ouço, como se desligasse o botão espontâneamente. Facto que me leva a ser constantemente criticada pelos meus familiares e que já me causa muito mau estar. Mas voltando ao assunto anterior falámos e senti uma empatia enorme da parte da senhora. Disse-me simplesmente que estarmos vivos era a maior bênção que existe e que o devíamos agradecer todos os dias. Pode parecer demasiado banal ou simples o que ela disse mas o contexto foi tão idiossincrático que me deixou paralisada. Ainda estive para continuar a conversa e dizer que de facto quando a saúde afecta as pessoas que nos são mais próximas e queridas, e quando põe em causa o bem estar básico das pessoas de facto, é uma bênção estar bem, de boa saúde e vivos. Mas a conversa não ficou por aqui, ela disse-me ainda que estarmos bem connosco mesmos é a maior das riquezas, a confiança faz-nos sentir pessoas com auto estima elevada. E agora pensando bem estava na cabeleireira. Mas estas palavras sábias perfuram-me e ficaram a ecoar. Como se tivesse contactado com um monge sábio e ele me estivesse a transmitir o maior dos seus segredos e sabedoria. Contei hoje é minha irmã e ela disse tu realmente pensas em cada coisa, és uma tolinha. Talvez... Para a próxima já não conto nada. Serei eu assim uma pessoa que vê o que não existe? Sente e interpreta diferente? E será que o facto de ser assim me afasta da vida?
Momentos delicodoces...
Ouvi no outro dia alguém dizer que sabemos que estamos apaixonados quando essa pessoa entra no messenger e nos nossos rostos sentimos aquele sorriso fácil e sincero, e a voz baixinho cá dentro a dizer: estás aí! Quando o coração palpita, o nervosismo cresce, a ansiedade aumenta. Perdeu-se o romantismo dos gestos antigos, a tentativa de demonstrar o que se sente através de flores ou outras surpresas mais românticas e apaixonadas. Ganhou-se a proximidade a tempo inteiro mesmo que virtual. Mas quando o sorriso nasce de forma espontânea dentro de nós desta forma sempre, quando já não é a paixão que fala é a ternura de tropeçar em alguém que nos é querido. Confesso que sinto saudades do get physical, de roubar um abraço sentido, de roubar um sorriso com um gesto ou carinho. Será que as pessoas se tornam mais frias e conseguem viver sem estas representações palpáveis e tão saudáveis, ou será uma necessidade dos tempos mais modernos e as pessoas deixam de se manifestar pessoalmente não só por motivos de distância (física e emocional)? Fiquei lá atrás no espaço intemporal e imaterial em que o sorriso espontâneo não se esgota, não posso pensar na frieza dos afectos, não posso pensar que continuo apaixonada pelas pessoas, sei que vejo uma luz e quero olhar para a luz, a verdadeira essência dos momentos delicodoces e ficar dentro deles como que numa bola de sabão que não vai rebentar. Isso não, ninguém me pode tirar. E se as pessoas são ou deixam de ser espontâneas e sinceras, não faz mal. Todos temos aqueles pensamentos mais íntimos que simplesmente não vamos partilhar... mas sei, sinto cá dentro que os trago comigo. E as vezes estes pensamentos saltam de trampolim em trampolim ou não fosse a vida complexa e precisar de ser agitada de vez em quando. Está quase, vem aí em breve nova fase de mudanças.... aqui vou eu outra vez. E como queria que fosse finalmente a mudança que tanto preciso. Subir para aquele patamar a alguns níveis. Chamemos-lhe o patamar da estabilidade. Mas pensando bem será que existe tal coisa??
domingo, outubro 03, 2010
Against erasing....
Quando chegamos a uma altura na vida em que temos que deixar de ouvir determinadas músicas porque vão para além do que podemos aguentar, sabemos que muita coisa tem que mudar. Não consigo ouvir aquela música. A sua beleza transformou-se na lágrima que irei segurar quando a ouvir. Mas sabemos sobretudo que existem sentimentos que simplesmente não temos o dom de apagar ou evitar. Cada vez mais me apercebo do que as pessoas tentam apagar para conseguirem continuar em frente. No fundo sei que algures no tempo, naquele microsegundo em que deitam a cabeça para dormir, pestanejam porque também se lembram.
