domingo, maio 22, 2011

Mãos vazias




Abraçou-me como se abraça o tempo, a vida num momento,  em gestos nunca iguais...

E partiu ... !

Esta noite

 

Agarra-me esta noite

Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim

Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Solto as amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes

Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi (
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui.

Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi 
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui.
 
Pedro Abrunhosa
 

quinta-feira, maio 12, 2011

Do You remember me?

 Shadow Dance by Lora Garcelon


I was the one that held you through
I held a spotlight when
You did that crazy dance.
David Fonseca, Superstars

terça-feira, maio 03, 2011

Que caminhos?


A minha vida parou faz muito tempo. Quando deixei que pessoas importantes se afastassem. Quando não lhes dei o devido valor ou elas a mim. E é sempre reconfortante vê-las voltar aos poucos. Sorrir cá dentro e perguntar porque será que naquela altura não estive atenta às às suas necessidades, não fui uma amiga melhor e mais atenta. As amizades revelaram-se, os amores da adolescência fluíram e nenhum sobreviveu curiosamente.
Hoje tenho grandes amigas, amigos nem por isso, um ou outro que se podem contar com uma só mão mas estão tão longe, que me sinto isolada e privada do melhor do mundo que é a convivência.
Na minha vida profissional posso dizer que não tive um percurso muito linear, trabalhei com adolescentes, vários públicos, vários projectos, crianças e jovens novamente, adultos. E actualmente sinto um vazio incontrolável. Sinto que não tenho motivação nem vontade de seguir um objectivo e isso mata-me aos poucos. Está a corroer-me por dentro, ando sempre doente, indisposta, numa maré de azar imensa, numa tristeza profunda. Quando nos encontramos numa situação de desemprego todos tem algo a dizer, faz assim faz assado. É horrível porque as pessoas se sentem no direito de criticar, de dizer tudo e mais alguma coisa sem saberem sequer todo o trabalho que tenho todos dias a procurar informação, a procurar novas hipóteses, a procurar inspiração, vontade de me agarrar algo que me motive e inspire. As pessoas não entendem e, especialmente em tempo de crise, que se procure motivação, procura-se algo que tape um buraco e mais nada. Sinto que não fiz as melhores escolhas, estou a ver novas opções e novos caminhos e falta-me a confiança, a inspiração, a vontade de ir e perder-me, de arriscar. Sou uma pessoa que não conheço e sei que tenho tanto potencial ainda há pouco tempo me disseram isso, mas é como se um furacão tivesse passado e levado consigo todas as coisas boas que sempre me motivaram.


domingo, maio 01, 2011

How?

“How can a woman be expected to be happy with a man who insists on treating her as if she were a perfectly normal human being.” Oscar Wilde

Muita gente questiona como poderá encontrar a pessoa especial que tanto procura. Do fundo da minha humilde sabedoria, esta frase responde-me a essa questão. Aquela pessoa que me trata todos dias sem excepção de forma especial, que me cuida, que se preocupa, que está lá. Aquela que nos abraça sem termos sequer que dizer nada quando mais precisamos. Aquela e não outra. Aquela que vê para além das imperfeições e nos ama incondicionalmente. Aquela que nos diz vais pelo caminho errado mas estou aqui para ti sempre. Aquela por quem nos sentimos atraídos e é reciproco. Aquela que nos tira do sério com um sorriso que nos derrete. Sim tu, onde estás? 
 

quinta-feira, abril 21, 2011

Travelling

No momento mais inesperado e sem planear surge a oportunidade de viajar. E eu nem pensei duas vezes fui. E foi o melhor que me aconteceu nos últimos meses. Apesar de ter ido para uma cidade que já conhecia foi demais. Adoro a simplicidade de as pessoas estarem em plena cidade e por todo lado existirem pessoas sentadas no chão por todo lado a altas horas da noite a conviver. Conheci pessoas bonitas daquelas que nunca mais vamos ver, daquelas que olhamos para dentro e que depois relembramos pela simplicidade no olhar ou simplesmente pelo sorriso rasgado. Como invejo aquele sorriso simples e natural. Aquela liberdade e sei que partilhei o sorriso espontâneo. Já não sorrio tanto como devia e quero sorrir. Caminhei muito sozinha, viajei para cima e para baixo nas confusas e infindáveis linhas do metro. Os meus pés doeram como nunca todos os dias e foi tão bom.... gastar energias, a exaustão de percorrer e ver tudo de perto. O sentir de fora para dentro, bem dentro. Perder no meio das flores, visitar o castelo de cristal, contemplar a beleza, de ser feliz sozinha e não ter horários para nada apenas tempo para desfrutar e ser um pouco feliz. A beleza dos momentos perde-se nos pequenos pormenores quando num micro segundo paramos para pensar quem dera que pudesse partilhar o aroma, as cores vibrantes, o caminho, a viagem .... e fica connosco o sentimento  perde-se no horizonte. Happiness is only real when shared! Nunca o senti tanto porque houve momentos em que precisava de estar só e sentir-me bem sozinha e houve momentos em que de facto partilhei a alegria de estar efectivamente a viver sem preocupações, sem pensar, sem receios do que virá. Preciso de viajar mais. Encontrar-me mais. Encontrar pessoas que me arranquem o sorriso simples. O mais sincero dos sorrisos. 

