quinta-feira, julho 29, 2010

O som das horas...


As horas passam e eu sinto que os dias se tornaram iguais. Penso sempre muito e demasiado. Olho para as pessoas à minha volta e sinto-as pouco fluidas, pergunto-me se serão felizes? Se fazem o que gostam? Se ao final do dia de trabalho esquecem tudo nos braços daquela  pessoa. Aquela e não outra. E sorrio com este meu pensamento. 
A vida é muito clara quando menos esperas és surpreendido mas se esperas desesperas, já diz o velho ditado. 
Sei que sorrio de menos nos dias que passam, que danço menos, que privo os sentidos e a vida me priva de sensações e emoções que nos elevam a um estado de espírito mais leve ou não. Depende, depende sempre do contexto.
Apetece-me mudar, fazer coisas diferentes, ir por esse mundo fora. Nada a perder. Conto comigo e com os que trago comigo. Entristecem-me as distâncias. Parece que a vida avançou e todos foram ou ficaram longe. Aquecem-me o coração aqueles que do longe fazem perto através das novas tecnologias. Tenho saudades tantas de amar, viver, sonhar e ser quem sempre fui. A vida não se faz só de trabalho, as pressões sociais, a sobrevivência e a autonomia pregam-nos grandes dissabores. Dizem que isto é ser responsável, tornar-se uma pessoa com mais maturidade. Mas eu quero acreditar que um dia a responsabilidade se poderá agregar à felicidade e realização pessoal.