segunda-feira, março 08, 2010

(Des)esperar...


Dou comigo a pensar ... pressões à parte. Apetece-me mandar tudo para o alto. Na incessante procura de emprego a palavra experiência começa a fazer-me alergia. Como poderão as pessoas desenvolver experiência se não lhes é dada uma oportunidade.
E na vida pessoal? A experiência conta e de que maneira. Se pudesses não cometer os mesmos erros talvez não cometesses mas seriam tão doces as experiências, tão vividas e sofridas? 
O que será preciso para crescermos verdadeiramente para além dos momentos de sofrimento e todos os obstáculos. Tenho para mim que são as oportunidades, as pessoas, os momentos, a cultura, a arte mas sobretudo a vida.  Saúde faz sempre falta. É dificil manter a cabeça sã nos dias que correm. Depois do oito e do oitenta entendo cada vez mais a importancia do equilibrio. Tomei decisões nesse sentido. Protegi-me da não vida e voltou o vazio. Todos os dias procuro alternativas e todos dias penso "ainda não foi desta." Passa uma semana, passam duas, um mês, ok quando se chega a um ano as coisas pesam. Como uma mochila que carregamos às costas com os dias todos de luta, de espera, de fé que ao fim ao cabo seriam positivos e dar-nos iam forças mas começam a pesar tanto mas tanto que ansiamos desesperadamente o dia em que pousamos a mochila. O dia em que a esvaziamos para colocar dentro forças, mantimentos para uma nova viagem ou direcção.
Estou verdadeiramente sem forças. Quero sair e ir pelo mundo viver. Tenho feito tentativas imensas. Estou em casa apetece-me sair, estou fora apetece-me estar em casa. O ânimo esgota-se depois de tantas tentativas, de tanta luta. Não tenho tolerância para exigências. Os meus amigos sabem que podem contar comigo e eu sei que posso contar com eles e mais não é preciso. Uma das maiores aprendizagens a amizade sim precisa de ser alimentada mas com a adultez, as responsabilidades e a distância e não queiram lá ver com a Internet os meus amigos podem estar mais próximos que os que estão próximos fisicamente. Amo a liberdade! Tudo o que me prende cansa-me. Tudo o que não me respeita ofende-me. Quero acreditar que vai ser amanhã. Que vou acordar e vai ser amanhã. Mas se não for ... só peço forças para mais um dia e que a luta e o pesar dos dias não me tornem numa pessoa ainda mais pessimista, amarga e ansiosa. Amanhã... é dia de (des)esperar... porque embora não vejas não te sintas no direito de criticar estou a lutar.


sexta-feira, março 05, 2010

learn how to fly...



Baby look at me
And tell me what you see
You ain't seen the best of me yet
Give me time I'll make you forget the rest

I got more in me
And you can set it free
I can catch the moon in my hands
Don't you know who I am

Remember my name
Fame

I'm gonna live forever
I'm gonna learn how to fly
High

I feel it coming together
People will see me and cry
Fame

I'm gonna make it to heaven
Light up the sky like a flame
Fame

I'm gonna live forever
Baby remember my name

Remember

Baby hold me tight
Cause you can make it right
You can shoot me straight to the top
Give me love and take all I've got to give

Baby I'll be tough
Too much is not enough
I can ride your heart til it breaks
Ooh I got what it takes

Fame
I'm gonna live forever
I'm gonna learn how to fly
High

I feel it coming together
People will see me and cry
Fame

I'm gonna make it to heaven
Light up the sky like a flame
Fame

I'm gonna live forever
Baby remember my name
Fame


 

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Retalhos



Tenho saudades. Saudades de acordar e tudo fazer sentido. Ou pelo menos de ter uma meta e lutar por ela. Ok estou a dramatizar eu tenho metas. Mas sinto uma descrença incrível nas pessoas.

Tantas histórias para contar… mas sinto-me sem asas para voar quando não sei onde pára o teu olhar. Sinto-me sem chão, sem céu.