E este lugar faz isso comigo. Arranca-me o sorriso, faz-me parar no tempo e ficar ali a imaginar como seria mágico ficar ali sentada nas escadas do lago, a admirar a beleza à espera de que algo mágico aconteça como o arco-íris.


sábado, abril 02, 2011

Never understood

 
"Until this moment I never understood how hard it was to lose something you never had."


Clouds





I've looked at love from both sides now,
From give and take, and still somehow
It's love's illusions i recall.
I really don't know love at all.

quinta-feira, março 31, 2011

Flower or Gardeneer?

“Cada pessoa, em sua existência, pode ter duas atitudes: construir ou plantar.
Os construtores podem demorar anos em suas tarefas, mas um dia terminam aquilo que estavam fazendo.
Então param, e ficam limitados por suas próprias paredes. A vida perde sentido quando a construção acaba. Os que plantam sofrem com as tempestades, as estações e raramente descansam.
Mas, ao contrário de um edifício, o jardim jamais para de crescer. E, ao mesmo tempo em que exige a atenção do jardineiro, também permite que, para ele, a vida seja uma grande aventura”.
Paulo Coelho

Ao ver uma série esta questão ficou-me na cabeça. Segundo a abordagem feita nas relações existe o jardineiro e a flor. Cada um assume o seu papel. Apercebi-me que ao longo destes anos nunca me senti a flor, fui sempre o jardineiro. Não deixo de pensar que o saudável será existir uma troca de papéis ambos assumirem o papel de jardineiro e de flor  alternadamente consoante os momentos que nos ocorrem na vida, parece óbvio demais e no entanto muito difícil de colocar em prática. Os psicólogos dizem que buscamos o mesmo perfil de pessoas, buscamos sempre o mesmo esquema psicológico. Quero ao meu lado um jardineiro mas será que existe um para mim?





Hardest Of Hearts


There is love in your body but you can't hold it in
It pours from your eyes and spills from your skin

Tenderest touch leaves the darkest of marks

And the kindest of kisses break the hardest of hearts


The hardest of hearts

The hardest of hearts

The hardest of hearts


There is love in your body but you can't get it out

It gets stuck in your head, won't come out of your mouth

Sticks to your tongue and shows on your face

That the sweetest of words have the bitterest taste


Darling heart, I loved you from the start

But you'll never know what a fool I've been

Darling heart, I loved you from the start

But that's no excuse for the state I'm in


The hardest of hearts

The hardest of hearts

The hardest of hearts


There is love in our bodies and it holds us together

But pulls us apart when we're holding each other

We all want something to hold in the night

We don't care if it hurts or we're holding too tight


There is love in your body but you can't get it out

It gets stuck in your head, won't come out of your mouth

Sticks to your tongue and it shows on your face

That the sweetest of words have the bitterest taste


Darling heart, I loved you from the start

But you'll never know what a fool I've been

Darling heart, I loved you from the start

But that's no excuse for the state I'm in


The hardest of hearts

The hardest of hearts

The hardest of hearts


My heart swells like a water at work (?)

Can't stop myself before it's too late

Hold on to your heart

'Cause I'm coming to take it

Hold on to your heart

'Cause I'm coming to break it


Hold on hold on hold on hold on hold on

Hold on hold on hold on hold on hold on

The hardest of hearts (hold on, hold on)

The hardest of hearts (hold on, hold on)

The hardest of hearts (hold on)
  

So hard!