Mas por cada dia que o evitarem cada vez mais e durante menos tempo pensarem é mais fácil, as probabilidades que desapareça aquela memória talvez seja mais fácil. Mas e aqueles que não querem esquecer? Aqueles que fazem por lembrar porque sim, porque a vida não se apaga. Porque a dor existe e temos que avançar através da sua aceitação? Será justo todo o sofrimento? Será justo sentir-se que as pessoas não são as mesmas ou agem como se não fossem aquela que um dia nos abraçou forte e chorou no nosso colo. Será justo que a partilha e a cumplicidade deixe de existir apenas porque sim? Para além das relações amorosas somos pessoas, seres vivos sensíveis, que partilhamos momentos e vidas e que crescemos juntos. Serão as pessoas tão frias, para seguirem em frente como se as pessoas deixassem de existir? Neste mundo das relações todos temos muito a aprender, crescemos, tornamo-nos pessoas melhores, pelo menos alguns de nós tentamos. Saberemos que crescemos e somos pessoas melhores quando já não doer o convívio ou a ausência. Quando guardarmos apenas o que é bom de guardar, quando soubermos juntar os pedacinhos, olhar para trás e dar a mão a quem um dia nos deu o seu mundo e partilhou cada dia de forma única, nem
que fosse por momentos. Ou não, será utopia? Inocência? So hard to find?
que fosse por momentos. Ou não, será utopia? Inocência? So hard to find?
terça-feira, setembro 21, 2010
Do Desassossego...
"Tenho ganas de gritar dentro da cabeça. Quero parar, esmagar, partir esse impossível disco gramofónico que soa dentro de mim em casa alheia, torturador intangível. Quero mandar parar a alma, para que ela, como veículo que me ocupassem, siga em diante só e me deixe. Endoideço por ter que ouvir. E por fim sou eu, no meu cérebro odientamente sensível, na minha pele peculiar, nos meus nervos postos à superficie, as teclas tecladas em escalas, ó piano horroroso e pessoal da nossa recordação.
E sempre, sempre, como que numa parte do cérebro que se tornasse independente, soam, soam, soam as escalas lá em baixo, lá em cima...."
Livro do Desassossego, Bernardo Soares
segunda-feira, setembro 13, 2010
Mudanças vs Estabilidade
Estou sempre a pensar em mil e uma coisa ao mesmo tempo. E hoje é este o tema. A procura de casa, a procura de mudança nas nossas vidas nem sempre está associada a uma vontade própria. Às vezes temos que nos sujeitar ao que a vida nos traz, ao que o vento sussurra mesmo que não o queiramos ouvir. Às vezes não tem a ver com com o que desejamos ou queremos, às vezes temos que ser responsáveis e esquecer os sonhos, as vontades, fazer sacrifícios, assumir compromissos. Porque é isso que esperam de nós, porque não podemos recusar certos caminhos que não são os perfeitos mas sabemos que foram difíceis de alcançar apesar de não constituírem a nossa primeira opção. Faltam uns meses para que este meu caminhe acabe. E o perfeito, perfeito sei como se desenha mas é incerto saber se o conseguirei alcançar com tantos cruzamentos e caminhos intermédios, se o conseguirei suportar. Às vezes a vida é isto, não estamos com quem queremos, onde queremos e continuamos estáveis nem que seja economicamente. A felicidade infelizmente não vem primeiro. Vem a razão, o sacrifício. E o coração apertado!
domingo, agosto 22, 2010
Flutuar
Nestes dias estava eu a dar umas inocentes braçadas numa piscina, a experiência de estar a flutuar na água, a olhar para o céu fez-me pensar que aquilo era a minha vida. Estava a olhar para o céu azul, lindo perfeito destes dias de verão e simplesmente não lhe posso tocar.
Existe algo de perfeito no acto de flutuar pois existe uma tranquilidade, estamos ali imóveis a respirar e relaxados e o céu lá em cima tão perfeito. É assim que me sinto, vejo-te por aí tão espontâneo, tão completo tão feliz e gostaria de estar próxima mas é como o céu está lá lindo mas não lhe consigo tocar.
É a metáfora perfeita para explicar o que sinto neste momento. E o mais provável é nem saberes que existo e ser história na minha cabeça. O preço da iniciativa é este mesmo sermos corajoso o suficiente para no pior dos cenários levarmos com um redondo não! Existe uma frase que li na minha adolescência que não esqueci e por muito desactualizada que esteja, sou da old school em que "o homem paga um preço: a iniciativa, porque a mulher paga o preço mais alto: a entrega." Ok, ok lirismo a mais ... já sei... vou mas é dormir.
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