Como uma ilha… sem alguém para partilhar o sol dos dias, a chuva refrescante, a beleza das paisagens. Sinto falta de a toda a hora e em qualquer lugar poder correr para ti. Sinto saudades de perder o controlo, de viver por viver, de correr para ti contra tudo e contra todos e sentir-me bem. Sentir-me viva. De olhar para o teu sorriso com a sensação de missão cumprida. De ser feliz aos bocadinhos… como uma manta de retalhos que se vai construindo pedaço a pedaço. Sim eu sei que os retalhos são pouco face ao que merecíamos. As pegadas da vida resultam das decisões mais difíceis. 


quarta-feira, janeiro 27, 2010

Chocolátra


Depois do natal e com o ínicio do ano... o mês de Janeiro é critico. Muito mesmo. E este ano em especial... não é que me ofereceram um fondue de chocolate :)))))))) se existe um deus foi a pessoa maravilhosa, criativa, fascinante que inventou o chocolate. Mas o verdadeiro problema persiste... são as caixas de chocolate que me ofereceram ali... marotas a piscar o olho.... :p não resisto. Se existem prazeres na vida, comer chocolate é sem dúvida um grande prazer.

 Na época de estudante eram ração de combate em época de exames, mimos que motivavam e acompanhavam as horas infindáveis de estudo. Belos tempos!!!
Estou a envelhecer, a mudar ... dou comigo a pensar em coisas simples e a sorrir. Mais uma dentadinha... yummmmiiiii :))))))). 



quarta-feira, janeiro 20, 2010

Last drops...


Olho para vós já a despedir-me ... absorvo cada um, os sorrisos, as malandrices, os amores e desamores. Custa deixar-vos depois de lutar tanto por vós, depois de me dar de alma e corpo. Estou esgotada, vou em paz. Fiz o melhor que pude. 
Meu querido pequenino quando vieste cantar-me ao ouvido a música "Eu dava tudo para te ter aqui.." emocionaste-me mais do que algum dia poderás perceber. 
A noite que passámos juntos no hospital, em que te tive nos braços como um filho e muitas vezes me chamaram de mãe por engano ... foi para mim exemplo claro do colo que precisas e precisarás.
Sinto os vossos olhares na contagem decrescente... agradeço aos mais velhos o carinho sempre a alertarem os mais novos para os bons modos e a educação comigo. Gritar não é de todo solução para nada...
Existirão pessoas lá fora que não entendem o quanto me absorveram ... lá fora tudo é diferente. Este pequeno ninho com prefeitos e defeitos é só vosso e será. Aproveitem o carácter temporário... aproveitem a vida.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Almost there ...


Falta pouco muito pouco para os dias de privação do sono acabarem. E sinceramente parece mentira. Apesar de levar desta experiência uma bagagem tremenda que não esquecerei nunca... aqui vou eu. 
Abram alas quero deslizar ... quero ir. Quero tanto que me dói. Dói-me a partida. As relações humanas são sem sombra de dúvidas controversas. Daqui reforço a crença inabalável de que não se pode confiar em ninguem e que de facto existem pessoas que valem a pena. É preciso é conseguir reconhecê-las, cativá-las e preservá-las. 
Meus amores nunca me senti tão enternecida. Agora que sabem da minha partida tenho direito a beijos, abraços e mimos nunca vistos. Finalmente vejo em vós o reconhecimento apesar de tarde e de modo inesperado. No fundo vocês sabem quem vos cuida e reconhecem mas são mauzinhos ao ponto de nos fazerem a vida negra só porque sim. Porque está na idade de testar os limites, de ser cool ou o mais mal comportado. Simplesmente porque sim. 
Onde quer que esteja, onde quer que vá vou em queda livre de braços abertos. Feliz e orgulhosa de ser genuina em cada gesto, atitude e comportamento. 




segunda-feira, janeiro 04, 2010

Getting away...