Lutar contra algo que já não controlamos parece missão impossível. Quando já desejamos nem sequer sentir o que quer que seja, quando nos privamos da partilha que tanto nos faz falta e achamos ser acima de tudo saudável. Inspiro ansiedade, expiro preocupação. Utilizo os meios ao meu dispor para ocupar a cabeça e o corpo. Transpiro ideias e emoções que parecem não ter fim. Mas o batimento cardíaco alterna ora num estado de pura contenção ora num estado desgovernado que me deixa incontornavelmente descontrolada. Ok eu não desisto de me entender, de compreender tudo e todos. Preciso de entender para poder aceitar. Não é negação, não é raiva, é compreensão pura e dura. Aquela que nos obriga a alcançar as verdades, a batermos de frente contra elas, a chorar, a gritar, a desesperar, a expelir cá para fora tudo o que ficou e fica por dizer nos dias que o vento leva e não voltam mais. E depois espero, desejo, necessito de uma paz interior profunda mas como se diferencia a paz de vazio. O vazio que permanece inegavelmente pois existem demasiadas distâncias a superar. And it's so hard. 

terça-feira, março 29, 2011

How to deal with an emotional tsunami?

Stay tunned! For the next episodes!

domingo, março 27, 2011

YES YOU CAN!


Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos

a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

Fernando Pessoa

Turn over ... Fighting myself

quinta-feira, março 24, 2011

Pedra Escura














"Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
e estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura."

Palavras Interditas, Eugénio de Andrade

Nevermind



Nevermind, I'll find someone like you.
I wish nothing but the best for you too.
Don't forget me, I beg, I'll remember you said:
"Sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead".

Nothing compares, no worries or cares.
Regret's and mistakes they're memories made.
Who would have known how bittersweet this would taste?

quarta-feira, março 23, 2011

sábado, março 19, 2011

Tomorrow will be better than today...?

Não consigo olhar para dentro de mim. Não consigo ter forças para fazer algo por mim. Magico planos para ser uma pessoa melhor. Digo-me a mim mesma a partir de amanhã é que é. E no dia olho para mim e não tenho forças. Sinto um desânimo profundo, uma falta de garra avassaladora. Não sou assim, não era assim... Eu era uma pessoa bastante social, divertida, alegre, dinâmica, apaixonada, feliz com as pequenas coisas da vida. Sou nos dias que correm uma pessoa angustiada, ansiosa demais com o futuro próximo que se avizinha. É uma sensação tremenda de impotência, de falta de conforto, de falta de muita coisa essencial. Existem factores que são fundamentais para que exista o mínimo de objectivos, que nos mobilizam no dia-a-dia e fazem mudar e crescer constantemente. Desejo profundamente e faço diariamente os possíveis para que algures no tempo surja uma nova oportunidade de me sentir activa e sobretudo viva.

segunda-feira, março 14, 2011

Out of control


Não consigo controlar o que sinto, não consigo não sentir todas as angústias que fui acumulando a tentar entender-te para depois te perder. Não consigo perdoar-te a dor de não ter entendido como se resiste.  Não consigo entender esta eterna ressaca de não te ter por perto. Este vaivém de emoções dá cabo de mim. Fugimos tantas vezes e tantas vezes precisamos de voltar ali onde simplesmente não nos criticávamos, onde éramos felizes sem sequer o saber. Sem lhe dar o devido valor, a importância que tinha. Extravasávamos as frustrações, os pensamentos negativos em busca de algo positivo e inexplicavelmente bom. A pura e dura adrenalina que o desejo cria aquela intensidade que nos possui desesperadamente, pela qual pedimos mais, mais e que não acabe. Para um instante micro-segundo mágico de alívio e tremendo bem-estar que dura menos do que devia. Pura magia em que finalmente acreditamos no poder que nos incendeia, tem a força suficiente para nos fazer ir mais longe e nos dar forças para recomeçar vezes sem conta. É uma busca que não pára, que nos incendeia. E não deixa de ser estranho porque no mais profundo do nosso ser, o que aspiramos é que o vazio se transforme e sobretudo se transfigure em paz. É assim que ando nos dias que correm numa luta incessante entre a vontade imensa de me perder e ao mesmo tempo de me controlar e encontrar a paz. Será que a paz estará em perder o controlo?

Se... porquê?

"Se me é negado o amor, porque, então, amanhece;
por que sussurra o vento do sul entre as folhas recém nascidas?
Se me é negado o amor, porque, então,
A noite entristece com nostálgico silêncio as estrelas?
E porque este desatinado coração continua,
Esperançado e louco, olhando o mar infinito?"

Rabindranath Tagore