segunda-feira, março 08, 2010

(Des)esperar...


Dou comigo a pensar ... pressões à parte. Apetece-me mandar tudo para o alto. Na incessante procura de emprego a palavra experiência começa a fazer-me alergia. Como poderão as pessoas desenvolver experiência se não lhes é dada uma oportunidade.
E na vida pessoal? A experiência conta e de que maneira. Se pudesses não cometer os mesmos erros talvez não cometesses mas seriam tão doces as experiências, tão vividas e sofridas? 
O que será preciso para crescermos verdadeiramente para além dos momentos de sofrimento e todos os obstáculos. Tenho para mim que são as oportunidades, as pessoas, os momentos, a cultura, a arte mas sobretudo a vida.  Saúde faz sempre falta. É dificil manter a cabeça sã nos dias que correm. Depois do oito e do oitenta entendo cada vez mais a importancia do equilibrio. Tomei decisões nesse sentido. Protegi-me da não vida e voltou o vazio. Todos os dias procuro alternativas e todos dias penso "ainda não foi desta." Passa uma semana, passam duas, um mês, ok quando se chega a um ano as coisas pesam. Como uma mochila que carregamos às costas com os dias todos de luta, de espera, de fé que ao fim ao cabo seriam positivos e dar-nos iam forças mas começam a pesar tanto mas tanto que ansiamos desesperadamente o dia em que pousamos a mochila. O dia em que a esvaziamos para colocar dentro forças, mantimentos para uma nova viagem ou direcção.
Estou verdadeiramente sem forças. Quero sair e ir pelo mundo viver. Tenho feito tentativas imensas. Estou em casa apetece-me sair, estou fora apetece-me estar em casa. O ânimo esgota-se depois de tantas tentativas, de tanta luta. Não tenho tolerância para exigências. Os meus amigos sabem que podem contar comigo e eu sei que posso contar com eles e mais não é preciso. Uma das maiores aprendizagens a amizade sim precisa de ser alimentada mas com a adultez, as responsabilidades e a distância e não queiram lá ver com a Internet os meus amigos podem estar mais próximos que os que estão próximos fisicamente. Amo a liberdade! Tudo o que me prende cansa-me. Tudo o que não me respeita ofende-me. Quero acreditar que vai ser amanhã. Que vou acordar e vai ser amanhã. Mas se não for ... só peço forças para mais um dia e que a luta e o pesar dos dias não me tornem numa pessoa ainda mais pessimista, amarga e ansiosa. Amanhã... é dia de (des)esperar... porque embora não vejas não te sintas no direito de criticar estou a lutar.