"We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
We're getting away with it all messed up
Getting away with it all messed up
That's the living
Getting away with it
Getting away with it
That's the living
That's the living"


James, Getting away with it (all messed up)

Carta a vós, a 2010...


Espreito 2010 ainda com o pé em 2009. Arrepio-me do que não prevejo, do inesperado, do não previsto que está para vir. Tenho medo, apavora-me o que virá, 2009 foi um ano com muitos altos e baixos. Mais baixos que altos é bem certo. Eu nunca gostei de números ímpares pode ser que o próximo seja melhor. Uma coisa é certa, inicio 2010 com uma decisão não me sujeitar ao que a vida me dá, lutar pelo que tanto desejo. Dentro de 3 semanas serei outra vez um pássaro a voar à procura de ninho. Mas serei um pássaro livre e feliz das suas convicções. Preciso tomar decisões mais vezes e melhores, adeus laisse faire. Adeus não vida! Adeus tirania, adeus exploração! Peço apenas saúde e trabalho. Saúde, paz de espirito, qualidade de vida. Trabalho por favor quantos forem precisos até conseguir aquele! Formação profissional e pessoal bastante por favor, é me indispensável sentir que não estou a estagnar. 
Amor... amor não peço. O amor não se pede, existe ou não existe. Cresce como quem não vê, atropela tudo e todos, e no fim é mutuo ou não. Peço apenas rasgos de luz, esperança e muita inspiração. Agradeço todos dias as pessoas maravilhosas que passaram pela minha vida e permanecem cá dentro. Amigas, amigos e amores. Querida família vocês são o pilar, não existem palavras e gratidão suficiente que se expresse em palavras. Aturar-me não é verdadeiramente fácil. 


Despeço-me com um grande abraço porque beijos toda a gente dá. 



Here goes nothing! **





sábado, dezembro 05, 2009

Silent night...


Silent night... Vejo as luzes ao longe e a noite vestida de um véu negro triste. Pondero e penso em muitas coisas ao mesmo tempo. Tantas que é impossível adormecer mesmo estando a cair de sono a qualquer momento. Arrepio-me só de pensar na confusão em que me meteram. Desvio o pensamento para não me martirizar mais com infortunios e com a tristeza de que as pessoas de facto não sabem ser humanas.
Penso em ti. Sempre em ti e não sei porquê e para quê. Já era mais do que tempo de te deixar ir. E às vezes sinto que me tratas como se já tivesses ido de vez faz tempo. Mas não continuas aqui.  Sinto que andas a cuidar da tua vida e é assim que tem e deve ser. Conta-me, quero saber que estás a viver. Preciso de saber que não continuas isolado no teu mundo. Apesar de tudo continuas aqui de uma forma que sufoca, de um modo incontrolável que me faz querer correr para ti e esquecer tudo o resto como tantas vezes o fizemos. Iludo-me num pensamento desviado da realidade, será que sim? Não não vou escrever que as coisas ditas ou escritas assumem proporções e como eu queria que se tornassem realidade. Não posso esperar o que não existe. Mas posso deixar-te ir. Tenho que te deixar ir por entre os dedos e esquecer a tua pele doce e esguia, esquecer o perfume dos momentos que viviamos. Ir em frente... deixar que as pessoas entrem na minha vida pela porta da frente e não deixá-las do lado de fora à janela. Ser personagem principal e activa na minha própria história. Acreditar nas pessoas e seguir em frente. Tenho medo, tanto medo de voltar a fazer escolhas erradas.  E quando vejo pessoas com as quais sinto afinidades não me deixo levar. Penso sempre que é a minha cabeça a construir castelos na areia, analiso as possibilidades e não me dou a oportunidade de dar o passo em frente. Mas olhando para trás, não me arrependo. A teoria de que não existe felicidade mas sim momentos felizes, alimenta as maluquices do passado. Faz-me sorrir de satisfação. Fui feliz contigo apesar de não te dares a cem por cento, nem mesmo a cinquenta. Estás aqui hoje, como estiveste ontem. Sei que te vou perdendo aos poucos, a memória não está activa nos pequenos pormenores... sentida pela tua ausência, pela distância que uma relação frágil não supera. No entanto não consigo evitar, penso em ti e trago-te comigo. Shiiiiuuuu.... É apenas o silêncio das noites ... sem ti ...!



