sábado, dezembro 05, 2009

Silent night...


Silent night... Vejo as luzes ao longe e a noite vestida de um véu negro triste. Pondero e penso em muitas coisas ao mesmo tempo. Tantas que é impossível adormecer mesmo estando a cair de sono a qualquer momento. Arrepio-me só de pensar na confusão em que me meteram. Desvio o pensamento para não me martirizar mais com infortunios e com a tristeza de que as pessoas de facto não sabem ser humanas.
Penso em ti. Sempre em ti e não sei porquê e para quê. Já era mais do que tempo de te deixar ir. E às vezes sinto que me tratas como se já tivesses ido de vez faz tempo. Mas não continuas aqui.  Sinto que andas a cuidar da tua vida e é assim que tem e deve ser. Conta-me, quero saber que estás a viver. Preciso de saber que não continuas isolado no teu mundo. Apesar de tudo continuas aqui de uma forma que sufoca, de um modo incontrolável que me faz querer correr para ti e esquecer tudo o resto como tantas vezes o fizemos. Iludo-me num pensamento desviado da realidade, será que sim? Não não vou escrever que as coisas ditas ou escritas assumem proporções e como eu queria que se tornassem realidade. Não posso esperar o que não existe. Mas posso deixar-te ir. Tenho que te deixar ir por entre os dedos e esquecer a tua pele doce e esguia, esquecer o perfume dos momentos que viviamos. Ir em frente... deixar que as pessoas entrem na minha vida pela porta da frente e não deixá-las do lado de fora à janela. Ser personagem principal e activa na minha própria história. Acreditar nas pessoas e seguir em frente. Tenho medo, tanto medo de voltar a fazer escolhas erradas.  E quando vejo pessoas com as quais sinto afinidades não me deixo levar. Penso sempre que é a minha cabeça a construir castelos na areia, analiso as possibilidades e não me dou a oportunidade de dar o passo em frente. Mas olhando para trás, não me arrependo. A teoria de que não existe felicidade mas sim momentos felizes, alimenta as maluquices do passado. Faz-me sorrir de satisfação. Fui feliz contigo apesar de não te dares a cem por cento, nem mesmo a cinquenta. Estás aqui hoje, como estiveste ontem. Sei que te vou perdendo aos poucos, a memória não está activa nos pequenos pormenores... sentida pela tua ausência, pela distância que uma relação frágil não supera. No entanto não consigo evitar, penso em ti e trago-te comigo. Shiiiiuuuu.... É apenas o silêncio das noites ... sem ti ...!



quarta-feira, novembro 25, 2009

Misunderstood

 
É verdade que a vida nos embrutece. É verdade que tenho a mania de fazer tudo correcto de não falhar e ponho as coisas em prática com rigor. Mas isso não dá o direito às pessoas de interpretar o meu trabalho de forma fria e muito menos vazia. Sou eu em cada segundo, posso não abraçar ou andar contigo ao colo mas acompanho-te, estou atenta, preocupo-me o suficiente não para te vigiar como entendes mas para ver constantemente se estás bem. E tu não entendes, vocês não entendem. Sou contra determinadas regalias, sou contra coitadismos, sou a favor do crescimento interior nos momentos de crise, de afastamento, nas distâncias percorridas nesta vida. Tenho-vos comigo, desejo-vos o melhor possível. É certo que diferencio quem merece mas me esforço por não o transparecer. Hoje quero apenas dizer-vos baixinho enquanto dormem... que estou aqui e que podem contar comigo. 
 
Não vos vou abandonar... vou em breve... para o bosque porque quero viver deliberadamente, sugar todo o tutano da vida, aniquilar tudo o que não é vida. 
 
Um abraço minhas pestinhas e amorzinhos!

quarta-feira, novembro 18, 2009

Gravity






Something always brings me back to you.
It never takes too long.
No matter what I say or do I'll still feel you here 'til the moment I'm gone.

You hold me without touch.
You keep me without chains.
I never wanted anything so much than to drown in your love and not feel your reign.


Set me free, leave me be. I don't want to fall another moment into your gravity.
Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.
But you're on to me and all over me.

You loved me 'cause I'm fragile.
When I thought that I was strong.
But you touch me for a little while and all my fragile strength is gone.