quarta-feira, novembro 25, 2009

Misunderstood

 
É verdade que a vida nos embrutece. É verdade que tenho a mania de fazer tudo correcto de não falhar e ponho as coisas em prática com rigor. Mas isso não dá o direito às pessoas de interpretar o meu trabalho de forma fria e muito menos vazia. Sou eu em cada segundo, posso não abraçar ou andar contigo ao colo mas acompanho-te, estou atenta, preocupo-me o suficiente não para te vigiar como entendes mas para ver constantemente se estás bem. E tu não entendes, vocês não entendem. Sou contra determinadas regalias, sou contra coitadismos, sou a favor do crescimento interior nos momentos de crise, de afastamento, nas distâncias percorridas nesta vida. Tenho-vos comigo, desejo-vos o melhor possível. É certo que diferencio quem merece mas me esforço por não o transparecer. Hoje quero apenas dizer-vos baixinho enquanto dormem... que estou aqui e que podem contar comigo. 
 
Não vos vou abandonar... vou em breve... para o bosque porque quero viver deliberadamente, sugar todo o tutano da vida, aniquilar tudo o que não é vida. 
 
Um abraço minhas pestinhas e amorzinhos!

quarta-feira, novembro 18, 2009

Gravity






Something always brings me back to you.
It never takes too long.
No matter what I say or do I'll still feel you here 'til the moment I'm gone.

You hold me without touch.
You keep me without chains.
I never wanted anything so much than to drown in your love and not feel your reign.


Set me free, leave me be. I don't want to fall another moment into your gravity.
Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.
But you're on to me and all over me.

You loved me 'cause I'm fragile.
When I thought that I was strong.
But you touch me for a little while and all my fragile strength is gone.


I live here on my knees as I try to make you see that you're everything I think I need here on
The ground.
But you're neither friend nor foe though I can't seem to let you go.
The one thing that I still know is that you're keeping me down

Sara Bareilles


Emocionalmente (in)disponível



Sinto-me emocionalmente indisponível, frágil, tão frágil que se me agarram vou estilhaçar em própria defesa. Com medo de quebrar, de novo vezes sem conta, de ceder, de não ser eu mesma. Sou só eu à alguns anos mas sou eu a resolver-me. Sou eu perdida no meu próprio deserto, a construir trilhos e uma longa caminhada até conseguir voltar a confiar. A conseguir dar-me como se não houvesse amanhã, a sugar todo o tutano da vida. Estou a ir, passo a passo. Pegada ante pegada, hesito antes de pisar o chão para não cair novamente. Estou por aí ... a abastecer forças para uma vivência plena, o mais saudável possível. Merecidissima! Mas ainda é cedo... não me pressionem, não inventem arranjinhos, não por favor! Não existe coisa mais lamentável a meu ver, não entro nesses esquemas. Sou genuina nos afectos, apaixonada o suficiente para não ir por aí. Sei que estás aí algures... e vou sem pressa ao teu encontro meu amor.


Tropeçar na vida...


Sei que um dia vou tropeçar! E também sei o quanto a vida muda de um dia para o outro. O futuro tem tanto de incerto como de inesperado. A vida segue lá fora como diz a música da Moniz. O passado volta inumeras vezes, passa na televisão com um futuro promissor, manda-nos emails a perguntar onde andas? Passa meses sem dizer nada mas volta sempre ao pensamento. Olho para trás e sorrio até rir à gargalhada, ou então não, fico pensativa e estrago logo a pintura com aquela lágrima marota que vai chamar as restantes. Ontem adormeci a pensar em ti. E hoje outra pessoa fez-me lembrar vivências tão intensas que me fizeram sorrir e orgulhar de quem fui e do que vivi. Agora chegando ao inicio da madrugada e talvez mais lúcida e consciente por incrível que pareça penso que devia ser proibido certas histórias acabarem sem explicação ou sem o verdadeiro entendimento. Foste a maior das lufadas de ar fresco na minha vida, o aventureiro dos aventureiros, o romântico dos românticos. Em 3 meses intensos o melhor dos amantes, o mais apaixonante, o mais criativo e intenso. Trocaste-me e foste sem uma palavra pela Europa fora e eu soube sempre em segredo pelo teu amigo em que cidade estavas, o roteiro exacto dos teus passos. Jordânia, Turquia, Azerbeijão, Paris...
Mas nunca por ti, uma única palavra. Ensinaste-me a olhar a vida, como tanto precisava, pintaste paisagens em mim, passeaste comigo pela nossa eterna Coimbra, trouxeste-me flores e vida. E foste ... de todos a maior das aprendizagens. Não lido bem com o abandono e nunca compreendi aquele abraço que quase me esmagou naquela serenata de finalistas que tanto significou, um ano depois ....e especialmente depois de nunca ter tido noticias.
E de todas as aprendizagens o poema eterno que me declamaste pela noite dentro de capa, batina e cartola. Sabias que o digo sempre que a vida não corre bem... digo-o baixinho e no instante imediato aquelas palavras fazem sentido. Mostram o caminho... Hoje é dia de o repetir... Um abraço forte.


domingo, novembro 08, 2009

Longe do mundo...



Parece-me que estou a ter um pesadelo de longa duração desde Agosto. 3 meses que me marcaram de um modo irreparável. stress, mau-estar e sofrimento. É impossível passar indiferente a realidades tão negras e tão pouco coloridas. E impossível não ficar afectado quando vemos jovens a degradarem, a tomar decisões que os irão perseguir para o resto da vida. Por muitos esforços que tenhamos para que o dia-a-dia possa evoluir com naturalidade simplesmente o mau-estar generaliza-se. Ordens superiores incompreensíveis! Parece que anda tudo doido. Será possível haver paz? Entro numa nova etapa é preciso saber parar quando atingimos o limite. A saúde vem primeiro, cedi ao que mais resisti até ao momento. Entrei no mundo dos ansioliticos para já de origem natural. Iniciei medicação para dormir. Todos estes problemas e as pessoas ainda sobrecarregadas com estes horários infernais. Turnos e mais turnos inexplicáveis. Não suporto injustiças e sobretudo não suporto exploração.
Tenho dito! Será que alguém ouve?


segunda-feira, outubro 05, 2009

Simple...





Acordei ainda não se via o dia! Trabalhar num feriado tem aquela benesse de se ganhar a triplicar. Abro a porta e deparo-me com cães vadios a fugir pelo pinhal adentro. Sinto algumas gotas da chuva que ameaça. E começo o dia com um sorriso ... chuva, humidade, aquela brisa fresquinha que nos faz respirar fundo. Às vezes precisamos de simples mudanças nem que seja mudar o tempo, diminuir a temperatura para que o dia já se sinta diferente. So simple...


sábado, outubro 03, 2009

Wishful thinking...





(Chad Baker/Thomas Northcut/­Getty Images)


Daqui a 4 ou 5 horitas, vou apanhar aquela estrada sem pensar em mais nada. Vou apanhar o comboio do sono e sair na última estação, com a certeza de que vou sozinha, mas não em paz. Havia de existir uma fórmula que nos impedisse de pensar nos problemas e stress quando vamos dormir. Gosto de dormir desmesuradamente. Acho que depois deste trabalho o que vier será sempre melhor pois não consigo vislumbrar pior neste momento... e concerteza que existirá. Gosto de acreditar que isto é apenas uma passagem. O contrário de uma miragem no deserto, uma aprendizagem da vida. Uma lição que muitos deveriam ter e nunca terão. As realidades devastadoras de famílias deterioradas pelos vicios, pela falta de respeito. Esquecem o direito mais profundo a que todo o ser humano deveria ter sempre alcance, uma familia!


sexta-feira, setembro 25, 2009

O INFERNO SÃO SEM SOMBRA DE DÚVIDAS .... ELES!