I live here on my knees as I try to make you see that you're everything I think I need here on
The ground.
But you're neither friend nor foe though I can't seem to let you go.
The one thing that I still know is that you're keeping me down

Sara Bareilles


Emocionalmente (in)disponível



Sinto-me emocionalmente indisponível, frágil, tão frágil que se me agarram vou estilhaçar em própria defesa. Com medo de quebrar, de novo vezes sem conta, de ceder, de não ser eu mesma. Sou só eu à alguns anos mas sou eu a resolver-me. Sou eu perdida no meu próprio deserto, a construir trilhos e uma longa caminhada até conseguir voltar a confiar. A conseguir dar-me como se não houvesse amanhã, a sugar todo o tutano da vida. Estou a ir, passo a passo. Pegada ante pegada, hesito antes de pisar o chão para não cair novamente. Estou por aí ... a abastecer forças para uma vivência plena, o mais saudável possível. Merecidissima! Mas ainda é cedo... não me pressionem, não inventem arranjinhos, não por favor! Não existe coisa mais lamentável a meu ver, não entro nesses esquemas. Sou genuina nos afectos, apaixonada o suficiente para não ir por aí. Sei que estás aí algures... e vou sem pressa ao teu encontro meu amor.


Tropeçar na vida...


Sei que um dia vou tropeçar! E também sei o quanto a vida muda de um dia para o outro. O futuro tem tanto de incerto como de inesperado. A vida segue lá fora como diz a música da Moniz. O passado volta inumeras vezes, passa na televisão com um futuro promissor, manda-nos emails a perguntar onde andas? Passa meses sem dizer nada mas volta sempre ao pensamento. Olho para trás e sorrio até rir à gargalhada, ou então não, fico pensativa e estrago logo a pintura com aquela lágrima marota que vai chamar as restantes. Ontem adormeci a pensar em ti. E hoje outra pessoa fez-me lembrar vivências tão intensas que me fizeram sorrir e orgulhar de quem fui e do que vivi. Agora chegando ao inicio da madrugada e talvez mais lúcida e consciente por incrível que pareça penso que devia ser proibido certas histórias acabarem sem explicação ou sem o verdadeiro entendimento. Foste a maior das lufadas de ar fresco na minha vida, o aventureiro dos aventureiros, o romântico dos românticos. Em 3 meses intensos o melhor dos amantes, o mais apaixonante, o mais criativo e intenso. Trocaste-me e foste sem uma palavra pela Europa fora e eu soube sempre em segredo pelo teu amigo em que cidade estavas, o roteiro exacto dos teus passos. Jordânia, Turquia, Azerbeijão, Paris...
Mas nunca por ti, uma única palavra. Ensinaste-me a olhar a vida, como tanto precisava, pintaste paisagens em mim, passeaste comigo pela nossa eterna Coimbra, trouxeste-me flores e vida. E foste ... de todos a maior das aprendizagens. Não lido bem com o abandono e nunca compreendi aquele abraço que quase me esmagou naquela serenata de finalistas que tanto significou, um ano depois ....e especialmente depois de nunca ter tido noticias.
E de todas as aprendizagens o poema eterno que me declamaste pela noite dentro de capa, batina e cartola. Sabias que o digo sempre que a vida não corre bem... digo-o baixinho e no instante imediato aquelas palavras fazem sentido. Mostram o caminho... Hoje é dia de o repetir... Um abraço forte.


domingo, novembro 08, 2009

Longe do mundo...



Parece-me que estou a ter um pesadelo de longa duração desde Agosto. 3 meses que me marcaram de um modo irreparável. stress, mau-estar e sofrimento. É impossível passar indiferente a realidades tão negras e tão pouco coloridas. E impossível não ficar afectado quando vemos jovens a degradarem, a tomar decisões que os irão perseguir para o resto da vida. Por muitos esforços que tenhamos para que o dia-a-dia possa evoluir com naturalidade simplesmente o mau-estar generaliza-se. Ordens superiores incompreensíveis! Parece que anda tudo doido. Será possível haver paz? Entro numa nova etapa é preciso saber parar quando atingimos o limite. A saúde vem primeiro, cedi ao que mais resisti até ao momento. Entrei no mundo dos ansioliticos para já de origem natural. Iniciei medicação para dormir. Todos estes problemas e as pessoas ainda sobrecarregadas com estes horários infernais. Turnos e mais turnos inexplicáveis. Não suporto injustiças e sobretudo não suporto exploração.
Tenho dito! Será que alguém ouve?


segunda-feira, outubro 05, 2009

Simple...