Faltam cerca de 2 horas e meia para o dia clarear. Hoje vai ser um dia dificil, especialmente dificil. Depois da noite em claro... irei chegar à minha doce caminha pelas 9h30 se tudo correr bem. Às 12h30 o mais tardar tenho que me levantar, almoçar ou pequeno-almoçar uma coisa das duas, depende do que o organismo me pedir e suportar... que a coisa está complexa...
! Pelas 14h já terei que estar a trabalhar num dia da minha folga e em que não ia trabalhar porque me custam ver injustiças e me ofereci para acompanhar 3 formandos na sua luta pelos direitos. Durante ou depois de tudo depende se a querida técnica já tiver os documentos feitos tarde e a más horas (para não variar) poderei tratar da dor de cabeça que são as assiduidades com a salganhada que os queridos chefes inventaram por causa das férias. Entretanto terei que resolver um horário que um formador acha que eu devo resolver. E ser atirada aos leões pois o grupo de formandos está revoltado por causa de tantas trocas e já não saberem a quantas andam. Quando eu ando a resolver tudo e vou de propósito no dia seguinte avisá-los (note-se que nenhuma das coisas é minha obrigação). E de quem é? Dos meus queridos formadores! E os formandos..? São tão queridos, tão fofos que até telefonam... a dizer que estão revoltados que não é comigo nem para chamar à atenção, mas que assim não dá. Pois claro que não dá! E lá irei eu e o meu coração de ouro não descansar, nem durmir decentemente. Fazer as 5 ou 6 boas acções do dia. E ainda tenho que reflectir da queixa que tenho que fazer ao chefe da técnica que não anda a cumprir as suas funções faz 5 meses e me impede de exercer as minhas! Por isso só tenho um pedido a fazer... não adormecer ao volante e ter um acidente. E os votos para que a calma predomine pelo decorrer do dia e não tenha que me chatear nem com formadores nem com formandos.
Mas antes ainda falta aquela etapa de final de turno acordar les enfants terribles, missão àrdua. Existem pessoas que têm um mau acordar incrível... juro que não fazia ideia. Um dia, só um dia para compensar o trauma ...alguém me vai acordar de forma serena e tranquila. Sem gritos, sem correrias, assim devagarinho só porque sim. Existem lá coisas que me atrofiam o ser e esta é uma delas ,as pessoas acordarem a gritar, mal dispostas e coisas afins proferindo palavras a não repetir e dizeres estapafurdios que alguém inventou num dia muito pouco abençoado.
Ok faltam 2 horas ... ui este tempo ... tão veloz e tão lento. Nova ronda! Tudo dorme e ninguem sofre de cólicas. QUE BENÇÃO!


quinta-feira, setembro 24, 2009

DA (IN)COMPETÊNCIA ... no reino das organizações...!





Entristece-me a falta de entrega das pessoas no exercício das suas funções, apesar de em alguns casos ser compreensível pois a falta de condições, de organização afectam o decorrer dos trabalhos com a normalidade e a satisfação desejada. Os benditos recursos humanos ... quando se relacionam saudavelmente e em prol do mesmo objectivo até fazem omeletes sem ovos. O pior foi quando o auxiliar não avisou o responsável de os comprar, o que por sua vez impediu a cozinheira de os fazer e o educador de os dar a comer ao jovem. Resultado: Mau estar, indignação! E de quem é a culpa? De todos e de nenhum mas sobretudo do chefe que não ordenou ou supervisionou. Conclusão: Casa onde não há pão (e eu acrescento organização), todos ralham e ninguém tem razão!


quinta-feira, setembro 17, 2009

Nunca estamos felizes com o que temos ...