Acordei ainda não se via o dia! Trabalhar num feriado tem aquela benesse de se ganhar a triplicar. Abro a porta e deparo-me com cães vadios a fugir pelo pinhal adentro. Sinto algumas gotas da chuva que ameaça. E começo o dia com um sorriso ... chuva, humidade, aquela brisa fresquinha que nos faz respirar fundo. Às vezes precisamos de simples mudanças nem que seja mudar o tempo, diminuir a temperatura para que o dia já se sinta diferente. So simple...


sábado, outubro 03, 2009

Wishful thinking...





(Chad Baker/Thomas Northcut/­Getty Images)


Daqui a 4 ou 5 horitas, vou apanhar aquela estrada sem pensar em mais nada. Vou apanhar o comboio do sono e sair na última estação, com a certeza de que vou sozinha, mas não em paz. Havia de existir uma fórmula que nos impedisse de pensar nos problemas e stress quando vamos dormir. Gosto de dormir desmesuradamente. Acho que depois deste trabalho o que vier será sempre melhor pois não consigo vislumbrar pior neste momento... e concerteza que existirá. Gosto de acreditar que isto é apenas uma passagem. O contrário de uma miragem no deserto, uma aprendizagem da vida. Uma lição que muitos deveriam ter e nunca terão. As realidades devastadoras de famílias deterioradas pelos vicios, pela falta de respeito. Esquecem o direito mais profundo a que todo o ser humano deveria ter sempre alcance, uma familia!


sexta-feira, setembro 25, 2009

O INFERNO SÃO SEM SOMBRA DE DÚVIDAS .... ELES!



Faltam cerca de 2 horas e meia para o dia clarear. Hoje vai ser um dia dificil, especialmente dificil. Depois da noite em claro... irei chegar à minha doce caminha pelas 9h30 se tudo correr bem. Às 12h30 o mais tardar tenho que me levantar, almoçar ou pequeno-almoçar uma coisa das duas, depende do que o organismo me pedir e suportar... que a coisa está complexa...
! Pelas 14h já terei que estar a trabalhar num dia da minha folga e em que não ia trabalhar porque me custam ver injustiças e me ofereci para acompanhar 3 formandos na sua luta pelos direitos. Durante ou depois de tudo depende se a querida técnica já tiver os documentos feitos tarde e a más horas (para não variar) poderei tratar da dor de cabeça que são as assiduidades com a salganhada que os queridos chefes inventaram por causa das férias. Entretanto terei que resolver um horário que um formador acha que eu devo resolver. E ser atirada aos leões pois o grupo de formandos está revoltado por causa de tantas trocas e já não saberem a quantas andam. Quando eu ando a resolver tudo e vou de propósito no dia seguinte avisá-los (note-se que nenhuma das coisas é minha obrigação). E de quem é? Dos meus queridos formadores! E os formandos..? São tão queridos, tão fofos que até telefonam... a dizer que estão revoltados que não é comigo nem para chamar à atenção, mas que assim não dá. Pois claro que não dá! E lá irei eu e o meu coração de ouro não descansar, nem durmir decentemente. Fazer as 5 ou 6 boas acções do dia. E ainda tenho que reflectir da queixa que tenho que fazer ao chefe da técnica que não anda a cumprir as suas funções faz 5 meses e me impede de exercer as minhas! Por isso só tenho um pedido a fazer... não adormecer ao volante e ter um acidente. E os votos para que a calma predomine pelo decorrer do dia e não tenha que me chatear nem com formadores nem com formandos.
Mas antes ainda falta aquela etapa de final de turno acordar les enfants terribles, missão àrdua. Existem pessoas que têm um mau acordar incrível... juro que não fazia ideia. Um dia, só um dia para compensar o trauma ...alguém me vai acordar de forma serena e tranquila. Sem gritos, sem correrias, assim devagarinho só porque sim. Existem lá coisas que me atrofiam o ser e esta é uma delas ,as pessoas acordarem a gritar, mal dispostas e coisas afins proferindo palavras a não repetir e dizeres estapafurdios que alguém inventou num dia muito pouco abençoado.
Ok faltam 2 horas ... ui este tempo ... tão veloz e tão lento. Nova ronda! Tudo dorme e ninguem sofre de cólicas. QUE BENÇÃO!


quinta-feira, setembro 24, 2009

DA (IN)COMPETÊNCIA ... no reino das organizações...!





Entristece-me a falta de entrega das pessoas no exercício das suas funções, apesar de em alguns casos ser compreensível pois a falta de condições, de organização afectam o decorrer dos trabalhos com a normalidade e a satisfação desejada. Os benditos recursos humanos ... quando se relacionam saudavelmente e em prol do mesmo objectivo até fazem omeletes sem ovos. O pior foi quando o auxiliar não avisou o responsável de os comprar, o que por sua vez impediu a cozinheira de os fazer e o educador de os dar a comer ao jovem. Resultado: Mau estar, indignação! E de quem é a culpa? De todos e de nenhum mas sobretudo do chefe que não ordenou ou supervisionou. Conclusão: Casa onde não há pão (e eu acrescento organização), todos ralham e ninguém tem razão!


quinta-feira, setembro 17, 2009

Nunca estamos felizes com o que temos ...




As loiras gostavam de ser morenas, as morenas gostavam de ser loiras (algumas pelo menos) as de cabelo liso gostavam encaracolado, as de cabelo encaracolado gostavam de ter liso. Futilidades à parte, querer ou exigir mais é uma condição sine qua non essencial a meu ver! Lembro-me das aulas de filosofia do 10º ano a frase era algo como "o ser humano é um ser inacabado sempre em mutação". E na altura deixou-me a pensar no quão sábia era esta frase, marcou-me tanto que ainda hoje me lembro. Estas coisas da memória selectiva e significativa são giras... um dia gostava de estudar mais sobre isso. Adiante... normalmente em alturas ou momentos significativos como os aniversários, o natal, a passagem de ano em que fazemos contas à vida muitos de nós pelo que me quer parecer... olhamos para dentro, bem fundo e ou estamos bem conosco próprios ou sentimos aquele vazio incontrolável que mói... por não nos sentirmos realizados quer ao nível profissional, quer ao nível emocional/pessoal, quer ao nível social. Pois bem... quer-me parecer e depois de uma conversa com uma grande amiga via online, que de facto a passagem da adolescência para a adultez e da adultez para o mundo do trabalho são as maiores aprendizagens e desafios. A minha querida mãe diz-me vezes sem conta será que nunca aprendes que nunca em nenhum trabalho as pessoas estão verdadeiramente bem e satisfeitas??? Pois é dura esta realidade mãezinha, não não quero acreditar nisso. Quero pensar e acreditar que algures no tempo e no espaço por muito que pene até lá chegar me vou sentir realizada. Só porque sim, só porque quero gostar do que estiver a fazer um dia. Só porque sim, é bonito, me faz sorrir e sentir bem. A outra face da questão é sobreviver ao sofrimento diário que o percurso até lá constitui, a bendita espera, a luta diária, a rotina estupidificante, o suor e lágrimas, as ausências presentes sempre a vaguear. A vida a passar por um canudo sem luz no outro lado do buraco. A falta de sensibilidade das pessoas, as criticas, as invejas e a falta de amor genuino, incondicional e correspondido. Do alto da minha solidão, admiro as pessoas que se satisfazem com o pouco que têm e às vezes é mesmo isso tão pouco e o suficiente para lhes dar força e ânimo e mais surpreendentemente dizer que são felizes sem um rasgo de mentira à vista. Toca-me, emociona-me... mexe com o que de mais humano e sensível existe mas para mim não serve.

Pronto agora vou ali fazer uma lista das coisas boas para fazer na folga, caso consiga sair da cama a horas decentes para aquelas coisas que os humanos chamam de centros comerciais e afins estarem abertas e me sentir capaz de me deslocar com o bolinhas a algures num raio de 50 km de casa para não sentir um friozinho no estomago e não ir a correr acabar no sofá a vegetar e adormecer outra vez como é o mais provável.


quarta-feira, setembro 16, 2009

STRESS

Alinhar ao centro



Episódio do dia...