As loiras gostavam de ser morenas, as morenas gostavam de ser loiras (algumas pelo menos) as de cabelo liso gostavam encaracolado, as de cabelo encaracolado gostavam de ter liso. Futilidades à parte, querer ou exigir mais é uma condição sine qua non essencial a meu ver! Lembro-me das aulas de filosofia do 10º ano a frase era algo como "o ser humano é um ser inacabado sempre em mutação". E na altura deixou-me a pensar no quão sábia era esta frase, marcou-me tanto que ainda hoje me lembro. Estas coisas da memória selectiva e significativa são giras... um dia gostava de estudar mais sobre isso. Adiante... normalmente em alturas ou momentos significativos como os aniversários, o natal, a passagem de ano em que fazemos contas à vida muitos de nós pelo que me quer parecer... olhamos para dentro, bem fundo e ou estamos bem conosco próprios ou sentimos aquele vazio incontrolável que mói... por não nos sentirmos realizados quer ao nível profissional, quer ao nível emocional/pessoal, quer ao nível social. Pois bem... quer-me parecer e depois de uma conversa com uma grande amiga via online, que de facto a passagem da adolescência para a adultez e da adultez para o mundo do trabalho são as maiores aprendizagens e desafios. A minha querida mãe diz-me vezes sem conta será que nunca aprendes que nunca em nenhum trabalho as pessoas estão verdadeiramente bem e satisfeitas??? Pois é dura esta realidade mãezinha, não não quero acreditar nisso. Quero pensar e acreditar que algures no tempo e no espaço por muito que pene até lá chegar me vou sentir realizada. Só porque sim, só porque quero gostar do que estiver a fazer um dia. Só porque sim, é bonito, me faz sorrir e sentir bem. A outra face da questão é sobreviver ao sofrimento diário que o percurso até lá constitui, a bendita espera, a luta diária, a rotina estupidificante, o suor e lágrimas, as ausências presentes sempre a vaguear. A vida a passar por um canudo sem luz no outro lado do buraco. A falta de sensibilidade das pessoas, as criticas, as invejas e a falta de amor genuino, incondicional e correspondido. Do alto da minha solidão, admiro as pessoas que se satisfazem com o pouco que têm e às vezes é mesmo isso tão pouco e o suficiente para lhes dar força e ânimo e mais surpreendentemente dizer que são felizes sem um rasgo de mentira à vista. Toca-me, emociona-me... mexe com o que de mais humano e sensível existe mas para mim não serve.

Pronto agora vou ali fazer uma lista das coisas boas para fazer na folga, caso consiga sair da cama a horas decentes para aquelas coisas que os humanos chamam de centros comerciais e afins estarem abertas e me sentir capaz de me deslocar com o bolinhas a algures num raio de 50 km de casa para não sentir um friozinho no estomago e não ir a correr acabar no sofá a vegetar e adormecer outra vez como é o mais provável.


quarta-feira, setembro 16, 2009

STRESS

Alinhar ao centro



Episódio do dia...

Fui ao dentista pois andava com umas dores terríveis nos dentes pensava eu ... que andava cheia de cáries ou algo semelhante. Pois fico com cara de parva quando depois de várias radiografias a dentista diz: não, não vejo nenhuma cárie! Mas como pode ser? Até com pastilhas sem açucar me doem horrores os dentes???
Ah e tal... isso deve ser do stress. Dores de dentes por causa do stress? Não, não pode. Pode sim a pressão nos dentes faz com que fiquem sensíveis daí as dores. Nada que uma boa pasta de dentes para dentes sensíveis não cure! E uma pessoa no fim ainda paga para ouvir isto ironia das ironias. Ok, dores de dentes, caspa, insónia, mau estar... e mais umas quantas coisas que acima se podem ver. Não está fácil. Quando a saúde fica afectada a coisa complica-se. Assim que os turnos permitirem próxima aventura ... médico de família... !