Fui ao dentista pois andava com umas dores terríveis nos dentes pensava eu ... que andava cheia de cáries ou algo semelhante. Pois fico com cara de parva quando depois de várias radiografias a dentista diz: não, não vejo nenhuma cárie! Mas como pode ser? Até com pastilhas sem açucar me doem horrores os dentes???
Ah e tal... isso deve ser do stress. Dores de dentes por causa do stress? Não, não pode. Pode sim a pressão nos dentes faz com que fiquem sensíveis daí as dores. Nada que uma boa pasta de dentes para dentes sensíveis não cure! E uma pessoa no fim ainda paga para ouvir isto ironia das ironias. Ok, dores de dentes, caspa, insónia, mau estar... e mais umas quantas coisas que acima se podem ver. Não está fácil. Quando a saúde fica afectada a coisa complica-se. Assim que os turnos permitirem próxima aventura ... médico de família... !



segunda-feira, setembro 07, 2009

Pequena dor




A tua pequena dor
quase nem sequer te dói
é só um ligeiro ardor
que não mata mas que mói

é uma dor pequenina
quase como se não fosse
é como uma tangerina
tem um sumo agridoce

de onde vem essa dor
se a causa não se vê
se não é por desamor
então é uma dor de quê?

não exponhas essa dor
é preciosa é só tua
não a mostres tem pudor
é o lado oculto da lua

não é vicío nem costume
deve ser inquietação
não há nada que a arrume
dentro do teu coração

talvez seja a dor do ser
só a sente quem a tem
ou será a dor de ver
a dor de ir mais além?

certo é ser a dor de quem
não se dá por satisfeito
não a mates guarda bem
guardada no fundo do peito.

Rui Veloso & Carlos Tê

* Sublime ....


domingo, setembro 06, 2009

Sleepwalking ....






Quando uma pessoa pensa que pior não pode ficar, eis que na vida acontecem novas peripécias que nos ensinam a nunca dizer que já viveu um pouco de tudo. Acabei de ler um estudo que diz que ninguem deveria fazer nada nos primeiros 15 a 30 minutos depois que acorda pois as capacidades cognitivas estão severamente afectadas. Uma pessoa que não tenha dormido segundo este estudo tem maior capacidades cognitivas que uma pessoa que dorme 8 horas. Ora isto dito a uma pessoa que considera que dormir é das coisas vitais, das coisas que mais me dá prazer e me faz sentir verdadeiramente bem. Isto é, quando durmo entre 8 a 12 horas. Sim 12 horas não, não é exagero, o organismo pede-me e sinto-me muito mais produtiva e bem disposta, quanto mais dormir melhor. Ironia das ironias é sofrer de insónia com alguma frequência. Desde muito nova que ao dormir fazia uma retrospectiva dos dias e sim haviam dias que eram de perder o sono e ainda existem é um facto. Verdade, verdadinha é que 30 % dos portugueses têm problemas ao dormir e que esta situação afecta a saúde e pode mesmo originar ter uma depressão ou perturbação de ansiedade. A boa notícia é que a maioria das insónias são tratáveis apesar das pessoas desconhecerem tal facto ( daqui). Mas e o outro lado da questão ... o que se pode fazer quando se trabalha por turnos e uma pessoa se tem de manter a noite acordada e activa? Beber café, comer para activar o organismo uma vez que é uma das coisas que se recomenda a não fazer quando se tem insónias, fazer exercicio físico, escrever no blog para o tempo passar mais rápido e mais não sei... lavar a cara quando já não der para aguentar... e com isto já só faltam 4 horas para me manter acordada. Vou até ali dar um giro ....

Nota importante: Amanhã durante o dia agradeço que não perturbem o meu sono pois vou dormir durante all day long.



sábado, setembro 05, 2009

Confessionário






Com o tempo a passar e nas minhas incursões e reflexões pessoais existem preocupações ou melhor problemas que me perseguem que se acentuaram nos últimos 3 anos. A minha memória foi severamente afectada, a sério que sim! E tudo causado pelo stress e ansiedade que se intensificaram vertiginosamente. Recentemente tenho sentido na pele o peso deste descontrolo que se começa a manifestar constantemente em problemas do foro fisiológico. Não suporto atrasar-me para o que quer que seja, gera-me níveis de mau-estar e ansiedade que me perturbam sériamente. Sei que não era a pessoa que sou hoje. Sei que era uma jovem com angustias e problemas como todas mas sentia-me mais livre e mais independente do que hoje sinto, sobretudo era mais feliz. Apesar de na prática actualmente ser duplamente mais independente do que naqueles tempos de faculdade. O ponto alto dos meus dias é ver uma criança com alguns níveis de deficiencia cognitiva evidentes divertir-se, sorrir, brincar, abraçar, cantar com uma energia quase que inesgotável, mexe comigo, emociona-me simplesmente a satisfação com que se alimenta. Não me sinto realizada no campo profissional mas também já dei voltas e voltas e não consigo afirmar com certezas o que gostaria de fazer profissionalmente para poder estabelecer metas e lutar por elas. Nunca me imaginei nesta situação, sempre soube ou tive definidas àreas de interesse ou pelo menos pensava que sim. No campo emocional nunca fiz as escolhas mais acertadas, vivi demasiado e exclusivamente para pessoas que me decepcionaram, mas fui feliz e isso é inegável. Isolei-me pela necessidade de paz na minha vida, não suporto discussões, nem gritos, depois de acumular e atingir os limites da paciência, vivo melhor só e em paz. E nada supera a importância da tranquilidade apesar da solidão. Hoje sou uma pessoa que os meus familiares definem como esquisita, complicada e demasiado exigente, nada me satisfaz, não suporto a falta de educação que constatemente observo em algumas pessoas, a falta de escrupulos, a lata que manifestam para satisfazer os seus desejos prejudicando os outros, o abuso, a falta de respeito para com o outro. E irrita-me ser educada ao ponto de me calar e não dizer isto na cara das pessoas. Gostava de ser mais assertiva correndo o risco de ser demasiado exigente ou esperar mais das pessoas e ser interpretada como uma pessoa agressiva. E pronto já me alonguei, falei demais não importa são quase 3 da manhã e estou de turno, vale tudo para passar tempo até à próxima ronda. Lição do mês: Comigo é sempre oito ou oitenta. Uma pessoa passa meses a fio desocupada, mas quando volta ao activo o tempo esgota-se. E não percebo bem esta minha vida desequilibrada, ou o que a vida me reserva mas parece inacreditável ter que trabalhar tanto para ser tão mal paga. Dinheirinho suado! Nem todos têm a mesma sorte mas parece-me numa análise talvez egoista e narcisica que alguém se esqueceu de mim.


quarta-feira, agosto 19, 2009

Life, oh life.... be gentil!






São tempos díficeis que se avizinham. Trabalho por turnos e "les enfants terribles"! Não foi o que de nenhum de nós sonhou crianças, jovens e adultos. Histórias de vida que é preferível não conhecer. Seremos uma grande família com pais rotativos.
Tudo em prol de novas experiências, novas pessoas, um pouco de dinheirinho e cabeça ocupada, apesar de um vazio e uma insatisfação imensa. Haja saúde e alento, porque tenho sono, muito sono. Quanto tempo mais nesta luta por um lugar ao sol me reserva a vida??


domingo, agosto 02, 2009

solid ground





De dentro para fora. De fora para longe. De longe para ti. E que te encontre onde quer que estejas. Deito-me, durmo e acordo... recomeço todos os dias com esperança, percorro mil e um caminhos sem sair do mesmo lugar. Bato a imensas portas às vezes quase a desesperar e no fim sei que haverá sempre o dia de amanhã para te e me encontrar.


quinta-feira, julho 23, 2009

Paisagens da vida ...






Pensamentos complexos, voos altos.
Reflectindo sobre uma vida que não pode ser a minha.




domingo, julho 12, 2009

Asas






Sou aquele que ontem dormia
sobre um poema azul
e das asas da ilusão
se desprendia.
Sou aquele que ontem se despia
nos braços do azul poema
que vivia.
Sou aquele que ontem habitava
em silêncio
a canção da harmonia
do poema azul
que acontecia.
Sou aquele que ontem sonhou
em vão
com o poema azul de mais um dia.

Poema azul by AdÃo Cruz


terça-feira, julho 07, 2009

You are not alone - Michael Jackson




Em dias de homenagem... um grande lapso na minha humilde opinião é a musica "You are not alone", pela sua singularidade revela o outro lado de uma vida. O Michael faz-me lembrar os anos do secundário em que as suas músicas foram banda sonora de inúmeras coreografias e festas. A capacidade de criar musica e letras com as quais as pessoas se identificam é de facto reveladora do maior dos talentos, ou pelo menos dos mais mágicos e gratificantes. Existem momentos em que nos identificamos com sensações e descrições e por mais voltas que a vida dê. Esses momentos ficam.